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Cultura Pop

O menor clipe do mundo: You Suffer, do Napalm Death

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Parece bem louco isso (analisando bem, nem tanto). Mas uma das coisas que fazia com que o Napalm Death, uma das bandas de grindcore mais possessas do mundo, fosse observado e ouvido de forma “diferente”, era o fato do grupo ter uma enorme influência do Joy Division. Mick Harris, baterista do grupo de 1985 a 1991, observa que muitas linhas de baixo do ND eram influenciadas pelo JD. Nick Bullen, que por aqueles tempos era cantor e baixista do grupo, adorava a banda de clássicos como She’s lost control.

A história vazou quando o Napalm Death decidiu comemorar os 20 anos de seu primeiro disco, Scum (1987), com um dualdisc, em 2007. O tal dualdisc trazia um documentário sobre o álbum e muitas pessoas que acompanharam a banda no começo (fãs, jornalistas, executivos de gravadora) destacam o vocal berrado e as letras extremamente críticas e sociais como outro fator diferenciador para o grupo. Enfim uma banda que tinha toques de heavy metal, mas não falava apenas de assuntos intangíveis (muito embora, na época, o grupo se localizasse mais como um integrante da turma do crust punk, que unia punk e metal extremo).

>>> Veja também no POP FANTASMA: Kylie Minoise: “You suffer”, do Napalm Death, em versão de uma hora (!)

Mick Harris, o tal batera, entrou para a banda quando o Napalm Death resolveu colocar mais influências de heavy metal no som e precisava de um batera que tocasse mais rápido. Fez ensaios com os novos amigos num quartinho pequeno e acabou se adaptando. Na real se adaptou tanto, mas tanto que de certa forma ele virou “o” Napalm Death. Scum foi gravado por duas formações diferentes do grupo (uma no lado A, outra no B), tendo como único ponto em comum o baterista. Mick ficou por lá até o EP Mass appeal madness, de 1991. Utopia banished, de 1992, já trazia Danny Herrera na bateria e a formação acalmou quase 100% a partir daí.

Apesar de o lado B de Scum ser considerado o mais pesado e mais rápido, é o lado A que tem You suffer, a tal canção-de-um-segundo-e-uns-quebrados da banda. Mick diz que a ideia de fazer canções muito curtas veio de um projeto do Napalm Death, de deixar de lado todo e qualquer convencionalismo pop, e reduzir as canções ao seu mínimo: nada de solos, nada de refrãos, nada de introduções, pontes e coisas parecidas. A música chegou a ser lançada num single em 1989 – na verdade um split-single com uma banda chamada The Electro Hippies. E, por tal motivo, o disquinho é considerado o compacto mais curto do mundo.

Mas esse longo introito foi só para, já que estamos pertinho do aniversário de 40 anos da MTV, lembrar que You suffer, ainda por cima, tem o menor clipe do mundo. O clipe foi lançado justamente no dualdisc de Scum para comemorar os tais 20 anos do disco. Pega aí.

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Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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