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Jambu lança versão deluxe do álbum “Manauero”, com três faixas bônus

Já passaram pelos ouvidos do Pop Fantasma discos que poderiam ter saído dos estúdios da Odeon em 1975, ou da CBS em 1979 – e no dia 25 de abril do ano passado, chegou a vez de um álbum que tem cara de CD lançado pela Sony Music em 1995. A diferença é que Manauero, segundo disco do Jambu, chega num mercado que, se não premia a ousadia pop com vendagens de milhões (como fez com Skank e Cidade Negra), entende um pouco mais de discos fora da curva.
Manauero traz Gabriel Mar (voz e guitarra), Roberto “Bob” Freire (guitarra) e Yasmin “ysmn” Moura (bateria e voz) misturando duas vivências: são moradores de São Paulo (desde 2023) e estão cada vez mais voltados para suas raízes de Manaus. O som do Jambu deixa de fazer parte do contexto indie nacional e ganha uma cara mais voltada para o reggae – mas um reggae unido a sons de Manaus, lambada, guitarrada e até a forró.
Isso aí foi o que falamos na época sobre Manauero (você lê a resenha inteira aqui). E agora a banda solta nas plataformas a versão deluxe do álbum. O Manauero ampliado vem com três faixas bônus: as versões ao vivo, gravadas no Red Dog Pub em Manaus, de Cerveja gelada e Vc se foi e é tarde, com participação do percussionista Stivisson Menezes, e o registro em estúdio da inédita A noite toda.
Outra novidade é que as versões ao vivo chegam acompanhadas de dois clipes. Já tá tudo no canal da banda no YouTube. E o Jambu continua em turnê divulgando o disco.
Foto: Rafael Tavares / Divulgação
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Tá a fim de ver Mac DeMarco no Brasil? Só tem ingresso pra Porto Alegre (e corra!)

Inspiração para vários artistas indies daqui do Brasil, com seu clima tristinho, lo-fi e meio derretido, Mac DeMarco retorna ao Brasil oito anos após sua última visita, quando se apresentou como uma das principais atrações do festival Lollapalooza Brasil, em 2018.
Os shows da turnê pelo Brasil, promovidos pela Balaclava Records, rolam de 4 a 16 de abril, passando por Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Agora, detalhe: ainda só há ingressos a venda para o show da capital gaúcha (que rola no dia 16 de abril no Auditório Araújo Vianna). Você compra aqui.
O músico vem ao país com sua banda para continuar a tour de um disco que foi feito no esquema mais bedroom possível: Guitar, lançado no ano passado (e resenhado pela gente aqui) foi TODO feito por ele, da arte da capa, aos clipes, passando por execução, produção e mixagem – só a masterização foi feita pelo convidado David Ives. “Acho que Guitar é o mais próximo de uma representação real, que consigo colocar no papel, de onde estou na minha vida hoje”, conta o músico (e antes que você pergunte, Mac também é o autor da foto que aparece aí em cima).
Essa vai ser a quarta passagem do canadense pelo Brasil e a terceira vez em parceria com a Balaclava, que já trouxe o músico para shows no país nos anos de 2014 e 2015, incluindo uma apresentação no Balaclava Fest.
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Courtney Barnett põe disco novo na agulha. E Gelli Haha dá uma de Katy Perry no LSD em single novo.

Courtney Barnett está (você já deve ter visto) de volta. Nesta sexta sai seu quarto disco de estúdio, Creature of habit, que já foi adiantado por alguns singles – entre eles, Mantis, inspirado pela visita de um louva-a-deus que apareceu no batente da porta da sua cozinha.
O último single antes do álbum, One thing at a time, saiu nesta terça (24). A letra fala sobre aquela sensação de ter vários pensamentos chegando na mente de uma só vez, além de vários padrões pessoais de pensamento e atitude (antigos e novos) duelando para sair na frente. Um tema bem próprio de Courtney, que aliás volta no single novo fazendo rock introspectivo e suingado, lembrando um Red Hot Chili Peppers triste – e não por acaso, Flea, baixista do RHCP, toca na faixa.
One thing também ganhou um clipe bacana, dirigido por Lance Bangs, em que Courtney (vista aí em cima em foto de Lindsey Byrnes) toca guitarra e canta em meio a um convescote caótico, e depois sai dirigindo por uma estrada, para conseguir um lugar isolado para tocar.
Creature, aliás, vai sair pelo selo Mom+Pop e vai ser o primeiro lançamento dela depois de fechar as portas de sua gravadora, Milk! Records. Em 2023, num papo com o jornal The Guardian, Courtney Barnett recordou a história da gravadora, que partiu de um negócio totalmente “faça você mesmo” e tornou-se uma das empresas de música mais legais da Austrália, movimentando uma comunidade de músicos.
A gravadora sobrevivia com dificuldades e levou uma calça arriada séria com a pandemia – como aliás todo o mercado, mas no caso de um selo indie, o arraso nas contas foi inevitável. “Um ano atrás ou talvez até seis meses atrás, pensar em fechar o selo teria sido tão impossível e tão difícil e eu teria resistido. Um dia eu literalmente acordei e minha mente havia mudado”, disse ao jornal em 2023.
Ela também afirmou que foi duro anunciar o fim aos artistas contratados da gravadora, mas que a conversa foi gentil. “Mas acho que quase todo mundo dizia: ‘Eu entendo totalmente… nem sei como vocês conseguem’”, disse.
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E adivinha quem também tá de volta na praça? Gelli Haha, autora de um dos discos mais bacanas do ano passado, Switcheroo, acaba de lançar um single novo, Klouds will carry me to sleep – primeiro lançamento dela desde o álbum, com direito a clipe dirigido por David Gutel.
O vídeo é repleto de glitches e de uma alegria psicodélico-circense que lembra a Katy Perry do álbum Teenage dream (2010), só que depois de uns cinco LSD. Se você duvida, olha aí Gelli pilotando uma nuvem e parando no posto do céu para abastecer a caranga voadora.
Até o momento, não se sabe se Gelli vai lançar um álbum novo ainda em 2026 – mas em compensação, ela está em turnê pela América do Norte. Confira as datas no Instagram dela. E pelo que dá pra perceber na música nova, a cantora norte-americana Angel Abaya (nome verdadeiro de Gelli, que ela chegou a usar quando iniciou carreira como cantora folk, há alguns anos) acaba de descobrir a fórmula do pop perturbador e criativo que ela vinha desenvolvendo desde a estreia com Switcheroo.
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Pulp em plena atividade: single com duas inéditas e letras cheias de safadeza

O Pulp vem pra América do Sul em junho – há datas na Colômbia, Chile e Argentina e, por enquanto, nada no Brasil. Quem tiver grana para encarar viagem, hospedagem e ingressos (tem ainda?) que se prepare, porque a turnê Here comes more, que divulga o álbum More (resenhamos o disco aqui) tem sido bastante elogiada.
De qualquer jeito, pelo menos a banda está num pico de produção bem interessante: além de More, e da faixa Begging for change, que saiu na coletânea HELP(2), acaba de sair um single de 12 polegadas com três faixas. A principal música do lançamento já é conhecida: a banda releu The man comes around, de Johnny Cash, em novembro, e ela puxa o disquinho agora.
A versão tinha sido feita para a trilha da série de true crime The hack, que detalhava o escândalo dos grampos telefônicos do jornal News Of The World – rolou em 2011, quando a empresa que publicava o periódico foi acusada de escuta ilegal, tráfico de influência, subornos, etc.
Na voz de Jarvis Cocker, cantor do Pulp (e colega de iniciais de Johnny Cash), The man se tornou uma canção bem dramática, que faz direto lembrar ninguém menos que Leonard Cohen. E o espírito do autor de Haleluia paira sobre as outras duas faixas do single, gravadas nas sessões de More. São elas Marrying for love e Cold call on the hot line.
Os lados B do Pulp, quem conhece sabe, sempre foram fonte de muita alegria para os admiradores do grupo. Nas duas faixas, Jarvis encarna, além de um filho espiritual de Cohen, uma espécie de Bryan Ferry do século 21, com vocal cafajeste e majoritariamente falado, e uma musicalidade perto do pop cafona – Cold call chega a lembrar Não quero ver você triste, de Roberto Carlos.
Detalhe: se a primeira letra dispara versos que falam coisas como “armagedom adiado, paraíso reconquistado, dez mil saxofones tomam as ruas” e ainda fala sobre “renascimento erótico”, a segunda é uma canção bem louca (e igualmente declamada) sobre um maluco que tenta transformar uma chamada de vendas (cold call) em sexo por telefone. Politicamente incorreto ao extremo, mas Serge Gainsbourg adoraria.
Foto: Tom Jackson / Divulgação








































