Cultura Pop
O disco punk de Alvin e os Esquilos

Durante a semana, rolou pelo Twitter uma maquiagem bizarra que alguém fez no disco de 1980 de Alvin e Os Esquilos. A pessoa pegou o disco, digitalizou e reduziu a velocidade (16 rotações por minuto, enfim) até parecer a voz de um cara bem baixo astral cantando. O resultado ficou, digamos assim, extremamente gótico – a ponto de parecer Ian Curtis (Joy Division), Nik Fiend (Alien Sex Fiend) ou Paul Banks (Interpol) nos vocais
Alguém pegou o álbum dos Chipmunks de 1980 e reduziu a velocidade até parecer voz de gente cantando. O resultado é magnético, horripilantemente viciante, e me incomoda muito eu estar gostando.
Imaginando o que seria preciso beber pra ter uma ideia dessas: https://t.co/aphfHYk4WM
— Igor Costoli (@costoli) March 15, 2022
Pega aí melhor o vídeo.
Mais gente comentando.
Alvin encontra Ian Curtis
— ricardo calazans (@ricardocalazans) March 16, 2022
Bom, na real o tal disco de Alvin e Os Esquilos que o cara reduziu a velocidade é uma apanhado de várias músicas gravadas por eles, não um disco inteiro. Mas o tal disco de 1980 tem história. Para começar, é o disco punk da turminha, Chipmunk punk, lançado em 1980. E que inclusive saiu no Brasil.

Em segundo lugar, foi o primeiro álbum lançado pelos personagens (Chipmunks, no original) desde 1969, quando saiu The Chipmunks goes to the movies. Em 1972, Ross Bagdasarian, criador de Alvin e Os Esquilos (e conhecido pelo codinome David Seville, único personagem humano da série), morreu de ataque cardíaco. Desde então, o programa de TV havia ficado na inatividade.
Em 1979, novidade no front dos roedores: a série de desenhos animados passou a ser reprisada nas manhãs de sábado, o que já garantiu novos fãs. Quase na mesma época, um DJ de Los Angeles chamado Chuck Taylor resolveu tocar a versão 12 polegadas de Call me, do Blondie, em seu programa de rádio – mas aumentou bastante a velocidade e disse que eram os Chipmunks cantando a música.
Ross Bagdasarian Jr, filho do criador da série, ouviu a tal versão, e descobriu que havia até mesmo ouvintes do programa telefonando para descobrir onde comprar o disco. Não pensou duas vezes: mandou fazer uma releitura com voz de esquilo de Call me. Aliás, mandou fazer o mesmo com outros sucessos de rock da época. E pôs nas lojas, em 15 de junho de 1980, a tal versão punk dos Chipmunks.
Bom, quase punk: Chipmunk punk tem pouca coisa que possa minimamente ser chamada de “punk”. Tem os esquilinhos cantando The Knack (Good girls don’t), The Cars (Let’s go) e Blondie em fase quase-disco. Mas por outro lado tem também os esquilinhos cantando Queen (Crazy litthe thing called love) e Tom Petty (Refugee).
Chipmunk punk foi lançado por um selo chamado Excelsior – que por uma coincidência dessas da vida era um selinho que pertencia à Pickwick, aquela mesma gravadora que, no anos 1960, teve Lou Reed contratado como compositor. E que lançou em 1964 aquele single The ostrich, creditado ao grupo-de-proveta The Primitives, que incluía Lou e John Cale, futuros criadores do Velvet Underground.
Anos depois, o disco punk dos esquilos saiu até em CD, só que com a ordem das faixas trocada. O tal vídeo em que diminuem a velocidade das músicas usou a versão em compact disc como fonte, tanto que começa com Call me, primeira do lado B no vinil. O sucesso do Chipmunk punk acabou fazendo os esquilos voltarem à mídia e logo depois saiu Urban Chipmunk (1981), que apesar do nome era o disco country (!) de Alvin e Os Esquilos. Esse disco saiu pela RCA Nashville. E – se você tiver muita curiosidade – está inteiro no YouTube.
Ah sim, alguém com muito tempo livre fez uma versão de Institutionalized, do Suicidal Tendencies, “feita” por Alvin e Os Esquilos. Essa versão não estava no disco punk dos esquilos, claro.
Agradecimentos a Lia Amâncio..
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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