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Cultura Pop

Deus Ex Machina: Ian Dury “tocando esperma” em trilha de game

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Deus Ex Machina: videogame alternativo, com Ian Dury fazendo a trilha e "tocando esperma"
Deus Ex Machina: videogame alternativo, com Ian Dury fazendo a trilha e "tocando esperma"

Alçado à fama no auge do punk e da new wave, Ian Dury (1942-2000) teve um namorico com o mundo dos videogames em 1984 – época do disco 4,000 Weeks’ Holiday, lançado ao lado do grupo The Music Students. Fez um job na elaboração do game Deus Ex Machina, realizando parte da narração (ao lado de um timinho de celebridades) e ainda compondo uma música para a trilha sonora, Fertilizer song.

Um trecho do jogo em vídeo.

O nome da música veio de um pedido do criador do game (Mel Croucher, da Automata UK) – que teria dito a Croucher que “tocasse sobre o esperma”, graças a uma cena do game em que apareciam vários espermatozoides. Aliás, o filho de Ian, Baxter, era bastante fã dos games da empresa – o que ajudou na ponte com o pai famoso.

“Os jogadores assumem o controle de uma máquina defeituosa que tomou a forma do corpo humano. Os jogadores experimentam as diferentes fases da vida, desde a célula até o ser senil. É considerado um entretenimento de audiovisual, embora o jogo em si não tenha som. Ele vem com uma fita de áudio que precisa ser tocada ao lado do jogo. A duração do K7 de áudio é 46 minutos, que é também o comprimento do jogo em si. Embora o jogo possa ser jogado sem o K7 de áudio, a compreensão ficaria mais fácil com a ajuda da trilha sonora, que inclui músicas e vozes de atores famosos. Como o jogo vem com uma transcrição completa do discurso, às vezes pode ser reproduzido sem áudio” (da descrição da Wikipedia de Deus Ex Machina).

Croucher, um nomão dos videogames nos anos 1980, criou Deus Ex Machina para ser um passo além do que se conhecia no mercado na época. Era um “filme interativo” lançado em dois K7s – um com o código do game, outro com a trilha sonora. O conceito era inspirado na peça As you like it (ou Do jeito que você gosta, como costuma aparecer traduzido em português), de Shakespeare.

O realizador costumava dizer que depois de tudo o que já havia conquistado, seu objetivo era fazer “reportagens”. A ideia do novo game, segundo o criador, era fugir dos jogos populares de arcade e dos games mais violentos, que estavam famosos na época, e levar “um pouco de emoção” para o público.

E um pouco de cultura pop, já que Ian Dury poderia ter tido a companhia, na elaboração de Deus Ex Machina, de ninguém menos que Marianne Faithfull. Dury sugeriu o nome dela para fazer a narração central do jogo, mas não foi possível convidá-la – a ex-mulher de Mick Jagger ainda passava maus bocados com as drogas.

Deus Ex Machina não chegou, pelo menos na época, a ser uma tendência. Em 2014, os que se recordavam do game ganharam um relançamento comemorativo de 30 anos, com um “corte do diretor” e gráficos diferentes. E Croucher ama de verdade o game, já que lançou, no aniversário de três décadas, até um livro: Deus Ex Machina, o melhor jogo que você jamais jogou em toda a sua vida (sem tradução brasileira até o momento). Confira aí um vídeo feito para o relançamento.

Via Dangerous Minds e Kill Screen

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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