Cultura Pop
Lembra do Planet Patrol?

O Planet Patrol era um grande nome do electro e da primeiríssima onda de dance music oitentista, que acabou gravando apenas um álbum, epônimo, epônimo, lançado pelo selo Tommy Boy, em 1983. Entre seus maiores hits, estavam Play at your own risk, e uma versão bastante inusitada para I didn’t know I loved you (Till I saw you rock and roll), música do hoje proscrito Gary Glitter.
Na época, o sucesso foi grande para o Planet Patrol: a banda apareceu na TV, tocou no rádio e fez uma aparição no prestigioso Soul train, com direito a entrevista. Olha aí.
Uma coisa que talvez muita gente não saiba é que a história do Planet Patrol, apesar de ter sido aparentemente bem curta, ja vinha de alguns tempos antes, e dura até hoje (!). Herb Jackson, integrante original, quase morreu em 1986 após, segundo ele, ingerir uma quantidade massiva de cocaína e ácido. Depois disso, se converteu, virou pastor ordenado e, não faz muito tempo, decidiu remontar o Planet Patrol com Andre “Dre Divine” DuBose e o membro original Rodney Butler.
Esse site aqui diz que, pelo menos antes da pandemia, o trio renovado vinha oferecendo shows – chegaram a sair singles novos, como a versão do grupo para Papa was a Rollin’ Stone, dos Temptations. Olha a galera aí.

O Planet Patrol, tido como um projeto musical inovador na época em que foi lançado, era na verdade uma banda com uma formação um pouco maior, e um spin-off de outros projetos. O grupo veio da junção de dois DJs e produtores da cena dance de Boston, Arthur Baker e John Robie, com um grupo de r&b e soul formado por cinco vocalistas, The Energetics. Herb, Joseph Lites, Rodney Butler, Michael Anthony Jones e Melvin B. Franklin vinham do comecinho dos anos 1970 e, após rodar várias gravadoras, conseguiram contrato pela Atlantic em 1979, lançando o disco Come down to Earth. Mas a ligação com a gravadora não durou muito, já que o disco não passou de 50 mil cópias vendidas.
O nome “Planet Patrol”, no entanto, acabou surgindo pouco antes do grupo existir, por causa do single de Planet Rock, de Afrika Bambaataa e Soul Sonic Force, já que o compacto vinha com um “música feita por Planet Patrol”. Afrika tinha feito uma primeira versão de Planet rock com uma batida inspirada em Super Sporm, do cantor americano de funk Captain Sky – isso porque já havia a ideia de usar Trans-Europe Express, do Kraftwerk, mas Afrika não estava tão certo de que poderia usar a música.
A versão com o sample do grupo alemão prevaleceu, e a primeira versão acabou virando Play at your own risk, que foi gravada na mesma master de Planet rock, já com os vocais dos Energetics. Herb conta que quando recebeu o convite de Arthur Baker para montar uma banda de verdade sob o nome de Planet Patrol, não curtiu a ideia de início, mas acabou topando.
“Éramos conhecidos na Costa Leste, no Canadá e em toda a Europa. Como iríamos simplesmente mudar nosso nome? Éramos jovens e ingênuos e não entendíamos o negócio”, contou aqui o cantor, afirmando também que a formação dos Energetics como grupo de soul provocava certo conflito na hora de entender a proposta do malucão Baker, uma das forças por trás do estouro do freestyle (gênero que daria no funk carioca).
“Na transição de nos tornarmos o Planet Patrol, Arthur me enviou as faixas, que eram do tipo techno, electro, europeu, funk eletrônico, Planet rock. Ouvíamos pensando: ‘Que diabo é isso?'”. O cantor fez o falsete da faixa, influenciado pelo fundador dos Temptations, Eddie Kendricks.

A cena dance e funk de Boston, direto da Billboard de 30 de março de 1985
Herb também comenta que a tal ida ao Soul Train foi bastante tensa: estavam loucos de pó, causaram problemas na direção de imagem por causa de suas capas brancas e foram tratados por cima dos ombros pelo lendário apresentador do programa, Don Cornelius. Havia uma proibição tácita de que cantores dessem em cima das dançarinas da atração. Bom, Herb diz que um dos integrantes do grupo, ainda por cima, não levou a regra a sério e deu em cima de uma das meninas.
E esse aí, se você nunca ouviu, é o disco único do Planet Patrol, lançado pelo selo Tommy Boy, e que chegou ao número 64 na parada de r&b da Billboard. O disco tinha apenas seis faixas e incluía também um Cheap thrills que não era da Janis Joplin (era uma canção autoral da dupla Baker/Robie) e uma versão de It wouldn’t have made any difference, de Todd Rundgren.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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