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The Valery Trails revisita o próprio passado em novos singles

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The Valery Trails (Foto: Divulgação)

Tem banda que vive olhando para a frente. The Valery Trails resolveu fazer o contrário: olhou para trás e gostou do que viu. O grupo de Brisbane acaba de lançar Waiting e Fragment hanging primeiros singles do EP Down on Buffalo Speedway, que revisita o álbum Buffalo Speedway, de 2014. Não é uma simples remasterização nem uma coleção de sobras de estúdio: a ideia foi regravar algumas músicas como elas soam hoje, depois de anos sendo lapidadas no palco.

Faz sentido. Segundo o líder Andrew Bower, várias faixas daquele disco ganharam vida própria nos shows, especialmente depois que a banda ampliou sua formação com Tim Steward (do Screamfeeder) e Skye Staniford. As músicas mudaram com o tempo, e parecia inevitável registrá-las de novo.

Curiosamente, Waiting em particular nunca foi um dos destaques do álbum original. Não saiu como single, nem recebeu tratamento especial na época. Mas acabou virando uma daquelas canções que o público espera ouvir em qualquer apresentação – daquelas cuja ausência é percebida imediatamente.

“Hoje em dia, tocamos essa música ao vivo com uma pegada mais barulhenta, mais shoegaze, em vez da sonoridade mais limpa e cintilante da gravação original. Então queríamos registrar isso em uma nova versão”, explica Bower. É indie rock de guitarras ruidosas e melódicas, com ecos evidentes da geração que fez nomes como Swervedriver, Sonic Youth e Built to Spill transformarem barulho em emoção. O EP está sendo aguardado há um tempinho e deve sair em breve.

Foto: Divulgação

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Downset estreia no Brasil ao lado do H2O no Trick or Hardcore? Fest

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Downset (acima) e H20 (embaixo) - Fotos: Divulgação

Se o Halloween já costuma render shows barulhentos, São Paulo vai ganhar um motivo extra para colocar protetor de ouvido no dia 31 de outubro. O Trick or Hardcore? Fest, que acontece no Usine, acaba de confirmar duas atrações de peso: o Downset, que finalmente estreia no Brasil, e o H2O, um dos nomes mais queridos do hardcore nova-iorquino. O festival é organizado pela ND Productions.

A estreia do Downset por aqui chega com um certo atraso histórico. A banda surgiu ainda no começo dos anos 1990, quando misturar hardcore, metal e hip-hop ainda não era exatamente uma fórmula pronta para festivais. Vinda de Los Angeles e nascida a partir do grupo Social Justice, a formação sempre carregou para as músicas a realidade de uma cidade marcada por desigualdade, violência e tensão racial. O próprio nome da banda faz referência à ideia de começar a vida em desvantagem, conceito que acabou atravessando toda a sua trajetória.

  • Black Pantera entra no jogo em Start the game, primeiro single do novo álbum

O disco de estreia, downset. (1994), virou um marco justamente por colocar riffs pesados lado a lado com vocais rimados e o balanço do hip-hop. Faixas como Anger ajudaram a definir essa identidade. Depois vieram Do we speak a dead language? (1996), considerado um dos trabalhos centrais da carreira, além de Check your people (2000), Universal (2004), One blood (2014) e Maintain (2022), o álbum mais recente.

A outra atração internacional confirmada é o H2O, criado em Nova York por Toby Morse depois de sua passagem como roadie do Sick of It All. Desde meados dos anos 1990, a banda construiu uma reputação baseada em hardcore rápido, refrões prontos para serem cantados em coro e letras sobre amizade, lealdade, responsabilidade e a própria cultura hardcore.

O grupo também chega celebrando Go (2001), álbum que ampliou seu alcance ao aproximar o hardcore de elementos do pop-punk sem perder a intensidade. No repertório também devem aparecer músicas de Nothing to prove (2008), disco que marcou uma nova fase da banda e serviu de base para sua última passagem pela América do Sul.

A formação atual do H2O ainda traz um detalhe que interessa aos fãs mais antigos: o guitarrista Matt Henderson, conhecido por trabalhos com Madball e Agnostic Front, voltou à banda, enquanto Max Morse, filho de Toby, assumiu a bateria. O resultado é um encontro entre veteranos e uma nova geração em um festival que promete reunir duas bandas fundamentais para entender como o hardcore expandiu seus limites nas últimas décadas.

Downset (acima) e H20 (embaixo) – Fotos: Divulgação

SERVIÇO
New Direction Productions orgulhosamente apresenta
H2O e Downset em São Paulo – Trick or Hardcore Fest?
Data: 31 de outubro de 2026 (sábado)
Local: Usine
Endereço: Rua Barra Funda, 973 – São Paulo, SP
Ingressos aqui

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Amigos criam campanha de arrecadação para ajudar no tratamento de Jennifer Finch, do L7

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Jennifer Finch (Foto: Diego Castanho / Reprodução GoFundMe)

A baixista Jennifer Finch, do L7, foi diagnosticada com uma forma agressiva de câncer no cérebro. A informação foi divulgada pela própria banda, que explicou que, num primeiro momento, os médicos acreditavam que o tratamento com radioterapia seria suficiente. O quadro, porém, acabou se complicando, e a musicista de 59 anos precisou passar por várias cirurgias.

Segundo o comunicado, Jennifer está em casa e segue em recuperação, recebendo cuidados médicos e fazendo reabilitação. Amigos e familiares também organizaram uma campanha de arrecadação no GoFundMe para ajudar a cobrir os custos do tratamento. Em comunicado oficial, a vocalista e guitarrista Donita Sparks escreveu: “Estamos todas devastadas pela notícia e estamos a cercando de amor, protegendo sua privacidade e dignidade enquanto levantamos os recursos necessários para os cuidados adiante. Jennifer é família e queremos que ela sinta a força coletiva da comunidade que a amor e a apoiou por tantos anos”.

Por causa da doença, Finch ficará de fora da Last Hurrah Tour, turnê de despedida do L7. Ainda assim, a série de shows será realizada, atendendo a um desejo da própria baixista. Quem assume seu lugar no palco é Tsuzumi Okai, conhecida por ter tocado com o Limp Bizkit durante um período em 2018.

Jennifer Finch começou sua trajetória musical na banda Sugar Babydoll, de San Francisco, grupo que também teve em sua formação Courtney Love e Kat Bjelland, mais tarde integrante do Babes in Toyland. Ela entrou para o L7 em 1986, permaneceu até 1996 e voltou quando a banda retomou as atividades, em 2014. Além da carreira na música, Jennifer também é reconhecida pelo trabalho como fotógrafa, com imagens que chegaram a ser exibidas no Rock and Roll Hall of Fame em 2007.

Foto: Diego Castanho / Reprodução GoFundMe

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Black Pantera entra no jogo em “Start the game”, primeiro single do novo álbum

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Black Pantera entra no jogo em "Start the game", primeiro single do novo álbum

O Black Pantera resolveu comemorar o Dia Mundial do Rock apertando o botão start. O trio mineiro lançou nesta segunda-feira (13) Start the game, primeiro single de Continental, seu quinto álbum de estúdio.

A faixa aponta para uma fase nova da banda, misturando peso de nu metal com aquele rock noventista que parece feito para soar alto no carro – ou no fone.

O clipe acompanha a ideia ao pé da letra. Dirigida por Pedro Hensen, a animação transforma os integrantes em personagens de videogame e passeia por referências que vão de GTA, Tomb Raider, Mortal Kombat e The Legend of Zelda a The Sims, SimCity, Need for Speed, Pac-Man, Guitar Hero e Alex Kidd. Até Jujutsu Kaisen entra na brincadeira. No meio desse desfile de easter eggs, aparece também uma referência a Saci Filho do Vento, game brasileiro que ainda nem foi lançado.

“Todos esses jogos permeiam o imaginário da nossa infância, da nossa geração, tem algumas coisas mais novas também, como o Jujutsu Kaisen“, comenta o baixista e vocalista Chaene da Gama. “A ideia de usar os jogos foi uma forma de falar sobre como viver tá sendo difícil, como a gente tá sempre pulando de fase e passando de fase, mas às vezes temos que voltar atrás, descobrir alguma outra camada e abrir uma outra porta, enfim”.

Na letra, o Black Pantera trata a vida moderna como se fosse uma fase de videogame, misturando referências da cultura pop, gamer e nerd para fazer críticas sociais e apontar as contradições do mundo atual. “Tem uma frase da música que eu gosto muito, que é ‘fim do mundo é só uma fase, final boss é a humanidade’. No final desse jogo que a gente vive, a humanidade acaba sendo o grande vilão de si mesma”, conta Chaene.

Se o resto de Continental seguir o caminho de Start the game, o Black Pantera parece disposto a trocar de fase sem perder pontos de vida. E olha o clipe aí.

 

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