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Downset estreia no Brasil ao lado do H2O no Trick or Hardcore? Fest

Se o Halloween já costuma render shows barulhentos, São Paulo vai ganhar um motivo extra para colocar protetor de ouvido no dia 31 de outubro. O Trick or Hardcore? Fest, que acontece no Usine, acaba de confirmar duas atrações de peso: o Downset, que finalmente estreia no Brasil, e o H2O, um dos nomes mais queridos do hardcore nova-iorquino. O festival é organizado pela ND Productions.
A estreia do Downset por aqui chega com um certo atraso histórico. A banda surgiu ainda no começo dos anos 1990, quando misturar hardcore, metal e hip-hop ainda não era exatamente uma fórmula pronta para festivais. Vinda de Los Angeles e nascida a partir do grupo Social Justice, a formação sempre carregou para as músicas a realidade de uma cidade marcada por desigualdade, violência e tensão racial. O próprio nome da banda faz referência à ideia de começar a vida em desvantagem, conceito que acabou atravessando toda a sua trajetória.
- Black Pantera entra no jogo em Start the game, primeiro single do novo álbum
O disco de estreia, downset. (1994), virou um marco justamente por colocar riffs pesados lado a lado com vocais rimados e o balanço do hip-hop. Faixas como Anger ajudaram a definir essa identidade. Depois vieram Do we speak a dead language? (1996), considerado um dos trabalhos centrais da carreira, além de Check your people (2000), Universal (2004), One blood (2014) e Maintain (2022), o álbum mais recente.
A outra atração internacional confirmada é o H2O, criado em Nova York por Toby Morse depois de sua passagem como roadie do Sick of It All. Desde meados dos anos 1990, a banda construiu uma reputação baseada em hardcore rápido, refrões prontos para serem cantados em coro e letras sobre amizade, lealdade, responsabilidade e a própria cultura hardcore.
O grupo também chega celebrando Go (2001), álbum que ampliou seu alcance ao aproximar o hardcore de elementos do pop-punk sem perder a intensidade. No repertório também devem aparecer músicas de Nothing to prove (2008), disco que marcou uma nova fase da banda e serviu de base para sua última passagem pela América do Sul.
- Amigos criam campanha de arrecadação para ajudar no tratamento de Jennifer Finch, do L7
A formação atual do H2O ainda traz um detalhe que interessa aos fãs mais antigos: o guitarrista Matt Henderson, conhecido por trabalhos com Madball e Agnostic Front, voltou à banda, enquanto Max Morse, filho de Toby, assumiu a bateria. O resultado é um encontro entre veteranos e uma nova geração em um festival que promete reunir duas bandas fundamentais para entender como o hardcore expandiu seus limites nas últimas décadas.
Downset (acima) e H20 (embaixo) – Fotos: Divulgação
SERVIÇO
New Direction Productions orgulhosamente apresenta
H2O e Downset em São Paulo – Trick or Hardcore Fest?
Data: 31 de outubro de 2026 (sábado)
Local: Usine
Endereço: Rua Barra Funda, 973 – São Paulo, SP
Ingressos aqui
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Amigos criam campanha de arrecadação para ajudar no tratamento de Jennifer Finch, do L7

A baixista Jennifer Finch, do L7, foi diagnosticada com uma forma agressiva de câncer no cérebro. A informação foi divulgada pela própria banda, que explicou que, num primeiro momento, os médicos acreditavam que o tratamento com radioterapia seria suficiente. O quadro, porém, acabou se complicando, e a musicista de 59 anos precisou passar por várias cirurgias.
Segundo o comunicado, Jennifer está em casa e segue em recuperação, recebendo cuidados médicos e fazendo reabilitação. Amigos e familiares também organizaram uma campanha de arrecadação no GoFundMe para ajudar a cobrir os custos do tratamento. Em comunicado oficial, a vocalista e guitarrista Donita Sparks escreveu: “Estamos todas devastadas pela notícia e estamos a cercando de amor, protegendo sua privacidade e dignidade enquanto levantamos os recursos necessários para os cuidados adiante. Jennifer é família e queremos que ela sinta a força coletiva da comunidade que a amor e a apoiou por tantos anos”.
Por causa da doença, Finch ficará de fora da Last Hurrah Tour, turnê de despedida do L7. Ainda assim, a série de shows será realizada, atendendo a um desejo da própria baixista. Quem assume seu lugar no palco é Tsuzumi Okai, conhecida por ter tocado com o Limp Bizkit durante um período em 2018.
Jennifer Finch começou sua trajetória musical na banda Sugar Babydoll, de San Francisco, grupo que também teve em sua formação Courtney Love e Kat Bjelland, mais tarde integrante do Babes in Toyland. Ela entrou para o L7 em 1986, permaneceu até 1996 e voltou quando a banda retomou as atividades, em 2014. Além da carreira na música, Jennifer também é reconhecida pelo trabalho como fotógrafa, com imagens que chegaram a ser exibidas no Rock and Roll Hall of Fame em 2007.
Foto: Diego Castanho / Reprodução GoFundMe
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Black Pantera entra no jogo em “Start the game”, primeiro single do novo álbum

O Black Pantera resolveu comemorar o Dia Mundial do Rock apertando o botão start. O trio mineiro lançou nesta segunda-feira (13) Start the game, primeiro single de Continental, seu quinto álbum de estúdio.
A faixa aponta para uma fase nova da banda, misturando peso de nu metal com aquele rock noventista que parece feito para soar alto no carro – ou no fone.
O clipe acompanha a ideia ao pé da letra. Dirigida por Pedro Hensen, a animação transforma os integrantes em personagens de videogame e passeia por referências que vão de GTA, Tomb Raider, Mortal Kombat e The Legend of Zelda a The Sims, SimCity, Need for Speed, Pac-Man, Guitar Hero e Alex Kidd. Até Jujutsu Kaisen entra na brincadeira. No meio desse desfile de easter eggs, aparece também uma referência a Saci Filho do Vento, game brasileiro que ainda nem foi lançado.
“Todos esses jogos permeiam o imaginário da nossa infância, da nossa geração, tem algumas coisas mais novas também, como o Jujutsu Kaisen“, comenta o baixista e vocalista Chaene da Gama. “A ideia de usar os jogos foi uma forma de falar sobre como viver tá sendo difícil, como a gente tá sempre pulando de fase e passando de fase, mas às vezes temos que voltar atrás, descobrir alguma outra camada e abrir uma outra porta, enfim”.
Na letra, o Black Pantera trata a vida moderna como se fosse uma fase de videogame, misturando referências da cultura pop, gamer e nerd para fazer críticas sociais e apontar as contradições do mundo atual. “Tem uma frase da música que eu gosto muito, que é ‘fim do mundo é só uma fase, final boss é a humanidade’. No final desse jogo que a gente vive, a humanidade acaba sendo o grande vilão de si mesma”, conta Chaene.
Se o resto de Continental seguir o caminho de Start the game, o Black Pantera parece disposto a trocar de fase sem perder pontos de vida. E olha o clipe aí.
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Em novo single, Capim Cósmico mistura psicodelia, pós-punk e… capivaras?

Muitas bandas gostam de dizer que fazem “música cósmica”. O Capim Cósmico tem pelo menos uma boa desculpa para isso. Vindo de Paraisópolis, no sul de Minas Gerais, em plena Serra da Mantiqueira e na mesma região que ajudou a moldar o imaginário do Clube da Esquina, o grupo transforma essas paisagens em matéria-prima para um rock psicodélico cheio de referências brasileiras.
Dessa vez, eles vêm com o single Capivara & fuzz, uma pérola psicodélica (e meio pós-punk) que usa a figura da capivara para falar de vida e existência no dia a dia. “Capivara vem do tupi e significa comedor de capim. Ela fala sobre se perder entre vícios, hábitos e pensamentos intrusivos. A capivara entra como uma figura quase simbólica enquanto o ‘fuzz’ representa esse ruído interno”, explica Mateus Cursino, criador do grupo.
“A faixa vem com uma pegada bem crua, o baixo está animal, pulsante e uma bateria bem direta. Tem influência forte do rock alternativo dos anos 90, tipo Sonic Youth, com guitarras quase desafinadas”, continua ele, dizendo que a faixa busca provocar sensações ambíguas em quem escuta. “Não é uma mensagem fechada, mas uma sensação: algo entre conforto e desconforto, lucidez e confusão”, define o compositor.
A composição nasceu a partir de um riff e ganhou força no trabalho coletivo com a nova formação da banda. “Desta vez, eu contei com a força dos meus grandes amigos e companheiros de banda, Alberto Barbosa arrebentando no baixo e Fernando de Paula, o Charlie Watts brasileiro, reloginho e toca com classe”, brinca Mateus, fazendo referência ao baterista dos Rolling Stones.
O músico diz que a banda está com a expectativa alta e que a música marca um momento novo deles, tanto na sonoridade quanto na estética. “É uma faixa que conversa com o que já foi lançado, mas também aponta pra um caminho mais definido para os próximos passos, já contando com a formação nova da banda e fazendo o trabalho em conjunto”, completa. Desde 2025 vêm saindo singles do grupo, e antes da Capivara, ainda neste ano, saiu Mais um dia (que até apareceu aqui no Pop Fantasma).
Foto: Divulgação


































