Cultura Pop
Quando os Doors foram vetados do programa do Ed Sullivan

Ray Manzarek, tecladista dos Doors, ficou feliz mas não entendeu nada quando estava em casa, sossegado, vendo com a esposa o Ed Sullivan Show. O apresentador, responsável pelo estouro da beatlemania nos EUA, avisou que “na próxima semana teremos um grupo de rock da Califórnia, The Doors, fazendo seu hit número um, Light my fire“.
“Olhamos um para o outro, dizendo ‘Oh, acho que estamos no The Ed Sullivan Show na próxima semana'”, disse o músico, que logo foi avisado pelo empresário da banda de que, sim, era verdade, e que ele iria reservar o voo da banda para Nova York, onde a atração era gravada.
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Só que a grande chance dos Doors terminou em problemas com Ed Sullivan e na transformação da banda em persona non grata na atração. A começar porque a letra de Light my fire não era exatamente palatável para um programa “família” como o de Ed Sullivan, já que tinha o verso “girl, we couldn’t get much higher” (“garota, a gente não poderia ficar mais alto”). E naquela tarde de 17 de setembro de 1967, após o ensaio dos Doors no estúdio 50 da CBS, Ed resolveu visitar a banda no camarim e dar uma reclamada com os Doors: “Vocês estão lindos, mas precisam sorrir um pouco mais”, disse.
Jim Morrison, um cara de poucos sorrisos, já deve ter ficado meio irritado. Mas depois, só para piorar um pouco, apareceu um produtor da atração pedindo para que substituíssem o tal trecho de Light my fire por algo como “girl, we couldn’t get much better” (“melhores”, em vez de “mais alto”). Segundo o próprio site de Ed Sullivan, a banda concordou, mas logo que o tal produtor se mandou do recinto, Jim virou pra todo mundo e falou: “Não vamos mudar nada”.
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E não mudaram. Ed Sullivan anunciou a banda, eles cantaram People are strange e depois lá vinha Light my fire com o verso que o apresentador odiou. No vídeo abaixo dá pra ver até o guitarrista Robbie Krieger dando uma risadinha quando Jim canta o trecho proscrito. Sullivan não deu o braço a torcer. Elogiou a apresentação mas cortou para um comercial de ração para cachorro. Nem mesmo apareceu apertando as mãos de Jim, Ray, Robbie Krieger e John Densmore.
Bom, nos bastidores deu merda com a produção do programa. Isso porque um figurão do Ed Sullivan Show chegou pra banda e disse que eles jamais voltariam lá. Mas vale dizer que o site do programa é bem generoso com os Doors. Aliás, diz que o registro da banda tocando as duas canções é único.
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“A destreza de Manzarek no teclado aparece maravilhosamente durante seu solo de órgão. Naquela noite, o público assistiu ao carismático Jim Morrison, com seus cachos longos, trajes de couro justos e sua atitude de puro rock ‘n’ roll. The Doors pode ter aparecido apenas uma vez, mas eles mudaram o The Ed Sullivan Show para sempre. A influência deles gerou uma mudança no tipo de música do show. E mais atuações corajosas de rock surgiriam lá em breve para atender ao público adolescente cada vez mais influente”, escreveram lá.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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