Cultura Pop
Quando o LSD escondido num sintetizador por 50 anos fez um técnico viajar por nove horas

Quando armazenado em um local fresco e escuro, o LSD pode manter sua potência por vários anos – ou até décadas. Em 2018, Eliot Curtis, um gerente de operações da emissora KPIX Television, descobriu isso da maneira mais inusitada possível. No fim daquele ano, ele acabou tendo uma viagem de LSD de nove (!!) horas, porque resolveu restaurar um sintetizador modular Buchla Model 100, que era propriedade da Cal State University.
O instrumento era uma lenda na universidade, e havia sido adquirido por dois importantes músicos de vanguarda que lecionaram no departamento de música nos anos 1960: Glenn Glasow e Robert Basart. O aparelho ficou guardado por muito tempo lá, em condições de conservação pra lá de discutíveis. O compositor e professor aposentado William R. Shannon, que chegou a compor música no aparelho quando era estudante, se lembrou numa reportagem de ter ficado triste ao ver o sintetizador largado, porque “parecia um naufrágio”.
Logo que começou a trabalhar no instrumento para ver se aquilo tinha conserto, Curtis viu algo preso no instrumento, num módulo que parecia ter sido adicionado. “Era algo como um resíduo … Uma crosta ou um resíduo cristalino sobre ele”, recordou. O técnico nem chegou a usar uma esponja: borrifou limpador na crosta e começou a limpar com dedo. Só que 45 minutos depois, na frente da esposa, ele começou a sentir um formigamento no dedo e… começou a tal viagem de quase dez horas.
LSD
A substância que deixou Curtis viajando em horário de trabalho passou por três testes químicos, e todos a identificaram como LSD. Mais, a KPIX ouviu um especialista no assunto, e ele disse que, além do LSD poder ser preservado por décadas, ele pode ser absorvido pela pele (enfim, no caso, pelo dedo).
Um detalhe que pode explicar o que aconteceu com o técnico é que essa máquina foi construída por um sujeito chamado Don Buchla (1937-2016), um “gênio” (é o que muita gente boa diz) formado em física pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Estudou temas como fisiologia e música, e trabalhou com música concreta por um bom tempo. Ao encontrar os compositores de música eletrônica Morton Subotnick e Ramon Sender, começou a trocar figurinhas. Os três acabaram montando, junto com Pauline Center, o San Francisco Tape Music Center, uma organização sem fins lucrativos para trabalhar com música eletrônica.
As pesquisas de Buchla renderam o começo do trabalho num sintetizador modular, em 1963 – que de construção em construção rendeu o tal modelo 100, provavelmente adquirido pela universidade em 1968. Don Buchla não passou batido pela onda do ácido – curtia LSD e até cedeu alguns de seus módulos para os “testes de ácido” de Ken Kesey. Mas como essas partículas de ácido foram parar nos módulos, é segredo pra todo mundo.
Via KPIX
Veja também no POP FANTASMA:
– Cegos têm alucinação quando usam LSD?
– Quando deram LSD a uma dona de casa nos anos 1950
– Mood Sunglasses: um óculos para quem quer viajar sem LSD
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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