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Pixies: relançamentos de luxo trazem músicas inéditas da fase clássica

Os Pixies comemoram 40 anos e quem ganha o presente é… Bom, não é exatamente um presente, e vai sair a preço caro: a banda vai relançar seus dois últimos álbuns da primeira fase, Bossanova (1990) e Trompe le monde (1991), numa colaboração deles e da gravadora 4AD com a Dinked, uma espécie de coletivo de varejistas indies de música do Reino Unido.
Os dois discos saem em tiragens de 3.400 exemplares cada um (eram 2.200, mas rolou um aumentinho), com remasterização de Kevin Vanbergen, feita a partir dos tapes originais. E ainda há novidades. Bossanova, por exemplo, sai com um booklet de 16 páginas – uma réplica da edição original do Reino Unido. E os dois álbuns ganham singles bônus de 10 polegadas com músicas extras que só agora veem a luz do dia.
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Com Bossanova, vem um single composto por uma versão de Dig for fire gravada por Steve Albini em 1987, para sair em Surfer Rosa, segundo disco da banda (1988) mas que acabou engavetada. Além da inédita Go man go, uma raríssima parceria dos inimigos íntimos Black Francis e Kim Deal (baixista).
Essa última foi gravada nas sessões de Bossanova – e acabou sendo também gravada pelas Breeders, a banda de Kim, nas sessões do disco Last splash (1993). Se a versão dos Pixies sai só agora, a das Breeders demorou também pra sair (veio à tona só no relançamento de 30 anos de Last splash, há três anos).
Já Trompe le monde ganha de acréscimo um single com Brackish boy, gravada nas sessões do álbum – é aquela mesma música que Black Francis gravou em seu primeiro álbum solo, Frank Black (1993). E também com uma descoberta feita por Kevin quando ouviu as fitas que os Pixies deixaram gravadas: é a experimental Punk loop. De todas as músicas do disco, essa era a única completamente desconhecida.
A pré-venda dos discos já rola no site da Dinked a partir de hoje (links aqui e aqui), e vale correr – mas eles só chegam pra todo mundo no dia 11 de setembro. E vale lembrar que não é o único lançamento comemorativo do grupo, já que em 26 de junho sai pela primeira vez em vinil Complete B-sides, coletânea de lados B lançada em CD em 2001. Foi nesse disco que uma turma enorme escutou pela primeira vez faixas como Wave of mutilation (UK Surf), Into the white, Bailey’s walk e The thing.
Em LP, Complete B-sides vai ocupar três lados de vinil. O quarto lado vai trazer material bônus ao vivo, incluindo seis gravações extras lançadas posteriormente pela banda, entre elas a versão ao vivo de Debaser, que saiu originalmente em 1997. Para esta nova versão de Complete B-Sides, o designer Chris Bigg criou uma arte inédita utilizando imagens raras feitas pelo fotógrafo Simon Larbalestier durante a fase clássica da banda.
Teve mais: em 2024, Pixies at the BBC, coletânea de gravações de sessões de rádio da BBC lançada pela 4AD originalmente em 1998, ganhou relançamento estendido com o nome de Pixies at the BBC, 1988–91, e mais nove faixas. Uma delas é a versão dos Pixies para Hang on to your ego, dos Beach Boys (música que com o fim da banda, vazaria para o primeiro solo de Black Francis). A releitura da banda foi feita no programa do radialista John Peel, em 1990.
Foto: Reprodução Instagram
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RJ: Tatá Aeroplano faz show intimista na Audio Rebel neste sábado

Uma das figuras mais inquietas e criativas da música independente brasileira, Tatá Aeroplano chega na Audio Rebel neste sábado (18) para uma apresentação especial no formato voz e violão. O show se chama Andarilho urbano e reúne músicas de toda a sua trajetória artística, além das canções de seu recém-lançado álbum Lendas e sol (2026). Os ingressos custam R$ 30 (antecipados) e R$ 40 (na porta) e já podem ser adquiridos online.
No repertório também entram canções emblemáticas de sua autoria, como Pareço moderno e Cama, lançadas com a banda Cérebro Eletrônico, e, pra noite ficar ainda mais especial, o músico paulista recebe André Paixão e Marcelo Callado no palco. Um encontro especial entre psicodelia, canção brasileira, poesia e liberdade criativa, marcas registradas de sua obra.
A apresentação faz parte do Programa Funarte Ações Continuadas, com produção da Bacafest e da Sensacional – Associação Nacional de Produtores Independentes. Cantor, compositor, DJ e agitador cultural, Tatá se tornou referência na cena alternativa paulistana ao longo das últimas duas décadas, liderando projetos fundamentais como Cérebro Eletrônico, Jumbo Elektro e Frito Sampler.
Em sua carreira solo, iniciada em 2012, lançou uma sequência de álbuns elogiados pela crítica, explorando temas como afetos, transformações urbanas, espiritualidade e questionamentos existenciais. Entre seus trabalhos mais recentes estão Boate invisível (2023, resenhado pela gente aqui) e Lendas e sol (2026, resenhado em breve!).
SERVIÇO:
Tatá Aeroplano apresenta Andarilho urbano
participações de André Paixão e Marcelo Callado
Data: 18/07/2026
Horário: 20h (abertura da casa) | 21h (show)
Link dos ingressos antecipados aqui
R$ 30,00 antecipado / R$ 40 na porta
Gratuidade CadÚnico e Lista Trans
Audio Rebel – Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro
Foto: Luiz Romero / Divulgação
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Robert Smith mete o pau na “ideia absurda de um show de intervalo na final da Copa do Mundo” e em Trump

Errado não tá, não. Aliás tá certíssimo: Robert Smith (The Cure) odiou a ideia de haver um show de intervalo na final da Copa do Mundo – como já acontece há vários anos no Super Bowl (via Consequence Of Sound). Mas pro cantor, tem mais coisas ruins do que a ideia de um show de intervalo: tipo o presidente dos EUA, Donald Trump, entregando a taça para os vencedores do torneio ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Smith fez uma postagem no Instagram reclamando disso tudo e ainda deu uma zoada master em Infantino, trocando o sobrenome dele. “O show do intervalo, que foi idealizado por Chris Martin, do Coldplay, contará com Madonna, Justin Bieber, Shakira e a boyband de K-pop BTS”, escreveu.
“O presidente da Fifa, Gianni Infantosser, descreveu o show do intervalo como um ‘espetáculo inovador’ que ‘celebrará o futebol, a música e nossos valores compartilhados, garantindo um legado que transcende o apito final'”, continuou. E depois completou: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAGH… #Breadandcircuses #MUGWANK #pleasejustfuckoff”.
Pouco depois, Smith publicou outra mensagem esclarecendo que não estava criticando especificamente Chris Martin ou os artistas. Ele também criticou Infantino por entregar o troféu da Copa do Mundo aos vencedores do torneio ao lado do presidente dos EUA, Donald Trump, de quem Smith também não é fã.
“Suspiro… PARA AQUELES QUE NÃO ENTENDERAM: A QUESTÃO NÃO É QUEM ESTÁ FAZENDO A CURADORIA OU SE APRESENTANDO, MAS SIM A IDEIA ABSURDA DE UM SHOW DE INTERVALO NA FINAL DA COPA DO MUNDO… SE AGORA VOCÊ ENTENDE MELHOR MEU ‘AAAAAAAGH!’, MAS AINDA NÃO CONCORDA, POR FAVOR, AJUSTE SEU BONÉ VERMELHO, SUA CAMISETA ‘EU 🖤 JANNY + DONNY + $$$’ E… FIQUE À VONTADE? AVANTE… RSX PS. “Infantosser disse que ele e o presidente dos EUA, Trumpton, entregarão o troféu no domingo”. INFELIZMENTE, NÃO SOBRARAM A’S SUFICIENTES PARA O ‘ARGH’ QUE DEVERIA VIR EM SEGUIDA… #breadandcircuses #pleasejustfuckoff #fuckfifa #justlookuplostworld”.
Você já deve saber mas não custa lembrar: a final da Copa do Mundo acontece domingo, 19 de julho, entre Espanha e Argentina. Inglaterra e França disputarão o terceiro lugar amanhã, sábado, dia 18. As mensagens de Smith seguem abaixo (ja curtimos ambas).
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E tem música nova de Fiona Apple. É o tema da série “Lucky”

Fiona Apple tem andado sumi… bom, não exatamente sumida. Ela aparece às vezes, mas sem aviso prévio. Há alguns dias, sua melhor amiga Zelda Hallman postou em seu canal vídeo da cantora falando sobre as dificuldades que tem enfrentado para compor novas músicas sobre a “enxurrada interminável de horrores” que afetam o mundo hoje. No ano passado, ela lançou o single Pretrial (Let her go home), inspirado em sua experiência como observadora judicial, especialmente de mulheres afetadas pela prisão preventiva. E agora saiu mais uma música nova.
A faixa nova é a a curtinha Horns of a bull, tema da série Lucky, da Apple TV+, que já está disponível para streaming. A faixa tem um som que faz lembrar bastante o clima esparso do disco mais recente dela, Fetch the bolt cutters (por acaso, igualmente lançado de surpresa na pandemia, em 2020): percussão, piano, ruídos, voz (que voz, aliás!) e clima soturno e tenso, especialmente quando a velocidade da música vai aumentando.
Lucky estreou no Apple TV+ na última quarta-feira (15). Baseada no romance homônimo de Marissa Stapley, a minissérie acompanha uma golpista vivida por Anya Taylor-Joy, que tenta escapar tanto da polícia federal quanto de uma temida chefe do crime interpretada por Annette Bening. O elenco também reúne Clifton Collins Jr., Aunjanue Ellis-Taylor e Timothy Olyphant.
E a tal mensagem de vídeo divulgada por Fiona traz a cantora falando que “talvez esteja deixando a busca pela perfeição atrapalhar o que é bom”, disse ela. “É difícil me concentrar e quando consigo, fico me questionando se sou a pessoa certa para dizer aquilo ou se estou dizendo da maneira correta”.
“Eu só não queria que você pensasse que eu estava fingindo que não via nada, que eu não percebia o que estava acontecendo ou que eu não me importava. Eu me importo, sim. Sei que nem todo mundo espera algo de mim, mas eu espero algo de mim mesma”, continuou.
Além de Pretrial, ela lançou em 2025 uma versão de Heart of gold, de Neil Young, para um álbum beneficente da Bridge School – e fez uma participação na música Letter from an unknown girlfriend, da banda The Waterboys. E abaixo você confere Horns of a bull.








































