Cultura Pop
Oito nomes do stoner rock que merecem sua atenção

Enquanto o Queens Of The Stone Age assusta os fãs nas redes sociais com um inesperado teaser (uma arte onde se lê “coming twentyfive” e mais nada), e deixa todo mundo na expectativa de mais um single ou álbum da banda, o estilo que o vocalista Josh Homme ajudou a projetar, o stoner rock, continua firme e forte.E cheio de ramificações, que vão de cruzamentos entre heavy metal e pós-punk (ou hardcore, dando naquele estilo que a turma chama de sludge metal), a sons espaciais e psicodélicos, influenciados por Hawkwind e Black Sabbath. Confira aí oito nomes ainda pouco conhecidos do estilo, que você vai querer ouvir vinte vezes.
SPACESLUG. Banda polonesa, especialista em músicas com mais de dez minutos e sons lentíssimos. O segundo disco, “Time travel dilemma” foi gravado em parte num estúdio chamado Satanic Audio, e saiu em fevereiro (e na primeira edição do INVISÍVEL, nosso podcast, destacamos “Hypermountain”, da estreia “Lemanis”, do ano passado). Confira aí “Osiris”.
DEAF RADIO. Banda grega que segue em parte a receita do QOTSA, com canções influenciadas pelas métricas da new wave e do pós-punk. O disco de estreia, “Alarm”, saiu em janeiro, apenas em LP e formato digtal. Nada de CD. Conheça “Trapped” abaixo.
HUMULUS. Stoner rock da Itália, com visual de história em quadrinhos nas capas dos discos, que sempre trazem desenhos imponentes de animais mais imponentes ainda (morsas, elefantes, etc). O som é lentíssimo, distorcido e influenciado pelo blues. “The great hunt”, do novo disco, “Reverently heading into nowhere”, você ouve abaixo.
CHANT OF THE GODDESS. Stoner-doom metal de São Paulo. Músicas enormes, letras sombrias, bastidores bizarros. O disco de estreia começou a ser feito no fim de 2015 e rendeu viagens a Porto Alegre (onde ele foi gravado), idas e vindas de integrantes, desgastes, uma mudança de nome (a banda se chamava Siracusa) e um fato inusitado: para financiar parte das gravações, o vocalista e guitarrista Renan Angelo tosou sua cabeleira ruiva e vendeu os fios (!). Ouça “Sanctuary of the scarlet light” abaixo.
HORISONT. Banda sueca com boa presença em festivais e possibilidades de, um dia, causar tanto quanto o Mastodon no cenário do som pesado. Seguem uma receita mais clássica do que a de boa parte das bandas do mesmo estilo – e se consideram uma “banda clássica com drops de space rock e stoner rock”. A faixa-título de “About time”, disco lançado esse ano, lembra antiguidades como Iron Butterfly e Aphrodite’s Child.
TURN ME ON DEAD MAN. Rock espacial da Califórnia, com nome herdado de uma das teorias da conspiração mais bizarras a respeito dos Beatles (a de que o “number 9, number 9” da introdução de “Revolution 9”, ouvido ao contrário, traria “turn me on, dead man” como mensagem secreta). O segundo disco, “Heavy metal mothership”, saiu em dezembro. Variando um pouco, foca em músicas curtas. Ouça “Mind of Oz” abaixo.
SAIL. Stoner inglês com cara progressiva e músicas com menos de dez minutos. “Slumbersong”, o terceiro disco, saiu há pouco. “Praise and hatred”, a faixa de abertura, você ouve abaixo.
HIGHLY SUSPECT. Trio americano de som distorcido, vocais limpos e aparência inofensiva, que lançou o segundo disco, “The boy who died wolf”, no ano passado. “My name is human”, você confere abaixo.
E… ah, sim, tá aí o teaser do Queens Of The Stone Age.
Cultura Pop
George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).
O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).
Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.
A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.
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A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.
Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.
Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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