Connect with us

Videos

Quando saiu o primeiro disco quadrifônico em três décadas

Published

on

Tem disco novo de Suzanne Ciani. Não, pera...

Em 2018, a musicista experimental Suzanne Ciani, ligada à música eletrônica, lançou disco novo. Só que não é apenas um disco. É uma experiência. Trata-se do primeiro lançamento em formato quadrifônico a sair em pelo menos três décadas. Falamos disso na época no POP FANTASMA.

Live quadraphonic chegou às lojas em 4 de junho e é um kit que vem com LP, mais um decodificador de hardware que permite ouvir o registro em quatro alto-falantes. O criador do canal de vídeos Techmoan, que lida basicamente com tecnologia antiga de áudio e vídeo, foi contactado pelo selo que lançou o álbum, e recebeu (alguns meses depois) o disco para fazer uma demonstração no canal.

O disco vem numa caixa que inclui o vinil e todo esse material extra – o youtuber sugere que tudo venha numa embalagem mais segura, porque algumas coisas vêm meio largadas, mas diz que já conversou com a gravadora. O decodificador quadrifônico foi criado por uma empresa da Austrália chamada Involve Audio e rola certa esperança de que haja mais projetos envolvendo gravação para aparelhos de quatro caixas (o que, vale citar, não tem acontecido muito).

Advertisement

A demonstração do vinil é feita num toca-discos estilo sound burger, daqueles que parece que não vão aguentar tocar nem metade de um vinil, com quatro caixas – mas o som, pelo menos no que dá para ver e ouvir no vídeo, ficou bem legal e cheio de ambiência.

>>> POP FANTASMA PRA OUVIR: Mixtape Pop Fantasma e Pop Fantasma Documento
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.

Cultura Pop

Devo: no YouTube, tem versão “rascunho” do filme The Men Who Make The Music

Published

on

Devo: no YouTube, tem versão "rascunho" do filme The Men Who Make The Music

Raridade por vários anos para muitos fãs do Devo, o filme The men who make the music (1981), realizado pela banda, foi lançado sob o rótulo maluco de “vídeo-LP”. A produção combina imagens de shows do Devo (focando bastante na turnê de 1978) com textos irônicos sobre a indústria da música, além de aparições do controverso personagem General Boy (interpretado por Robert Mothersbaugh Sr, pai dos irmãos Mark e Bob).

Devo: no YouTube, tem versão "rascunho" do filme The Men Who Make The Music

O tal conteúdo “anarquista” do vídeo fez com que ele ficasse arquivado por uns dois anos, já que The men who make the music foi terminado em 1979. O lançamento deveria ter acontecido em paralelo com o disco Duty now for the future, tanto que o LP original anuncia um endereço para os fãs comprarem um produto chamado Devo-vision, que sairia pela Time-Life (empresa responsável por arquivar o filme por dois anos, irritada com as mensagens anti-indústria da música do vídeo).

O material ainda aparece intercalado com imagens bem antigas do Devo. O grupo aparece tocando Jocko homo em 1976, em imagens do primeiro curta do Devo, The truth about de-evolution – que também incluía o clipe do grupo em 1974 tocando Secret agent man, igualmente incluído em The men. Nessa época, o Devo tinha uma formação bastante variável. Com pelo menos cinco ou seis músicos gravitando em volta (incluídos aí três irmãos Mothersbaugh), a banda virou quarteto no clipe de Secret agent man.

The men who make the music, por sinal, teve ainda uma versão demo, feita com produção amadora, em 1977. Tá no YouTube. Foi dirigida por Jerry Casale e produzido por Marina Yakubic, que era namorada de Mark na época.

Advertisement

O vídeo (sim, é vídeo, produzido com câmeras de TV) tem diferenças nos diálogos, nos cenários, na qualidade de som e de imagem (bastante rascunhadas) e no fato de que as músicas não aparecem em clipes. Todas são gravadas em versões extremamente cruas, ao vivo num palco.

Uma surpresa para os fãs é que, originalmente, a versão do grupo para (I can’t get no) Satisfaction, dos Rolling Stones, era quase um blues maníaco e lembrava Captain Beefheart. Muito diferente do que se imagina do Devo.

Aproveita e pega The men who make the music, a versão oficial, que também tá no YouTube.

Advertisement

Continue Reading

Cultura Pop

David Bowie revelando tudo sobre Ziggy Stardust na pressão

Published

on

David Bowie revelando tudo sobre Ziggy Stardust na pressão, bem antes do disco sair

No começo de 1972 (dependendo de pra quem você perguntar, foi em fevereiro ou março), David Bowie fez algo que vários assessores de imprensa não recomendam que seja feito. Em plena agenda de divulgação do disco Hunky dory, que saíra em dezembro, abriu o verbo para um radialista americano e soltou tudo o que dava pra soltar sobre um disco que ainda estava sendo feito e só sairia em alguns meses: The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, que fez 50 anos nesta quinta (16).

O entrevistador, cujo nome não fazemos ideia (e que aparentemente ninguém faz), parece ser uma pessoa bastante informada a respeito de como andava o disco vindouro de Bowie. Tanto que ele fez umas perguntinhas bem diretas que o cantor não se sentiu muito à vontade para responder, mas foi levando. Bowie chega a perguntar a ele como ele ficou sabendo que o disco poderia ter uma versão nova de Holy holy, e uma releitura de Round and round, de Chuck Berry (“tenho uma boa fonte de informação”, diz o repórter).

No papo, surgem historietas sobre músicas de Hunky dory e Ziggy Stardust que nem entraram nos discos. O repórter chega a falar pra Bowie que Ziggy “é o disco que está sendo lançado”, e Bowie afirma que o disco “é uma história que não acontece” (de fato era o que rolaria, Ziggy tem fragmentos de uma história). O cantor também faz referência a He’s a goldmine, canção que depois viraria Velvet goldmine, se tornaria um lado B dele, e foi descartada do disco porque os versos “provavelmente são um pouco provocativos no momento”.

Você poderia explicar um pouco mais a fundo sobre o álbum que está sendo lançado: Ziggy? Vou me esforçar muito. É um pouco difícil. Originalmente começou como um álbum conceitual, mas meio que se desfez, porque encontrei outras músicas que queria colocar no álbum que não se encaixariam na história de Ziggy, então no momento está um pouco fraturado e um pouco fragmentado…”

“O que você tem nesse álbum é uma história que, na verdade, não acontece. São apenas algumas pequenas cenas da vida de uma banda, chamada Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, que poderia ser a última banda na Terra. Pode ser os últimos cinco anos do mundo, não tenho certeza, porque escrevi de tal maneira que perdi os números no álbum na ordem em que surgiram e depende de em qual estado você ouve”.

Advertisement

“Eu tive vários significados, mas sempre tenho, depois de escrever um álbum. Minhas interpretações dos números daquele álbum são totalmente diferentes depois de quando eu as escrevi. Eu aprendo muito com meus próprios álbuns sobre mim”.

Round and round teria sido o tipo perfeito de número que Ziggy teria feito no palco, mas acho que provavelmente o que aconteceu é que uma jam que tocamos para Round and round apenas pelos velhos tempos, no estúdio e o entusiasmo da jam provavelmente diminuiu depois que ouvimos a faixa algumas vezes. Substituímos por uma coisa chamada Starman“.

Um tempo atrás a Far Out publicou toda a transcrição do papo, em inglês. O áudio, sem legendas, tá aí. Usa aí pra treinar o inglês.

Advertisement
Continue Reading

Cultura Pop

Disco inédito, fotos e vídeos raros: o Museu Virtual do Gilberto Gil no Google

Published

on

Dez coisas bem legais que você encontra no Museu Virtual do Gilberto Gil

Durante quase quatro anos, a construção de O ritmo de Gil, o museu virtual do Gilberto Gil no Google Arts & Culture – que surge a tempo de comemorar os 80 anos do cantor e compositor – foi um segredo muito bem guardado. O trabalho foi comandado pela jornalista Chris Fuscaldo (autora de livros como Discobiografia Legionária e Discobiografia Mutante e criadora da editora Garota FM Books) e envolveu vários profissionais escrevendo textos, mexendo em materiais diversos, ouvindo áudios, vendo fotos e checando informações.

O museu entrou no ar (ou melhor, na web) ontem e… se você for fã de Gil, pesquisador de MPB ou minimamente interessado na obra dele, prepare-se. Dá para ficar lá dias seguidos lendo coisas, vendo vídeos, ouvindo música e até estudando formalmente usando a obra de Gilberto Gil (sim, existe uma área dedicada a pais e professores). Por iniciativa de Chris, há também uma discobiografia do cantor.

Por intermédio de mais de 140 exposições virtuais, Você vai saber da importância mundial de Gil, de seu trabalho político, conhecer sua discografia, lembrar das diversas fases que ele teve ao longo da carreira (muito mais do que você consegue imaginar, já que a cada show, disco ou turnê, ele mudou de visual e colocou diferentes temas na roda de assuntos), saber do entorno de casa passo que Gil deu ao longo de mais de cinco décadas de trabalho. Por lá também dá para conhecer um disco de Gil gravado em 1982 em Nova York, e que permaneceu inédito por vários anos – e que virou a cereja do bolo do projeto.

O time de jornalistas e produtores de conteúdo do projeto inclui nomes como Kamille Viola, Gilberto Porcidonio, Ceci Alves, Lucas Vieira, Tito Guedes, Carla Peixoto, Roni Filgueiras e Laura Zandonadi, além da própria Chris. E, opa, eu também fiz parte do time, escrevendo vários textos sobre a obra dele, ou sobre detalhes da carreira de Gil. Também identifiquei, junto com Chris, o material do tal disco inédito, que você pode escutar aqui.

E seguem aí doze (só doze, porque tem muito mais) coisas legais que você pode encontrar no museu. Tentei não ficar só nos textos que eu mesmo escrevi pro projeto, mas não deu para não incluir alguns. Cada exposição abaixo tem várias fotos, áudios, vídeos e muita coisa legal para ler.

Advertisement

A HISTÓRIA DO DISCO INÉDITO. Por aqui dá para acompanhar todo o contexto e toda a história do álbum. Eu identifiquei as gravações no meio de alguns áudios do acervo e achei que batiam exatamente com a descrição de um disco inédito, do qual Gil havia falado no texto escrito pelo pesquisador Marcelo Fróes, e publicado no relançamento em CD do álbum Um banda um, de 1982.

GILBERTO GIL E OS FESTIVAIS. Aquela época em que Gil participava de eventos que levavam a MPB a ser discutida quase da mesma forma que os reality shows são hoje. Leia e veja aqui. Texto de Chris Fuscaldo.

GILBERTO GIL DO PASSADO AO FUTURO. Como Gil abordou temas como tecnologia, internet, comunicações e outros assuntos. Leia e veja aqui. Texto de Ceci Alves.

GIL NOS (SEUS) ESTÚDIOS. Por esse texto (que eu escrevi) você consegue passear virtualmente pelo estúdio Nas Nuvens, montado por Gil e Liminha, e pelo estúdio Palco, montado em sua produtora.

GILBERTO GIL E O ROCK. Outro texto que eu fiz, dessa vez abordando o desenvolvimento da relação do cantor com o estilo musical.

Advertisement

BARRA 69. Um texto de Ceci Alves sobre o show de despedida de Gilberto Gil e Caetano Veloso antes de partirem para o exílio.

GIL E OS MUTANTES. Sem o empurrãozinho do cantor, a história de uma das bandas mais representativas do rock brasileiro teria sido bem outra. Esse texto de Chris Fuscaldo detalha tudo.

OS LOOKS DE GILBERTO GIL. Do começo da carreira até hoje, Gil teve diversas mudanças de visual e lançou modas. Conto tudo aqui. E também aqui.

GIL, A INSPIRAÇÃO. Várias exposições sobre os relacionamentos de Gil com amigos, parceiros e ídolos, além de entrevistas com vários deles. Tudo aqui. Caetano Veloso tem uma área especial só para ele, claro. Num dos papos, Kamille Viola, autora de um livro sobre Jorge Ben, conversa com o próprio.

GIL, A ALMA. Exposições sobre o lado espiritualizado e ligado à família de Gil (destaque para a exposição de Roni Filgueiras sobre como o cantor lidou com o isolamento da quarentena).

Advertisement

SOY LOCO POR TI, AMÉRICA. A história dessa música de Gil e José Carlos Capinan, lançada por Caetano Veloso em 1968. Texto de Roni Filgueiras.

CÁRCERE E EXÍLIO DE GIL. O período em que Gil e Caetano viveram em Londres, entre 1969 e 1972. Texto de Chris Fuscaldo.

>>> Veja também: Caetano e Gil de volta ao Brasil em 1972, no podcast do Pop Fantasma

Continue Reading
Advertisement
Cultura Pop9 horas ago

O 1967 dos Beatles no podcast do Pop Fantasma

Devo: no YouTube, tem versão "rascunho" do filme The Men Who Make The Music
Cultura Pop2 dias ago

Devo: no YouTube, tem versão “rascunho” do filme The Men Who Make The Music

The Lost Sheep: um single (da Virgin, de 1979) com ovelhas soltando a voz
Cultura Pop2 dias ago

The Lost Sheep: um single (da Virgin, de 1979) com ovelhas soltando a voz

O Homem Que Caiu na Terra, feito para TV em 1987
Cinema3 dias ago

O Homem Que Caiu na Terra, feito para TV em 1987

No Acervo Pop Fantasma, o livro de paradas dos anos 80 da Omnibus Press
Cultura Pop4 dias ago

No Acervo Pop Fantasma, o livro de paradas dos anos 80 da Omnibus Press

Paul McCartney virando funkeiro (oi?) em 2013
Cultura Pop5 dias ago

Paul McCartney virando funkeiro (oi?) em 2013

Cultura Pop5 dias ago

E os 50 anos da estreia do Roxy Music?

Treta: as duas “versões do autor” de Video Killed The Radio Star
Cultura Pop6 dias ago

Treta: as duas “versões do autor” de Video Killed The Radio Star, dos Buggles

David Bowie revelando tudo sobre Ziggy Stardust na pressão, bem antes do disco sair
Cultura Pop1 semana ago

David Bowie revelando tudo sobre Ziggy Stardust na pressão

Então vamos lá: por que você tem que parar tudo e ouvir Ziggy Stardust agora mesmo
Cultura Pop1 semana ago

Pare tudo e ouça Ziggy Stardust agora mesmo

Dez coisas bem legais que você encontra no Museu Virtual do Gilberto Gil
Cultura Pop1 semana ago

Disco inédito, fotos e vídeos raros: o Museu Virtual do Gilberto Gil no Google

Mais Ziggy Stardust: um monte de "It ain't easy", em mixtape
Cultura Pop1 semana ago

Mais Ziggy Stardust: um monte de “It ain’t easy” (em mixtape!)

Cultura Pop2 semanas ago

Starman: quando saiu um disco de David Bowie na União Soviética (e em 1989)

As sobras de Ziggy Stardust
Cultura Pop2 semanas ago

As sobras de Ziggy Stardust

Quem é quem (e o que é o que) na ficha técnica de Ziggy Stardust, de David Bowie
Cultura Pop2 semanas ago

Quem é quem (e o que é o que) na ficha técnica de Ziggy Stardust, de David Bowie

A fase 1975-1987 do Fleetwood Mac no podcast do Pop Fantasma
Cultura Pop2 semanas ago

A fase 1975-1987 do Fleetwood Mac no podcast do Pop Fantasma

Cultura Pop2 semanas ago

Images 1966–1967: Bowie entre Ziggy e Aladdin Sane

Um encontro com Roky Erickson na TV em 1984
Cultura Pop2 semanas ago

Um encontro com Roky Erickson na TV em 1984

Trending