Cultura Pop
Jogaram Bandidos da Falange, série policial da Globo dos anos 1980, no YouTube

Em 2007, quando o filme Tropa de elite, de José Padilha, virou o DVD pirata mais vendido de dez entre dez camelôs, um outro item “reapareceu” milagrosamente – e também nos camelôs. Nada menos que um compacto da série Bandidos da falange, escrita por Aguinaldo Silva, e exibida pela Globo às 22h de 10 de janeiro a 4 de fevereiro de 1983. Não era a série toda, e sim o relançamento não oficial do VHS da série, lançado nos anos 1980.
Aguinaldo, que foi repórter policial antes de virar autor de novelas, conheceu um cenário bem diferente dos dias de hoje no jornalismo – em meio à ditadura, esquadrão da morte, nomões do crime que surgiam de uma hora para a outra, e um universo criminal que ainda desconhecia a formação de “comandos”. Criou um universo em que um bandidão morria e deixava uma fortuna em joias escondida num relógio. Uma de suas duas mulheres (interpretada por Betty Faria) acabava ficando com o relógio.
Surgem aí dois policiais, interpretados por José Wilker e Stênio Garcia – o primeiro, sócio do bandido morto, passava o tempo infernizando a viúva tentando conseguir os diamantes, e o segundo era o good cop da trama. Surge também um comando chamado Falange Vermelha. Que não era só coisa de ficção – tinha sido criada por um traficante chamado Rogério Lemgruber (o popular Bagulhão), em 1979, e após as mortes de alguns dos cofundadores, gerou o Comando Vermelho. Na série, a Falange é criada por um bandido interpretado por José Mayer – que está igualmente atrás da tal fortuna no relógio.
Na época, quem viu, ficou impressionado com a crueza da série. Não parecia novela ou minissérie, parecia realidade mesmo. Era tiro, porrada e bomba na tela, e ainda por cima os atores estavam fazendo MUITO bem os papéis de bandidos. Parecia em vários casos, cinema nacional – quem havia assistido pouco anos antes a filmes como Terror e êxtase, de Antonio Calmon, com cenas bem sangrentas e bandidos bem convincentes, se recordava disso.
A novidade é que a tal versão compacta de Bandidos da falange foi parar no YouTube, em quatro partes. A primeira tá aí (com restrição de idade e tudo).
Bandidos da Falange atrasou pra ir ao ar: a série estava programada para 1982, mas ficou presa na censura. A Globo foi obrigada a entregar a série para os censores já totalmente pronta – o que não era exatamente um procedimento usual – sob a alegação de que o programa tinha cenas de “violência extrema”.
Ficava meio evidente que não era só a violência que incomodava o departamento de censura federal – um voo no Google e uma lida rápida nas relações entre crimes, corrupção e ditadura militar já ajudam a dar mais esclarecimento. Por acaso, no Jornal do Brasil de 22 de agosto de 1982, o diretor Daniel Filho reclamava que os tempos da censura moleque, de várzea, haviam ido embora. “Ela está mais técnica”, contava.
Para dar mais verossimilhança às cenas da série, a Globo pesquisou em presídios, contratou como consultor um ex-presidiário (Ademar Onofre de Souza, então com 39 anos e institucionalizado durante 23 anos) e não economizou em detalhes. Luiz Antonio Piá, um dos diretores, visitou a cozinha de uma prisão e viu o cozinheiro-chefe usando nada menos que uma pá de obra como colher, para mexer um caldeirão de comida. A tal pá foi adotada nas cenas em que bandidos faziam greve de fome.
Dá pra ler mais sobre Bandidos da Falange no site Teledramaturgia. O risco de ver a série hoje em dia é de acabar achando a história muito atual.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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