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Lia Kapp transforma inquietação e resistência em “Burn this house down”

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Lia Kapp- Foto: Fran Augusto / Divulgação

RESUMO: No novo single, Burn this house down, Lia Kapp une peso e atmosfera apocalíptica para falar de identidade, julgamentos e da necessidade de romper estruturas impostas pela sociedade.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Fran Augusto / Divulgação

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Burn this house down, novo single da cantora e compositora curitibana Lia Kapp, parte de uma pergunta incômoda: quanto da pessoa que somos realmente veio de nós? E quanto foi moldado pelo olhar dos outros?

Esse é o ponto de partida da faixa – que é a segunda prévia do próximo álbum de Lia. A música olha para julgamentos, expectativas e instituições que acabam definindo quem deveríamos ser, e propõe uma reação a tudo isso. A “casa” do título funciona como uma espécie de estrutura mental que precisa ser destruída para que outra coisa possa surgir no lugar.

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A composição começou ainda durante o bacharelado em Música da UFPR. Lia percebeu que várias frases que vinha anotando no celular e em seu bloco de notas apontavam para a mesma questão: a maneira como outras pessoas interferem na nossa percepção de nós mesmos. A faixa ganhou uma forma mais pesada e “apocalíptica” com a banda que acompanha a artista nos shows: Celso Chane (guitarra), Erich Zimmermann (teclas, baixo e guitarra), Karo Schle (baixo e teclas) e Raul Bochnia (bateria). Lipe Borba cuidou da mixagem e da masterização.

Se Black mamba, primeiro single do próximo disco, já apresentava uma Lia Kapp mais agressiva, Burn this house down amplia esse caminho. O álbum deve trazer um componente político mais evidente, especialmente em torno da experiência de ser mulher e dos julgamentos que atravessam essa experiência.

“Acho que todas as letras surgem a partir de minhas experiências pessoais, mas tenho me afetado muito com o que é ser mulher na sociedade atual”, diz Lia. Em Burn this house down, ela transforma essa inquietação em uma música sobre deixar de aceitar os lugares que os outros determinam para você.

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Guantas fala dos perrengues da vida adulta em novo single

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Guantas fala dos perrengues da vida adulta em novo single

RESUMO: Em Vida adulta, o Guantas mistura rock, ritmos tropicais e humor para falar de contas, trabalho e sonhos de infância. O single ganhou um clipe sobre as dificuldades de crescer e encarar a rotina.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Trabalho, contas para pagar, geladeira vazia, transporte público lotado e aquela sensação de que a vida adulta não era bem o que a gente imaginava quando criança. É disso que trata Vida adulta, novo single do Guantas, banda paulistana que resolveu transformar os problemas do cotidiano numa música bem-humorada e dançante.

A faixa, lançada em 2 de outubro, também ganhou um clipe produzido pela Nacho Produções. No vídeo, o protagonista enfrenta situações bastante conhecidas de quem precisa lidar com as responsabilidades do dia a dia, enquanto lembra dos sonhos que tinha na infância. O resultado combina as dificuldades de crescer com o humor que o grupo costuma levar para suas músicas e apresentações.

O lançamento também foi celebrado com um show gratuito no dia 3 de outubro, no Gaz Burning Bar, durante o festival itinerante Palco Tarantino. A programação contou ainda com apresentações das bandas Nazireu Rupestre e Indaíz.

Formado em São Paulo em 2015 pelo argentino Nacho Martin, o Guantas mistura referências latino-americanas, ritmos tropicais e rock, com bastante espaço para os sopros e o ukulele. A banda também costuma investir em figurinos coloridos e numa apresentação de palco que não leva tudo tão a sério.

Em pouco mais de uma década, o grupo lançou dois álbuns, Guantas (2017) e Viva la Guantas (2019). A música Countryside entrou na trilha do programa Tá certo, da TV Cultura, enquanto Minha vizinha tocou em emissoras como 89FM, Kiss FM e USP FM. O grupo também passou por programas como Showlivre e por canais como Canal Brasil e Bis.

Agora, o Guantas apresenta uma nova formação, com Nacho Martin (voz e ukulele), Alex Ultra (guitarra), Alexandre Saldanha (baixo), Pedro Coutinho (teclado), Renan Pigmew (bateria), Fabio Bunito (trompete), Giovanni Santoro (trombone) e Abu (saxofone).

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Tropitrônix homenageia Poços de Caldas no clima tranquilo de “Mountain City”

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Tropitronix - Foto: Divulgação

RESUMO: Em parceria com Moonrib, o Tropitrônix mistura soul, jazz, city pop e eletrônica suave em Mountain City. A faixa troca o clima de pista pela contemplação das montanhas de Poços de Caldas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Depois de estrear em 2025 com Sunset feelings, disco que misturava city pop, psicodelia e música eletrônica num clima de rave à beira-mar (e resenhado aqui), o duo Tropitrônix volta com Mountain City. Desta vez, os irmãos João Paulo Scalla Oliani e Breno Scalla Oliani trocaram a paisagem praiana pelas montanhas de Poços de Caldas (MG), cidade natal dos dois e inspiração para o novo single.

Feita em parceria com o músico indie mineiro Moonrib, a faixa mistura soul, jazz e indie com uma levada eletrônica tranquila, próxima do chill-out e do city pop. O andamento é relaxado, com espaço para uma voz processada eletronicamente que canta versos como “We live where the mountain has learned to be still / Echoes in quartz, humming the stone” (“Vivemos onde a montanha aprendeu a ficar imóvel / ecos no quartzo, fazendo a pedra cantarolar”).

O Tropitrônix nasceu da parceria entre os dois irmãos, que trabalham como músicos e produtores, combinando baixo, programação eletrônica e referências que vão do funk ao disco e ao house. No primeiro álbum, a dupla apostava numa trilha sonora imaginária para o pôr do sol, com músicas mais voltadas para a pista.

Em Mountain City, a ideia é outra: menos festa, mais contemplação. A paisagem de Poços de Caldas aparece tanto na letra quanto no clima da gravação.

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Os Alquimistas e akaStefani lembram romances punks em “Tu”

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Os Alquimistas e akaStefani lembram romances punks em “Tu”

RESUMO: Em Tu, o trio sul-mato-grossense Os Alquimistas mistura punk e garage rock para contar uma história de amor e noites intermináveis, ao lado de akaStefani. A faixa antecipa seu primeiro álbum, previsto para 2026.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Um romance entre dois punks que se conheceram no colégio, noites que parecem não acabar e aquela impressão de que o relacionamento está por um fio. Pode ser uma história só ou várias lembranças misturadas. É mais ou menos por aí que vai Tu, single dos Alquimistas, trio de Campo Grande (MS) que prepara seu primeiro álbum completo depois de mais de uma década de atividade.

A música foi composta por Bo Loro, integrante da banda, e akaStefani, artista e produtora musical que ele conhece desde os tempos da cena punk de Campo Grande, e que passou por bandas como Duo Chipa e Manobra Feroz. As guitarras ficaram a cargo do cearense Edson Van Gogh, músico que já trabalhou com Cidadão Instigado, Jonnata Doll e os Garotos Solventes e Lirinha.

Em Tu, Os Alquimistas mostram seu lado mais ligado ao punk e ao rock de garagem, com referências que incluem Ramones, Johnny Thunders & The Heartbreakers e Fidlar. A gravação ainda tem uma curiosidade: um sino de verdade, que estava no Estúdio 45, onde o disco foi registrado, acabou entrando na música.

O título faz referência a uma composição de Edson Vander, artista admirado por Bo Loro. Lançada em 18 de setembro, a faixa antecipa o álbum homônimo do grupo, que reúne influências de psicodelia, punk, garagem e música brasileira, incluindo referências sul-mato-grossenses.

Formado em 2013 por Leotta, Perim e Bo Loro, o trio lançou em 2019 o EP Cidade pequena, que recebeu uma indicação ao Prêmio Dynamite de Música Independente na categoria Revelação. A banda também já passou por festivais como Grito do Rock, Campão Cultural e Som da Concha, além de ter feito shows no Rio e em São Paulo.

O primeiro álbum dos Alquimistas foi gravado com a colaboração do produtor Anderson Rocha, que já havia trabalhado com a banda no EP de estreia. O disco tem lançamento previsto para 2026 e contará com edição em vinil, atualmente em fabricação em São Paulo.

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