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Cultura Pop

Playlist: as novas do Pop Fantasma Documento

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No final de todos os episódios da primeira temporada do nosso podcast, o Pop Fantasma Documento, eu (Ricardo Schott, apresentador, editor e quase faz-tudo do podcast) anunciei aquele momento em que apresentávamos uma banda ou um artista que tinha tudo a ver com o tema do episódio.

Apesar de eu me considerar um cara relativamente atualizado em música, vamos lá: dava trabalho, às vezes do que o próprio trabalho de escrever o texto do podcast, achar bandas que tinham a ver com o tema em questão. Imagina achar algum nome novo que pudesse ser apresentado como “tendo a ver” com o tema do podcast, sem cair na caricatura, ou na imitação?

Muitas vezes, a ideia nem era achar um nome que tivesse um som parecido com o do artista, mas alguém que tivesse um ideal parecido. Foi assim que coloquei as Nova Twins, duas cantoras e musicistas britânicas, como o “equivalente” do David Bowie dos anos 2000, no episódio em que falamos da chegada do camaleão do rock ao século 21. As Nova Twins mexem com a união de rock, rap e música eletrônica, e dedicam seu som a “todos aqueles que sentem que não se encaixam” – essa última frase tem tudo a ver com Bowie, em todos os momentos de sua carreira.

A temporada 2021 do Pop Fantasma Documento chega ao fim hoje, dia 24 de dezembro de 2021 (feliz natal!) com a playlist com as novidades mostradas nesse quadro do podcast. Pra ano que vem (sim, vou fazer mais duas temporadas em 2022), a ideia é que essa seção tenha mais nomes brasileiros, seja um pouco mais ampla e tome mais um tempinho do Pop Fantasma Documento. Em 2021, tivemos só o Móbile Lunar, uma banda excelente lá do Pará, surgindo no episódio sobre músicas enormes.

Obrigado pela sua companhia, nos vemos (bom, nos ouvimos?) em 2021 e fique com a playlist. Lá embaixo, tem os nomes de cada faixa e em que episódio cada uma delas foi citada!

Jason Isbell and The 400 Unit – Dreamsicle
Amyl & The Sniffers – Security
Bleached – Wednesday night melody
Tkay Maidza – Cashmere
Tkay Maidza – Where is my mind
Móbile Lunar – Canção do nosso tempo
Caroline & Claude – Stir the pot
Twin Peaks – Making breakfast
Twin Peaks – Walk to the one you love
Twin Peaks – Dead flowers
Black Tones – Ghetto spaceship
Black Tones – My name is not Abraham Lincoln
The Lounge Society – Television
Tres Leches – Leaving my light on
Gin Lady – Badger boogie
Sunflower Bean – I was a fool
Art d’Ecco – TV god
Highly Suspect – My name is human
So Many Dynamos – Living proof
Blanketman – Taking you with me
Partition – Why did he lie?
Courting – Popshop
Aimée Steven – Darling
Arlo Parks – Hurt
Rebecca Black – Girlfriend
Foxy Shazam – Doomed
Nova Twins – Taxi
No Rome – I want U

Bônus:
Naomi Campbell – Ride a white swan
Scarlett Johansson – I don’t wanna grow up

 

 

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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