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Cultura Pop

John Cale malucão no palco cantando um clássico de Elvis

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John Cale malucão no palco cantando um clássico de Elvis

Quando John Cale saiu do Velvet Underground, esperava-se que sua carreira solo fosse para o lado do experimentalismo e do desafio musical, e foi mais ou menos o que rolou. O primeiro disco dele, Vintage violence (1970) era quase um álbum comum, do tipo que hoje poderia ser colocado na gaveta do rock clássico. Só que depois ele foi tangenciado o art rock e até a música clássica moderna com discos como A church of anthrax (feito ao lado de Terry Riley em 1971) e The academy in peril (1972).

Em 1973, Cale transferiu-se para a Island e gravou por lá um trio de discos que tentava combinar experimentalismo e certo senso pop, um tanto quanto inspirado nos álbuns que Brian Eno fez para o mesmo selo. Cercou-se de músicos ligados ao art rock, também. De Fear (1974), Slow dazzle (1975) e Helen of Troy (1975) participaram Eno (teclados), Chris Spedding (guitarra), Phil Collins (bateria), Phil Manzanera (guitarra) e vários outros.

Essa fase durou pouco: John Cale terminaria os anos 1970 gravando discos por selos pequenos, se apresentando com uma máscara de hóquei no palco e abusando da cocaína. Em 1977, chamando Jesus de Genésio, levou um frango morto para o palco e cortou sua cabeça (!). O público detestou e até mesmo na banda de Cale alguns músicos odiaram ver aquilo. Restou a Cale começar a largar as drogas e zoar do acontecido em Chicken shit, tema punk de seu EP Animal justice, lançado naquele ano.

O ex-Velvet entrou nos anos 1980 tentando um esforço mais pop (com Honi soit, de 1981, lançado pela grandalhona A&M), alternado com discos mais independentes e corrosivos. Também continuou se apresentando com um rodízio de super-músicos. Aliás, essa introdução é só para apresentar Cale em 2 de dezembro de 1981 no programa de TV espanhol Musical Express, soltando a voz (e e os grunhidos) em sua versão malucona de Heartbreak hotel, clássico popularizado por Elvis Presley (e que ele tinha gravado em Slow dazzle, seis anos antes).

Acompanhado por um time que inclui Andy Summers (Police, guitarra), Ollie Halsall (ex-Patto e costumeiro parça de Kevin Ayers, guitarra solo e vocais) e Zanna Gregmar (teclados), ele aparece de boné de beisebol, óculos escuros, gravata borboleta e se joga pelo palco enquanto berra a letra da música. Na época, ele estava prestes a lançar um de seus discos mais experimentais: o ao vivo e improvisado Music for a new society (1982), definido por ele mesmo como “grotesco”, anos depois.

Via Aquarium Drunkard

Mais Velvet Underground no POP FANTASMA aqui.

 

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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