Cultura Pop
“Justify my love”: Madonna copiando a poesia falada de Ingrid Chavez (e Prince)

Se você ouvir o disco May 19, 1992 (lançado na verdade em janeiro de 1991), da cantora e compositora Ingrid Chavez – ex-namorada e ex-parceira musical de Prince – e achar tudo aquilo bastante parecido com Justify my love, de Madonna… Sim, tem tudo a ver. E foi uma história que causou um monte de problemas para Ingrid.
Quando o namoro com Prince já havia acabado, Ingrid escreveu a música como se fosse uma carta sexy para seu novo namorado, Lenny Kravitz. Não foi um relacionamento que durou muito, mas a canção foi parar nas mãos de Lenny, que estava fazendo um disco ao lado de um produtor de Madonna, Andre Betts, e resolveu aproveitar a música de alguma forma.
Na verdade, ao que consta, ele aproveitou até bem demais: alguns anos depois, foi procurar Ingrid, de quem nem tinha mais o número de telefone, avisando que Madonna iria gravar a canção. E que Ingrid não poderia figurar como autora, mas receberia 12,5% do lucro arrecadado.
>> Ei, temos um podcast sobre a fase 1992-1994 de Madonna
A compositora só assinou porque se sentiu intimidada. E quando Justify foi lançada, recebeu um telefonema revelador do ex-namorado Prince dizendo a ela que assim que o engavetado May 19, 1992 saísse, ela seria considerada plagiadora de Madonna, já que ninguém associaria Justify my love a ela.
Ingrid recordou que foi convidada para assistir à gravação da faixa, mas não se sentiu bem tratada pela cantora. Diz também ter estranhado tudo que viu no estúdio. Em especial o fato de os vocais de Madonna imitarem exatamente os dela. Tanto que a tal ligação de Prince aconteceu porque o cantor queria cobrar explicações e dizer que havia reconhecido algo bastante parecido com a voz da ex-namorada no rádio.
Se você já escutou (ou está escutando) o disco acima, viu logo que May 19, 1992 é em grande parte um disco de poesia falada e musicada, algo bem diferente do que Prince seria conhecido por fazer ou produzir – embora ele tenha canções com vocais falados. O disco foi começado no estúdio de Paisley Park em 1987, quando o cantor estava fazendo o disco Lovesexy (1988), com Ingrid lendo poemas e Prince trabalhando num sintetizador.
Prince e ela fariam regravações antes do disco sair de verdade, e a Warner, que distribuía as coisas de Prince, não estava curtindo a ideia de lançar um disco com faixas declamadas – o que levou Ingrid a incluir faixas “bônus” cantadas, realizadas com outro produtor. Descontente, Prince largou o projeto, e o disco saiu com crédito “produzido por Paisley Park”, sem o nome do artista, ainda que o selo dele fizesse o lançamento.
O “e todos viveram felizes para sempre” não rolou no fim dessa história: Ingrid acabou falando sobre seu descontentamento com o não-crédito para um repórter bem informado. Processou Madonna e Lenny, conseguiu mais um montante de dinheiro e a inclusão de seu nome em relançamentos. Gravou outros álbuns e fez colaborações com seu futuro marido, David Sylvian, do Japan. Justify my love, impossível não saber, virou hit e escândalo mundial por causa de seu clipe, considerado pornográfico quando foi lançado em 1990.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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