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Cultura Pop

E os 30 anos de Fontanelle, das Babes In Toyland?

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E os 30 anos de Fontanelle, das Babes In Toyland?

Parece estranho, mas houve uma época em que gravadoras como Atlantic e Reprise brigavam para ver quem lançava o disco mais podre da banda mais underground com propensão a estourar – e isso não poderia rolar em outra época que não fossem os anos 1990. Houdini, disco assustador dos Melvins, saiu em 1993 pela Atlantic com um estranho crédito de “produzido por Kurt Cobain” (sendo que Kurt estava tão catatônico com a heroína que não conseguia produzir nada). Em 1992, Fontanelle, segundo disco da banda feminina Babes In Toyland, saía pela Reprise (em 11 de agosto) com a missão de alargar muito as fronteiras do que se entendia como rock mainstream.

Publicações como Entertainment Weekly e Los Angeles Times viram no segundo álbum da banda de Minneapolis, formada por Kat Bjelland (voz, guitarra), Maureen Hermann (baixo) e Lori Barbero (bateria), um documento musical assustador e bastante fiel do rock dos anos 1990 – com três mulheres dominando o estúdio, fazendo canções ruidosas e repletas de poesia punk. Era uma excelente continuação para a estreia Spanking machine (1990), que havia sido lançada por um selo célebre de Minneapolis (Twin/Tone) mas tinha produção de um ás da música de Seattle, Jack Endino.

O Sonic Youth teve a ver com a chegada delas ao mainstream: Lee Ranaldo, guitarrista, produziu Fontanelle, e o ex-frontman da banda, Thurston Moore, dizia para quem quisesse ouvir que as Babes eram a maior banda do mundo. Ficou extasiado quando viu Kat, no palco, puxar uma faca dessas que se usam para passar manteiga no pão, e tocar slide guitar com ela.

Fontanelle tem disposição para cravar melodias que grudam, mas que soam incômodas. Won’t tell, por exemplo, é uma paródia de baladinha anos 1960 que acaba em gritaria punk, com uma letra que diz “eu descobri que seu problema comigo é seu”. Right now é uma no wave furiosa, mas que desemboca numa versão mais violenta de Pixies e Breeders. Bluebell, combinando vocais berrados e suaves – estes, quase em clima de oração – trazia uma das letras mais fortes do álbum (“você está fodido, seu filho da puta/não tente estuprar uma deusa”). Havia espaço para um belo e triste tema instrumental (Quiet room), para um stoner metal sofrido e lento (Spun), para a crueza de Mother e Jungle train, e para uma canção que era ódio puro, Realeyes. No final, a tensa Gone, com gritos de terror e barulhos de vidro quebrado.

Apesar do breve voo pelas grandes gravadoras (e do show aplaudidíssimo na turnê do festival Lollapalooza em 1993), o futuro não sorriu para as Babes: brigas, problemas com drogas e machismo surgiram na frente. Em 2001, a banda acabou. Em 2014 o grupo retornou com a formação de Fontanelle para uma série de shows, após vários anos em que as três nem sequer se falavam. Durou pouco: Maureen Hermann foi expulsa da banda, por causa de uma encrenca que supostamente envolvia um artigo escrito por ela sobre estupro (a Dazed Digital falou sobre o assunto). Clara Salyer entrou em seu lugar, mas a separação definitiva aconteceu em 2020. Seja como for, Babes In Toyland e Fontanelle deixam a lembrança de uma época em que, sim, era possível acreditar que dores, raiva reprimida e música pesada e desafiadora atrairiam plateias.

E olha as Babes em 1992, ao vivo em Londres.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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