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Mixtape

Mixtape Pop Fantasma #20 (25/08/2021)

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Mixtape Pop Fantasma #20 (25/08/2021) (Alex Chilton na foto)

Decidimos dar um tempo na Mixtape Pop Fantasma, e a mixtape 20 vai fechar a temporada por enquanto. Depois a gente volta. Vamos focar em outras coisas, como o Pop Fantasma Documento, podcast do site, que rola toda sexta-feira.

Mas tem a vigésima mixtape aí e ela tem a mistura de Beatles e Beastie Boys do The Beastles, a versão “do autor” de Torn, gravada pela Natalie Imbruglia, Green Day ao vivo, Alex Chilton (o cara da foto), The Meters e Suzanne Ciani. E Replacements ao vivo, Milton Banana Trio unindo Wando e Raul Seixas, a fase psicodélica de Paulo Sérgio, Damaged Bug e Ventania.

Ah, lembramos também que estamos toda sexta às 11h da manhã na Mutante Radio, e que lançamos nossa campanha de financiamento mensal.

Ouve ae. Estamos no DeezerSpotifyMixcloud CastBox.

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Abre:
The Beastles – Belly movin’

1º módulo:
Green Day – At the library (ao vivo)
Replacements – Misty mountain hop/Heartbreaker (ao vivo)
Nazz – Open my eyes

2º módulo:
Alex Chilton – Can’t seem to make you mine
Anna Domino – With the day comes the dawn
Ventania – Usuário

3º módulo:
Milton Banana Trio – Moça/Eu nasci há dez mil anos atrás
Paulo Sérgio – Multicolorida
The Meters – Ride your pony

4º módulo:
Damaged Bug – Cough pills
Alex Chilton – No sex
Ednaswap – Torn

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Final:
Suzanne Ciani – The fifth wave: Water lullaby

BG: Músicas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior

Cultura Pop

Mais Ziggy Stardust: um monte de “It ain’t easy” (em mixtape!)

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Mais Ziggy Stardust: um monte de "It ain't easy", em mixtape

It ain’t easy, a única música do disco The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars que não era de David Bowie, na verdade tinha sido pensada para o disco anterior, Hunky dory (1971). Foi executada no dia 3 de junho de 1971 durante a ida de Bowie ao programa de John Peel, numa versão com Dana Gillespie nos vocais, que dava um ar meio country-gospel à música. Incluída em Ziggy, virou o momento de reflexão do personagem em meio ao sucesso e ao dia a dia de tentações. Ela tinha chegado a aparecer na versão promo de Hunky dory, com músicas de Dana Gillespie no lado B, em todo caso.

O mais louco é que It ain’t easy tinha sido gravada algumas vezes antes de Bowie – e em duas dessas vezes, ela foi música-título de um disco. E nenhuma dessas versões fez sucesso. Foi gravada pelo grupo rock-soul norte-americano Three Dog Night em 1970 no disco It ain’t easy, e nem sequer foi lançada em single.  No mesmo ano, o cantor folk canadense Long John Baldry também gravou a faixa no seu disco It ain’t easy.

Também em 1970, o próprio Ron gravou a música, em releitura bastante ligada ao folk, no disco Silent song through the land.  E em 1971, a banda Detroit gravou a música no mesmo disco em que por sinal relia Rock’n roll, do Velvet Underground. Em janeiro de 1972, foi a vez de Dave Edmunds reler a faixa em seu disco Rockpile. Uma versão gravada em 1972 e só lançada vários anos depois é a da cantora soul Bettye LaVette. O It ain’t easy dela faria parte de seu primeiro disco pela Atco, Child of the seventies, que acabou engavetado e só foi lançado em 2006.

>>> Veja também no Pop Fantasma: Dark side of the moon, um disco do… Medicine Head

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A versão de David Bowie você com certeza já ouviu e, ao contrário da onda folk das outras releituras, tem um lado glam acentuado – embora mal dê pra reconhecer a voz do cantor e há quem tenha jurado por vários anos que não era Bowie cantando. Tem quem diga que a música já fazia parte do repertório dos Rats, a antiga banda de Mick Ronson, guitarrista dos Spiders From Mars, e que o próprio músico mostrou a canção para Bowie. Não é muito claro o motivo pelo qual ela foi parar no repertório do cantor, ou em Ziggy Stardust: biógrafos falam que a canção tem uma atmosfera de sonho acordado que convenceu Bowie, e que a música relata o momento de transformação pessoal do personagem.

Depois de Bowie gravar a faixa, quem arriscou uma releitura foi a cantora country americana Shelby Lynne, no disco Unsung hero: a tribute to the music of Ron Davies, uma homenagem ao compositor da faixa. Ron Davies, vale citar, nasceu em 1946, morreu em 2003, e ganhou uma pequena fama aos 17 anos quando compôs todas as músicas de um disco de uma banda que já virou assunto aqui no Pop Fantasma – os “pais do grunge”, Wailers.  Foi contratado pela A&M em 1970 e lançou dois discos por lá. Depois gravou em vários pequenos selos. Uma outra canção bem bonita composta por ele foi gravada pela cantora Maria Muldaur, Long hard climb.

E segue aí uma mixtape com TODAS as versões de It ain’t easy citadas nesse texto. Aumente o som e compare uma versão com a outra. Tem até diferenças nas letras.

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Cultura Pop

As sobras de Ziggy Stardust

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As sobras de Ziggy Stardust

The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, disco de David Bowie que faz 50 anos no dia 16 de junho, não se resume apenas à sua lista de faixas: muitas músicas foram cortadas, deixadas de lado e até mesmo houve um título anterior, que foi descartado. Ao mesmo tempo, muita coisa foi composta na mesma época (ou até gravada) e se relaciona com o disco.

Fizemos uma listinha de músicas aí embaixo e você pode escutar tudo (menos uma das faixas, mais sumida que chapéu velho) na mixtape que a gente subiu no Mixcloud.

ARNOLD CORNS.falamos num passado bem próximo do projetinho que Bowie criou, com esse nome. Era o próprio cantor soltando a voz, ao lado de sua banda (Mick Ronson, Mick Woodmansey e Trevor Bolder), mas quem levava a fama de frontman era um estilista chamado Freddie Burretti, que usava o pseudônimo de Rudi Valentino. Músicas como Moonage daydream e Hang on to yourself, que apareceriam em Ziggy, foram gravadas nessas sessões, das quais participaram ainda músicos como Mark Carr-Pritchard (guitarra e alguns vocais) e Tim Broadbent (baixo).

“ROUND AND ROUND”. Originalmente intitulada Around and around, a música de Chuck Berry (lançada em 1958 como B-side do single de Johnny B. Goode) estava na primeira lista de faixas bolada por Bowie para Ziggy Stardust. Por muito pouco, o disco que seria Ziggy Stardust não se chamou Round and round, aliás. Só que o executivo da RCA Dennis Katz reclamou com Bowie que não havia um single no álbum, o cantor pensou, e tirou Round and round em favor de Starman.

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“IT’S GONNA RAIN AGAIN”. No dia 15 de novembro de 1971, no Trident, Bowie e sua banda gravaram essa música, que vinha sendo apresentada em alguns shows. O livro The complete David Bowie, de Nicholas Pegg, diz que a canção acabou ficando de fora do disco porque mais parecia uma paródia do Bowie de antigamente, inclusive na referência a Bob Dylan (e sua A hard rain is a-gonna fall) do título. A letra, por outro lado, traz aquela que é a primeira referência a cocaína na obra do artista. A versão gravada nesse dia ficou sem final, e ninguém mais quis incluí-la. Nunca saiu nem em piratas e, claro, não está na mixtape acima.

“SHADOW MAN”. Há fontes que afirmam que essa música, possivelmente inspirada pelos estudos do psicanalista Carl Jung, foi uma das músicas gravadas nas mesmas sessões do dia 15 de novembro – e que logo em seguida ela foi descartada. Existe uma demo, que está até no YouTube. Foi resgatada anos depois para o disco Toy.

“VELVET GOLDMINE”. “Mesmo depois de John Lennon ter posado nu para a capa de um álbum, o mundo pop não estava preparado para um astro que confessava ter banhado o rosto do amante com sêmen”, diz Peter Doggett sobre essa canção cheia de referências a sexo oral, gravada nas sessões do disco, e que sobrou para o lado B do relançamento britânico de Space oddity em 1975.

“SWEET HEAD”. Gravada no Trident no dia 11 de novembro de 1971, tinha trechos ainda mais claros a respeito de sexo oral (note o título) e referências um tanto ofensivas a personagens negros e latinos. A música foi realmente escrita para Ziggy e estava na lista inicial, mas tanto Bowie quanto a RCA acharam que aquilo podia dar merda, e tiraram a música do álbum. Sweet head foi totalmente esquecida, mas foi relembrada quando saiu a versão em CD-com-bônus do álbum lançada pela Rykodisc em 1990.

“JOHN I’M ONLY DANCING”. Gravada depois de Ziggy (em setembro de 1972), é mesmo assim uma canção associada ao álbum, soando quase como uma continuação. A letra já suscitou várias discussões – se ela é sobre uma relação hetero em que um namorado tem ciúmes de uma garota, se é sobre um trisal bissexual, se é sobre ciumeira no mundo LGBTQIA+. Seja como for a RCA americana achou tudo pesado demais e o single só saiu na Inglaterra – e mesmo assim o Top of the pops baniu o clipe da faixa. Lou Reed está na guitarra base.

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“LADY STARDUST”/”ZIGGY STARDUST”. Criadas, como diz o pesquisador Peter Doggett, para serem canções irmãs, essas duas músicas foram gravadas numa demo simples em março de 1971, com Bowie cantando e tocando piano (na primeira) e violão (na segunda). Essas duas versões apareceram quando saiu a versão em CD-com-bônus do álbum lançada pela Rykodisc em 1990.

“HOLY HOLY”. Essa música é praticamente um caroço na obra de Bowie: foi lançada em janeiro de 1971 como o último material inédito do contrato do cantor com a Mercury, e apesar de uma campanha massiva da gravadora, não deu nada certo. Foi regravada nas sessões de Ziggy. Mick Ronson (guitarra) fez os arranjos e deu mais ânimo à música, mas ainda assim ela ficou de fora do disco, apesar de ter entrado até na lista inicial de canções Só reapareceu em 1974 como B-side de Diamond dogs.

“AMSTERDAM”. A cover do cantor francês Jacques Brel foi inspirada pela versão da mesma música feita por um dos ídolos de Bowie, Scott Walker, e foi considerada para lançamento no disco de 1972. Só em 1973 sairia uma versão feita por Bowie, como lado B do single Sorrow.

“THE SUPERMEN”. Uma versão alternativa dessa música do disco The man who sold the world foi gravada em 1971 nas sessões de Ziggy, mas foi deixada de lado. Ressurgiu em 1972 num LP especial do festival de Glastonbury, e muito tempo depois, na versão com bônus de Hunky dory, lançada pela Rykodisc em 1990.

“ALL THE YOUNG DUDES”. Bowie tocou essa música para o Mott The Hoople, quando a banda estava por se separar, e ofereceu ao grupo – após ter oferecido Suffragette city, faixa que apareceria em Ziggy, e que acabou rejeitada pela banda. Com Dudes foi diferente: os integrantes ficaram extremamente animados quando ouviram a faixa e gravaram rapidamente. Bowie gravou uma demo em 1972 e apresentou a canção na turnê Ziggy Stardust.

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Mixtape

Mixtape Pop Fantasma #19 (18/08/2021)

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Mixtape Pop Fantasma 19 (18/08/2021)

Toda quarta-feira rola a MIXTAPE POP FANTASMA, dessa vez ilustrada aí por dois grandes nomes da teledramaturgia (e do cinema) que deixaram a gente na semana passada: Tarcísio Meira e Paulo José. Tarcisão está presente com uma versão diferente do tema da novela Irmãos coragem, e Paulo José solta a voz (!).

Tem também Captain Beefheart, Lunachicks, The Chiffons cantando George Harrison, Robert Wyatt e até o Nirvana, aquela banda britânica dos anos 1960, cantando Nirvana, a banda do Kurt Cobain.

Ah, lembramos também que estamos toda sexta às 11h da manhã na Mutante Radio, e que lançamos nossa campanha de financiamento mensal.

Ouve ae. Estamos no DeezerSpotifyMixcloud CastBox.

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Abre:
Som Três – Irmãos coragem

1º módulo:
Mutreta – Noites e tempestades
Captain Beefheart and His Magic Band – Observatory crest
Paulo José – Amarelinha

2º módulo:
Galã – Filosofia amorosa
Black Midi – Marlene Dietrich
Lunachicks – Binge and purge

3º módulo:
Bif Naked – Spaceman
Glaxo Babies – This is your life
Tamar Aphek – Crossbow

4º módulo:
Nirvana (britânico) – Lithium
Robert Wyatt – The age of self
Wild Moccassins – Sponge won’t soak

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Final:
Chiffons – My sweet lord

BG: Músicas do disco Jurassic rock, de Leandro Souto Maior

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