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ExoEsqueleto retoma carreira unindo ijexá, afrobeat e rock em “Ifé”

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ExoEsqueleto - Foto: Vitor Charotta / Divulgação

RESUMO: Após oito anos sem lançar material novo, a baiana ExoEsqueleto volta com Ifé, faixa inspirada na paternidade que mistura ijexá, afrobeat e rock e marca o primeiro clipe da banda.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Vitor Charotta / Divulgação

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A banda baiana ExoEsqueleto voltou a lançar material novo com Ifé, primeiro single do grupo desde 2018. A faixa também ganhou o primeiro videoclipe da carreira do quarteto, formado em Salvador por André Dias (guitarra e voz), Cadinho Almeida (baixo), Heverton Diodé (percussão) e Renato Almeida (bateria).

Composta em 2015 (tem até um vídeo gravado há nove anos, da banda tocando a faixa, no YouTube), Ifé foi inspirada na notícia de que Renato teria um filho. O nome Ifé vem do iorubá e significa amor. “A letra é como eu imagino ser a construção de um amor por um filho: começa com a preocupação com as mudanças que virão a seguir e termina com o amor consumado, a criança nascida, a vida acontecendo”, explica André Dias.

A música mistura ijexá, afrobeat e rock, combinação que já aparece na trajetória da banda. O registro foi produzido, mixado e masterizado por André T., que também participa da gravação nos teclados. Conhecido pelo trabalho com nomes como Pitty, Cascadura e Vivendo do Ócio, o produtor ajudou a organizar a mistura de ritmos e peso da faixa.

Formada em 2012, a ExoEsqueleto reúne integrantes que passaram por bandas como Headfones e Sine Qua Non. O grupo trabalha com referências de stoner rock, blues, ritmos afro-brasileiros e música negra, além de elementos experimentais. E Ifé marca a retomada da banda após um período de hiato.

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Com “Quebra-quebranto”, Amanda Pacífico transforma sua memória de Belém em música

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RESUMO: Em Quebra-quebranto, a paraense Amanda Pacífico mistura beats, sintetizadores, guitarra paraense e percussões brasileiras para transformar memórias familiares e saberes amazônicos em canção.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Caíque de Deus / Divulgação

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“Minha infância em Belém ainda está presente em tudo que eu faço”, poderia ser a frase que resume Quebra-quebranto, primeiro single da cantora e compositora paraense Amanda Pacífico. A música transforma lembranças familiares, fé, festas e saberes amazônicos em uma canção sobre memória e identidade.

Amanda recupera os encontros de domingo, as feiras, os temperos, as ervas e os conhecimentos transmitidos pelas mulheres da família. “A canção é um resgate da minha infância, é como se a gente tivesse sendo transportado aos tradicionais encontros de domingo das famílias do norte do Brasil dos anos 1990, mas que são mantidos até hoje”, explica.

Produzida por Érica Silva e Rodrigo Lemos, a faixa combina beats, sintetizadores e graves inspirados no 808 com guitarra paraense, sopros e percussões brasileiras. Um dos detalhes mais particulares aparece no fim da música: um áudio da tia de Amanda ensinando a receita de maniçoba. A gravação funciona como parte da composição e reforça a ideia de que, aqui, memória também passa pela cozinha e pelos saberes familiares.

“Para firmar um conceito sonoro, iniciamos a canção com ambiente de feira para, a seguir, atacarmos com camadas de música urbana contemporânea, entrelaçadas aos fraseados sob influência da guitarra paraense”, explica Rodrigo Lemos.

O videoclipe, dirigido por Talita Menezes, foi filmado na Pedreira, bairro onde Amanda nasceu e vive. A Feira da Pedreira, o Bar Recanto Pedreirense e uma casa que representa a residência da avó da cantora aparecem no vídeo, que mistura cenas cotidianas com elementos de memória e imaginação. “Quebra-quebranto foi o encontro de vontades parecidas, a Amanda na música e a minha na direção: o desejo de criar arte que celebre a identidade amazônida”, diz Talita.

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Sports põe um ritmo ainda mais frenético no hit “If you want me”, com remix de Mood Talk

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Sports - Foto: Divulgação / ONErpm

RESUMO: O Sports ganha um remix de If you want me por Mood Talk, que leva o indie e dream pop da faixa para o house e UK garage, meses antes da passagem do duo pelo Brasil.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação / ONErpm

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O duo norte-americano Sports lançou uma nova versão de If you want me, um de seus maiores sucessos. O remix é assinado pelo produtor e DJ londrino Mood Talk, projeto de Jamie Lloyd-Taylor, e transforma a faixa de indie e dream pop em uma produção mais voltada para a pista. O lançamento chega meses antes da passagem do Sports pelo Brasil, onde a banda toca ao lado do Jungle.

Na versão de Mood Talk, os vocais melódicos de If you want me permanecem no centro da música, mas ganham basslines e batidas inspiradas em UK garage e house. A faixa original fala sobre escolher o amor e a aceitação em vez da tentativa de controlar uma relação. O remix mantém esse tema, mas muda completamente o ambiente da música.

A escolha de Mood Talk tem também um componente de proximidade. Jamie Lloyd-Taylor, nascido no sul de Londres, já trabalhou como produtor e compositor com o Jungle, incluindo créditos em Don’t play, do álbum Volcano, e Romeo, parceria com Bas. Seu trabalho como DJ e produtor transita por house, garage, disco e música eletrônica.

Para o Sports, o remix chega em uma nova etapa da trajetória do duo formado por Cale Chronister e Christian Theriot. Neste ano, os dois lançaram Sports, álbum produzido e gravado por eles mesmos em um estúdio construído em Tulsa, Oklahoma. O disco retoma o espírito independente dos primeiros trabalhos e acompanha uma nova rodada de shows internacionais – que passa pelo Brasil. A banda ganhou projeção especialmente com You are the right one, lançada em 2015 e hoje com cerca de 180 milhões de reproduções no Spotify.

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Gui Hope transforma “Trava” em funk mineiro de desejo e afirmação

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Gui Hope - Foto: Stephany Cartsounis e Gustavo Vittoraci / Divulgação

RESUMO: Em Trava, segundo single solo, Gui Hope mistura funk de Belo Horizonte, EDM e dubstep para falar de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços na pista de dança.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Stephany Cartsounis e Gustavo Vittoraci / Divulgação

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E quando uma pessoa que foi ensinada a ocupar as margens decide reivindicar para si o centro da cena? Gui Hope chega ao segundo single, Trava, faixa que mistura funk de Belo Horizonte, EDM e elementos do dubstep para responder a essa pergunta, falando de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços. A música já ganhou até clipe.

A palavra que dá título à faixa funciona em dois sentidos: pode ser aquilo que paralisa alguém, mas também uma identidade que Gui assume com orgulho. A música parte justamente dessa ambiguidade para transformar a ideia de “travar” em uma demonstração de presença e poder.

“É uma forma de dizer que somos desejades, que temos presença e que, por onde passamos, transformamos o ambiente, deixando as pessoas de queixo caído”, conta. A letra brinca com a ideia de se colocar no centro da cena, mas a questão vai além da provocação. Gui relaciona essa postura à experiência de pessoas trans, historicamente empurradas para as margens e que, em Trava, aparecem como figuras de desejo e admiração.

Musicalmente, a faixa trabalha com graves marcados, pausas, repetições e construções de tensão que desembocam nos drops. A referência ao funk mineiro encontra a linguagem da música eletrônica que fez parte da formação musical de Gui pela internet, especialmente a EDM e o dubstep dos anos 2010.

Trava dá continuidade ao caminho apresentado no single Eu sei, lançado em julho. Naquela faixa, Gui trabalhava a ideia de deixar de colocar a opinião alheia no centro das próprias escolhas. Agora, essa autoconfiança ganha uma dimensão mais física e coletiva, pensada para a pista.

O videoclipe acompanha essa proposta e amplia a ideia de transformação presente na música. A faixa também reforça a pesquisa de Gui por diferentes linguagens da música brasileira e eletrônica, mantendo o funk como um dos principais pontos de partida do projeto. Hope, o primeiro álbum de Gui, sai em breve.

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