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Olivia Rodrigo: “Sim, meu festival é inspirado na Lilith Fair”

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Olivia Rodrigo (Foto: Reprodução Instagram)

Num papo com a jornalista Diane Sawyer, da ABC News, que foi ao ar hoje no programa Good Morning America, Olivia Rodrigo tocou num ponto que está sendo levantado por todo mundo que lê sobre seu festival Daisy Chain Fields – um evento só de musicistas e cantoras mulheres, que rola no dia 29 de agosto no Great Park, em Irvine, Califórnia. Sim: lembra bastante a Lilith Fair, festival feminino criado por Sarah McLachlan nos anos 1990. E não apenas lembra esse festival como é inspirado nela.

“Lilith Fair foi uma grande inspiração para eu começar este festival, Daisy Chain Fields. E, na verdade, a primeira pessoa para quem liguei quando decidi que queria fazer este festival foi Sarah McLachlan”, disse ela, afirmando também que Sarah “é uma verdadeira pioneira, uma artista incrível e uma amiga, e ela também vai cantar comigo no festival, o que é realmente emocionante e uma grande honra para mim”.

Na programação do festival, estão artistas como Olivia, Chappell Roan, Doechii, Bikini Kill, Garbage, Mitski, KATSEYE e The Breeders, além de convidadas especiais como Sarah, Stevie Nicks e Karen O. Cem por cento da receita líquida do Daisy Chain Fields será destinada a organizações sem fins lucrativos dedicadas à promoção e defesa dos direitos de mulheres e meninas.

“Todos os artistas incríveis que estão na programação estão se apresentando gratuitamente para fins beneficentes, o que é uma verdadeira prova de seus corações, bem como de seu talento”, disse Olivia, que criou o nome do festival ao imaginar um encontro centrado na comunidade.

“Quando imaginei este festival, tive em mente a imagem de meninas sentadas embaixo de uma árvore, fazendo coroas de flores (de margaridas) ou pulseiras da amizade”, disse. “E foi assim que surgiu o nome Daisy Chain Fields (Campos de Margaridas), e eu também gosto da ideia de uma corrente de margaridas, de como todos nós podemos ser elos individuais nessa corrente que é maior do que o indivíduo”

“Acho que existe essa ideia de que as meninas devem competir entre si pelo primeiro lugar, ou que os recursos são limitados para todas”, disse Rodrigo. “E acho que é uma experiência como o Lilith Fair, e espero que o Daisy Chain também, que nos mostrará que somos muito mais fortes quando nos unimos e nos apoiamos mutuamente”.

A ideia da Lilith Fair, por sua vez, surgiu quando a canadense Sarah percebeu que havia muito pouco espaço para as mulheres serem elas próprias no mercado musical, como artistas ou executivas – Paula Cole, uma das cantoras que participaram do festival, chegou a dizer que “as rádios recebiam ordens para não tocar duas mulheres em sequência”, como se o “feminino” fosse um gênero musical. Festivais também estavam loteados por artistas homens.

A primeira Lilith Fair rolou em 5 de julho de 1997 em George, no estado de Washington – e o evento deveria funcionar como as primeiras edições do Lollapalooza, passando por várias cidades. Foi sucesso, com mais de 700 milhões de dólares sendo arrecadados para insituições de caridade. Houve edições também em 1998 e 1999, além de um revival não muito bem sucedido em 2010. O festival ganhou também um documentário, Lilith Fair: Building a mystery.

Foto: Reprodução Instagram

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“Carnaval de luz”: Tem disco do U2 vindo aí, com homenagem a Rosalía (mas sem ela!)

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RESUMO: Carnaval de luz, primeiro álbum de inéditas do U2 em nove anos, tem faixa inspirada em Rosalía, guitarras em alta e a última gravação vocal de Dolly Parton.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do disco

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Rosalía no disco novo do U2? Calma lá. Quando começaram a circular informações sobre Carnaval de luz, 16º álbum da banda irlandesa, previsto para 13 de novembro pela Interscope, vários lugares apontaram a cantora espanhola como uma das convidadas. Não é bem assim: existe no disco uma faixa chamada The mirror maker (Rosalía). Mas, segundo o site Consequence, a faixa é inspirada nela – e só. Rosalía não canta nem participa da gravação.

O álbum marca a volta do U2 a um trabalho completo de composições inéditas, nove anos depois de Songs of experience (2017). Nesse intervalo, Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. revisitaram o repertório em Songs of surrender (2023) e lançaram os EPs Days of ash e Easter Lily. As sessões desses dois trabalhos acabaram desembocando no novo disco, gravado em diferentes lugares do mundo com produção de Jacknife Lee.

A inspiração vem das tradições de Carnaval e das festas que antecedem a Quaresma, mas Bono promete um U2 bastante elétrico. “Cheguem, cheguem, cheguem! Tragam suas meias roxas, seus corações partidos, sua ingenuidade cor-de-rosa… ah, e fiquem maravilhados no salão de espelhos”, diz. “Haverá guitarras altas, baixo profundo, alguns ritmos extáticos e, sim, algumas lágrimas prateadas vão aparecer!”

O cantor diz que a ideia é responder à escuridão do mundo aumentando o volume. “Então fazemos a bateria soar mais alto. Construímos uma fogueira maior. Tornamos nossas histórias mais selvagens e engraçadas. Fazemos as melodias mais doces e as canções precisam brilhar, porque, se o mundo está na escuridão, é melhor que nós não estejamos”. The Edge foi mais econômico: “É uma coleção de músicas bagunçada, provocativa e sagrada — e traz o primeiro uso de cordas flatwound numa gravação do U2. Só dizendo.”

A nova amostra do disco, Silencio, tem produção adicional de Ryan Tedder e recupera um U2 mais direto: guitarra distorcida, pegada rocker lembrando músicas como Vertigo, refrão bacana e Bono bastante irritado em versos como “há um silêncio dizendo: ‘cala a boca, porra!'”, “há uma dieta dizendo: ‘cuspa essa merda!'” e “no silêncio está o rock and roll do diabo”. O clipe, dirigido pela dupla Cliqua, foi filmado na Cidade do México. A faixa chega depois de Street of dreams.

Carnaval de luz ainda reúne Martin Garrix, Brian Eno, Daniel Lanois e Tedder, além de guardar uma participação especialmente significativa. Dolly Parton canta com Bono na última faixa, Torn, naquela que acabou sendo sua última gravação vocal. A cantora apresentou a Bono a composição, sobre laços familiares rompidos, e o U2 a retrabalhou com Johnny McDaid, do Snow Patrol. Lanois acrescentou pedal steel.

“Quando ela ficou doente, saiu da cama para cantar essa música”, contou Bono à Rolling Stone. “E dá para ouvir isso. Eu nem consigo escutá-la agora.”

O anúncio chega ainda no ano em que o U2 completa 50 anos de formação. E, entre Rosalía sem Rosalía, Carnaval, guitarras novamente em primeiro plano e a despedida de Dolly Parton, Carnaval de luz parece ter bastante história para contar antes mesmo de chegar às lojas.

Silencio e a lista de faixas seguem aí (a capa do disco você já viu lá em cima).

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LISTA DE FAIXAS

01. Go (Carnaval de luz)
02. La reina
03. Street of dreams
04. The mirror maker (Rosalía)
05. Superficiality
06. If the world is ar war we better not be
07. Silencio
08. The greatest show on Earth
09. Glorify
10. Midnight sunshine
11. Can’t stop us now
12. Torn (Feat. Dolly Parton)

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Morphine volta aos arquivos de Mark Sandman e anuncia álbum “Cocoon”

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RESUMO: O Morphine volta aos arquivos de Mark Sandman para Cocoon, álbum montado a partir de sessões de 1998, com novas mixagens e overdubs de Dana Colley. É o primeiro disco novo da banda desde The night.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Morphine acabou em 1999, da maneira mais triste possível – Mark Sandman, líder do grupo, sofreu um ataque cardíaco e morreu no palco durante um show da banda, em Palestrina, na Itália, no dia 3 de julho de 1999. Mas ainda há coisas guardadas. Hoje, quando Sandman completaria 74 anos, a banda anunciou Cocoon, primeiro álbum novo com o nome da banda em 26 anos. O disco sai em 4 de dezembro pela Partisan Records e recupera gravações feitas pouco antes de The night, último álbum do grupo, lançado postumamente em 2000.

Para quem chegou agora: o Morphine foi uma das bandas mais peculiares do rock alternativo dos anos 1990. Formado em Cambridge, Massachusetts, em 1989, o trio montou seu próprio vocabulário a partir da voz grave e do baixo de duas cordas tocado com slide por Sandman, dos saxofones de Dana Colley e da bateria — primeiro de Jerome Deupree e, depois, também de Billy Conway. Era rock sem guitarra, misturado a blues, jazz e aquela atmosfera de bar vazio às três da manhã. Discos como Good (1992), Cure for pain (1993) e Yes (1995) fizeram do grupo uma espécie de caso à parte no alternativo americano.

É justamente o período anterior a esse disco que Cocoon recupera. “É um álbum perdido? Uma obra de arte redescoberta? A resposta é sim e não. Cocoon parte de gravações feitas e depois abandonadas pela banda durante o período que antecedeu The night”, explica o grupo. O material havia sido registrado em 1998 no loft de Sandman, com os produtores Paul Q. Kolderie e Sean Slade. Décadas depois, Sabine Hrechdakian, companheira de Sandman e responsável pelo espólio do músico ao lado de Deb Klein, procurou Kolderie para transferir as fitas originais e selecionar as músicas e mixagens.

Fãs mais dedicados talvez reconheçam algumas dessas faixas em outras versões. A diferença é que Cocoon retorna às fitas multicanal originais, reúne novas mixagens e acrescenta overdubs recentes de saxofone gravados por Dana Colley. Em vez de simplesmente abrir o arquivo e despejar raridades no streaming, a ideia foi organizar aquele material como um disco do Morphine. Só que chegando 26 anos depois do último.

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Chococorn and The Sugarcanes: som e conversa no +um APRESENTA

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Chococorn and The Sugarcanes - Foto: Danilo Abreu de Souza / Divulgação

RESUMO: O Chococorn and The Sugarcanes leva duas faixas de Todos os cães merecem o céu ao +um APRESENTA e conversa com Lucio Ribeiro e Gustavo Sartori sobre a história e o momento da banda.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Danilo Abreu de Souza / Divulgação

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Entre baixos distorcidos, guitarras dedilhadas e letras bastante emocionais, a banda Chococorn and The Sugarcanes faz sua aparição na série de lives +um APRESENTA, do selo +um HITS. O grupo de Santa Bárbara d’Oeste (SP) apresenta as faixas Palavra de amigo e Agito e propaganda, ambas do álbum Todos os cães merecem o céu, lançado em março deste ano – e resenhado pela gente aqui. O vídeo tem também uma entrevista com a banda, realizada pelo jornalista Lucio Ribeiro (Popload) e por Gustavo Sartori, fundador da +um HITS.

No papo, Alê Luz (bateria e voz), Pipe Bacchin (guitarra base e voz), Pedro Guerreiro (guitarra solo e voz) e Pietro Sartori (baixo e voz) contam sobre a história do grupo e o seu momento atual, após o novo disco e vários shows para divulgá-lo. O papo começou justamente pelo nome da banda – Lucio chamou a atenção para o fato de que hoje há mais bandas com nomes criados ironicamente ou baseados em brincadeiras internas, como rolava bastante nos anos 1980. O fato de Todos os cães merecem o céu ser o segundo disco (fase delicada na carreira de uma banda) também surgiu na conversa.

Gravada no estúdio Base Obrigado Vida – que fica em Americana (SP), cidade natal do selo -, a sessão acontece em plano sequência, com a banda sendo filmada até pegar nos instrumentos. A ideia é reforçar a sensação de acompanhar o momento ao vivo. “O +um APRESENTA nasce da vontade de tirar o artista do palco tradicional e mostrar outra camada da performance, mais próxima e sem os recursos de uma produção de show convencional”, comenta Bianca Souza, diretora criativa e redatora da +um HITS.

“E também busca fazer com que o público conheça ainda mais o artista, apresentando um bate-papo que abre espaço para falar sobre a trajetória, as referências e o processo criativo de cada um. A intenção é que o público entenda o contexto por trás das músicas, e não apenas a performance em si”, conclui.

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