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Cultura Pop

Keith Levene: aquele cara do punk que foi roadie do Yes

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Keith Levene: aquele cara do punk que foi roadie do Yes

Keith Levene, que nos anos 1980 ficaria famoso como guitarrista do Public Image Ltd, era do Clash bem antes da banda ficar famosa.  E foi ele próprio que convenceu o guitarrista Joe Strummer a abandonar sua banda 101ers e entrar para o Clash. “Ele não tinha intenção alguma de deixar o grupo e era comprometido com a banda, e com a comunidade que girava em torno dela. Mas dá para imaginar o Clash sem ele? Não dá, né?”, contou Levene em seu livro de memórias, I was a teenage guitarist 4 The Clash, escrito ao lado de Kathy DiTondo.

Levene, não custa lembrar, teve origens musicais muito diferentes dos três acordes que muita gente costuma ver como principal característica do punk rock. Fã de música desde bem pequeno, ele ganhou sua primeira guitarra aos 12 anos e, aos 14, tirava músicas de John Mayall e Fleetwood Mac (na fase blues) com a ajuda de um amigo de sua irmã. Boa parte do seu tempo livre era ocupada com manobras ao skate e no pinball e o treino na guitarra. E uma das bandas preferidas do músico era… adivinha?

Bom, claro que não precisa adivinhar nada porque, se você chegou até aqui, é porque leu o título do texto. Keith era fã roxo do rock progressivo do Yes. Nada a ver com o som do Clash, ou dos Pistols (com o PiL até tinha: John Lydon era fã de progressivos e de coisas mais experimentais), mas ele achava que Yes era uma das melhores bandas do mundo. E não ficou só nisso: aos 15 anos, Levene acabou trabalhando com roadie (!) do Yes. Tudo aconteceu após ele assistir a um show do grupo no Teatro Rainbow, em Londres.

Levene recorda no livro que desde bem cedo conversava com amigos que tinham bandas e que, além de conversar com eles sobre a fama e a fortuna que nenhum deles ainda tinha, ficava observando como eram os equipamentos e como os roadies guardavam e mexiam em tudo. “Eu devia ser um pé no saco”, relatou. Seja como for, ele nem pensou duas vezes: deu um jeito de ficar no Rainbow depois do show, aproveitou uma brecha, se enfiou no palco do Yes e começou a ajudar os roadies a guardar tudo. Acabou sendo chamado para ir ao escritório do grupo no dia seguinte e se juntou à equipe.

Para a raiva de vários punks e pós-punks pelo mundo, a primeira turnê que Levene encarou na equipe do Yes foi a do álbum Tales from topographic oceans (1974), o tal disco duplo do Yes com uma música de cada lado. Levene olhou detalhe por detalhe das aparições do guitarrista Steve Howe no palco, conheceu famosos e não-famosos nos bastidores e, no tempo livre, ficava brincando escondido com os teclados de Rick Wakeman – até que foi flagrado pelo tecladista em pleno ato, levou um esporro e uma recomendação: “Não toque nos meus sintetizadores e monte sua própria banda!”

Levene levou o esporro de Wakeman como conselho e pulou de galho em galho: entrou para o Clash, fez parte de um grupo catacorno punk chamado The Flowers Of Romance (no qual tocou com Sid Vicious, então um rapaz glamrocker com visual de David Bowie) e depois entrou para o PiL. Acabou saindo/sendo saído do grupo quando se envolveu numa história bizarra por causa do disco Commercial zone, álbum do grupo lançado por ele por conta própria em 1984, após uma série de estresses e falhas na comunicação com o dono da banda, John Lydon. Mas isso é assunto para um próximo texto.

Veja também no POP FANTASMA:
– O Public Image Ltd anda com saudades do Brasil
– O pensamento vivo de John Lydon sobre música
Ex Pistols: quando os Sex Pistols foram trapaceados
– John Lydon e Public Image Ltd: zona no American Bandstand
– Há 40 anos, o primeiro clipe do Public Image Ltd.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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