Cultura Pop
Quando os Talking Heads apareceram numa revista de mulher pelada

Os Talking Heads estavam longe de serem uma banda de roqueiros que pegavam tietes, usavam drogas como se fossem Mentos, destruíam os camarins e promoviam orgias bíblicas (peraí, tem orgias na Bíblia Sagrada?). Por alguma razão, a Oui, uma espécie de imitação da Playboy, escolheu o grupo, então preparando o disco Fear of music, para uma entrevistinha de página inteira em agosto de 1979. A seção que apresentou o papo com o grupo se chamava Openers, e a introdução da entrevista começava tirando sarro do fato de estar ali uma banda que aparentemente nada tinha a ver com aquele espaço: “Quem foi que disse que não há nada de intelectual aqui?”.
A entrevista, de fato, não foi das mais intelectuais que a banda deu, embora tenha mostrado um lado (er) mais safadinho do grupo de Psycho killer. Especialmente da baixista Tina Weymouth, que ganhou uma baita atenção do repórter da revista e teve que responder perguntas como “qual foi o primeiro rockstar com o qual você quis transar?” (“acho que foi Mick Jagger, mas queria também transar com Marianne Faithfull”) e “você gostaria que seus seios fossem maiores?” (“não, acho que um é exatamente do tamanho do outro”, porque antes ela tinha dito que não atraía rapazes que gostavam de garotas com seios fartos).

O geralmente aparecidinho David Byrne falou bem pouco, mas confessou que o Talking Heads, enquanto banda famosa, estava fazendo com que ele conseguisse pegar mais garotas (“25% mais do que antes”, disse). Para quem gosta de trocadilhos, claro que perguntaram quem tinha a maior “cabeça” da banda (Chris Frantz, baterista: “Acho que sou eu, numa base média”), e quem tinha o maior “microfone” (o guitarrista Jerry Harrisson jura que todo mundo tinha o mesmo tamanho).
Brian Eno achou essa revista na coleção dele (ou a foto espalhada por aí) e pôs em seu Twitter.
Ten Minutes With Talking Heads in OUI August 1979 #interview #TinaWeymouth #ChrisFrantz #DavidByrne #sex https://t.co/FdTlhPajOo pic.twitter.com/XKj0Vg8Yab
— Brian Eno News (@dark_shark) February 28, 2017
A Oui de agosto de 1979 (epa, tem uns números à venda na Amazon.com, mas acho que não mandam pro Brasil) ainda tinha mais uma matéria de música: uma entrevista com Gregg Allman, inclusive anunciada na capa. No papo, ele falava dos três assuntos que dominavam sua vida naquele momento: música (um pouco menos), drogas (aos borbotões) e Cher (ele tinha ficado quatro anos casado com a cantora e havia se separado).

A capa anuncia também uma série de fotos de “garotas do Brasil” – não achei essa página em lugar algum da internet, mas o índice da publicação anuncia meninas fotografadas em “algum canto da selva” (eita).
Em homenagem (eita) à Oui, pega aí os Talking Heads tocando Totally nude.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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