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Cultura Pop

Quando as Breeders se inspiraram no Black Sabbath

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Quando as Breeders se inspiraram no Black Sabbath

As Breeders eram o projeto paralelo da baixista dos Pixies, Kim Deal, cansada de ser relegada a um papel terciário na banda. Isso apesar de geralmente ser ela quem falava com o público, mais até do que o líder Black Francis. Só que ficou claro tanto para ela quanto para o selo 4AD que aquele grupo poderia render bem mais. Principalmente porque, em 1992, os Pixies encerraram atividades.

O primeiro disco das Breeders, Pod (1990), foi feito rapidamente e com pouca grana. O selo 4AD deu a Kim Deal (voz e guitarra) e Tanya Donelly (guitarra e voz) a bagatela de 11 mil dólares para que elas se trancassem no estúdio por três semanas. O disco acabou sendo completado em dez dias, mas a formação que gravou o álbum uniu-se aos poucos. Quando o estúdio já estava agendado, Josephine Wiggs, do grupo Perfect Disaster, entrou para o baixo. Steve Albini, que havia produzido Surfer Rosa, estreia dos Pixies (1988), foi chamado por Kim para cuidar de Pod e indicou o baterista Britt Walford (Slint). Aliás, o músico assinou o job como Shannon Doughton.

A coisa foi ficando mais séria quando, em 1992, numas férias dos Pixies, Kim visitou Josephine Wiggs na Inglaterra. As duas, ao lado de Jon Mattock (o baterista do Spacemen 3 e do Spiritualized) gravaram uma canção chamada Safari num estúdio em Londres.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Breeders no rádio e na TV depois da gravação de Pod

Começava a nascer um EP aí, intitulado Safari e lançado em 6 de abril de 1992. O restante do material foi gravado com a formação anterior da banda, acrescida de uma novidade: Kelley Deal, irmã gêmea de Kim, estava tocando guitarra (mesmo tendo apenas um conhecimento rudimentar do instrumento). Além da faixa-título, entraram Don’t call home, Do you love me now (que sairia em versão definitiva no The last splash, disco das Breeders de 1993) e uma versão (que tocou no rádio no Brasil!) de So sad about us, do Who.

Havia uma graninha da 4AD e as Breeders foram fazer um vídeo para Safari. O vídeo foi uma ideia de Kim Deal, que tinha visto um antigo vídeo do Who que queria usar como referência. Só que nos anos 1990 não havia YouTube (jura?), daí achar um vídeo por aí não era das coisas mais fáceis. Kim foi a uma locadora e alugou os vídeos da série MTV Closet Classics. Não achou o The Who lá. Mas achou o vídeo de Paranoid, do Black Sabbath, feito para o programa de TV alemão Beat Club.

O vídeo, um primor da era em que as bandas tentavam fazer imagens “psicodélicas” usando muito cromaqui, acabou servindo de base para a criação do vídeo de Safari. Kim e suas amigas (e o batera) copiaram o piso em formato redondo (com uma entradinha na frente). Usaram câmera de vídeo e botaram várias imagens “viajando” na câmera. Ficou bem legal (e passou na MTV Brasil).

Via Chaos Control.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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