Cultura Pop
Quando o punk virou peça de museu

O punk ganhou. Ou perdeu, dependendo do seu ponto de vista. Se você é um radical do movimento (eita porra), talvez se ofenda bastante ao descobrir que o estilo “revolucionário” dos anos 1970 virou atração turística em Londres. Que discos, pôsteres e memorabília do punk são vendidos a peso de ouro ou se transformaram em peça de museu. Ou até que em Londres tem um sujeito cujo nome é Sid – batizado assim porque seus pais eram fãs de Sid Vicious, dos Sex Pistols.
Essa matéria televisiva do canal CBC saiu em 2016 e adiantou-se na comemoração dos 40 anos do estilo (1977 é tido como o ano do levante). O vídeo mostra como o som da turma dos cabelos espetados ainda paira sob as ruas de Londres. É bem verdade que você precisa ser um sujeito MUITO maluco para achar que o punk, um estilo outrora satanizado, não deveria ganhar uma exposição na prestigiosa British Library. Pois bem, ele ganhou a expo Punk 1976-1978, que ficou por lá de maio a outubro de 2016. E deixou fãs do estilo malucos: tinha documentos, pôsteres, discos, matérias de jornal, fanzines.
Nos primeiros minutos do vídeo tem um papo com o curador da exposição, Andy Linehan, deixando claro que as pessoas ainda se chocavam com coisas expostas na mostra (as camisetas usadas pelos músicos, por exemplo). Glen Matlock, primeiro baixista dos Sex Pistols, conta que o punk era “o primeiro movimento da juventude que não era manufaturado”. Os UK Subs, banda veterana do estilo, cujo vocalista Charlie Harper já passou dos 70, surgem no palco num show recente. E mostram seu baterista, Jamie Oliver, um garotão com idade para ser filho do vocalista, e que aprendeu a escutar punk com a mãe.
Agora, para chocar, tem o papo com Joe Corré, filho do ex-empresário dos Pistols, Malcolm McLaren, e da estilista Vivienne Westwood. Se você lembra do fato de Joe ter ateado fogo a uma memorabília punk que pertencia a seu pai, e que estava avaliada em cinco milhões de libras, pode dar uma olhadinha no montante antes de ele virar fumaça – o material aparece na reportagem. Corré zoa a vigente onda de consumismo e celebração em torno do punk. “A Grã-Bretanha só embarcou nessa porque não tem um casamento real, ou algo para se distrair, e entrou nessa de ‘punk rock, London’. Foda-se, né?”, resmunga.
Foto: Reprodução da Internet
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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