Cultura Pop
On The Air: a outra série de David Lynch dos anos 1990

O diretor de cinema David Lynch e o roteirista Mark Frost se juntaram nos anos 1980 para trabalhar numa biopic de Marilyn Monroe, Goddess, que acabou não sendo feita – tudo porque o estúdio que lançaria o filme não curtiu saber que a ideia da dupla era jogar um veneninho na suposta responsabilidade de Bobby Kennedy sobre a morte dela.
Parecia que ia dar merda, mas não deu, já que foi ao lado de Frost que Lynch se reinventou. O cineasta viu o estúdio que detinha vários de seus projetos ir à falência, foi aconselhado por seu agente a trabalhar para a TV para manter o caixa em dia, e sugeriu que Frost o acompanhasse.
https://www.youtube.com/watch?v=q040A3z1W08
A dupla iniciou em 1990 Twin Peaks, que confundiu as cabeças dos telespectadores, arrastou-se por uns tempos na audiência nos Estados Unidos, mas foi sucesso de crítica e ultrapassou de longe o status cult. O sucesso acabou voltando para Lynch, inclusive no cinema, já que ele fez Coração selvagem, aquele com Nicolas Cage e Laura Dern, no mesmo ano da primeira temporada de Twin Peaks.
O lance de Lynch (e Frost) com a TV continuou, já que dois anos após Twin Peaks, ele criou mais uma iniciativa maluca para a telinha. O lance é que, dessa vez, a ideia foi criar uma espécie de show de bastidores da televisão com métodos experimentais e bem loucos.
Da sitcom On the air (1992), dirigida por Lynch e roteirizada por Frost, dá pra dizer que o resultado saiu ainda mais perturbador que o de Twin Peaks, já que o que as pessoas veem na TV pelo menos parece acessível – até que dá para ver que não é nada disso. A série teve só uma temporada, e ainda assim apenas três episódios foram exibidos pela ABC nos Estados Unidos. A BBC2 apostou um pouco mais e exibiu tudo na Inglaterra (e alguns outros países europeus também mostraram a série inteira).
Um sujeito no Reddit definiu bem a série como uma versão misteriosa do Dick Van Dyke show, à moda Lynch. On the air mostrava o dia a dia da equipe de uma rede de televisão fictícia da década de 1950, a Zoblotnick Broadcasting Company (ZBC), na produção de um programa de variedades ao vivo, o The Lester Guy Show. O resultados da equipe são os piores possíveis: ninguém se entende, a turma consegue se acidentar até com objetos usuais do set de filmagem e o diretor Valdja Gochktch (David L. Lander) sempre usa o megafone ao contrário (!).
Nos papéis principais, nomes como Ian Buchanan (Lester Guy, uma estrela do cinema que tinha ficado esquecida desde a Segunda Guerra e teve chance de voltar), Marla Rubinoff (Betty Hudson) e Miguel Ferrer (Bud Budwaller, presidente da estação de TV). Essa turma começa a fazer um monte de cagadas na estação de TV e uns prejudicam abertamente uns aos outros.
On the air já esteve inteira no YouTube mas foi retirada. Hoje, só tem alguns trechos e alguns episódios pela metade. A trilha sonora é do mesmo Angelo Badalamenti que fez as músicas de Twin Peaks.
Veja também no POP FANTASMA:
– O que faz de um filme de David Lynch um filme de David Lynch
– Os comerciais dirigidos por David Lynch
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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