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Cultura Pop

E o primeiro disco do Blue Öyster Cult, que fez 50 anos?

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O Blue Öyster Cult é a banda dos anos 1970 que você possivelmente nunca ouviu, aquela figurinha jamais completada do seu álbum de grupos de hard rock, ou quem sabe, a banda que você conhece apenas de dois hits: (Don’t fear) The reaper, de 1976 (que voltou à fama mais recentemente por causa do esquete do “more cowbell”) e a quase metal Burnin for you, de 1981 (no Brasil, fez bastante sucesso no rádio).

O primeiro disco do grupo novaiorquino, intitulado Blue Öyster Cult, faz parte de uma lista de discos cinquentões que já estao sendo ofuscados por outras pérolas da época, como Ziggy Stardust (David Bowie), The slider (T. Rex), Acabou chorare (Novos Baianos) e vários outros mais conhecidos. Saiu em 16 de janeiro de 1972, e coroou um período de cinco anos em que o BÖC tentava dar um passo além do rock de sua cidade, mais conhecido pelos grupos pouco comerciais.

O grupo de Eric Bloom (voz, guitarra base, teclados), Donald “Buck Dharma” Roeser (guitarra, vocais), Joe Bouchard (baixo, vocais), Albert Bouchard (bateria, vocais) e Allen Lanier (guitarra base, teclados) era comercial o suficiente para se dedicar ao hard rock numa época em que havia expectativas por novidades no som pesado (eram três guitarras na banda!). E era estranho o suficiente para misturar o alto volume com psicodelia, pitadas de power pop e letras que iam de contos estradeiros a temas sobre astronomia. Tambem era (vá lá) “queridinho” da crítica: jornalistas como Sandy Pearlman e Richard Meltzer estavam sempre por perto desde a época em que o Blue Öyster Cult se chamava Soft White Underbelly – o primeiro como produtor/letrista, o segundo escrevendo também algumas das letras.

Devidamente contratado pela Columbia e produzido por Pearlman (ao lado de David Lucas e Murray Krugman), o BÖC tinha lá seus objetivos. Pearlman queria mesmo que a banda soasse como um Black Sabbath americano. Não dava: apesar do nome “místico” (“culto da ostra azul”?) o Blue Öyster Cult era mais amigável, menos assustador e mais “psicodélico”. Músicas como Screams eram a herança do blues-rock dos anos 1960 com cara nova. A tragicômica Then came the last days of May era um conto em formato de rock, narrando uma história supostamente verdadeira sobre uns amigos de Dharma que tentaram vender drogas e foram mortos.

A lúgubre She’s as beautiful as a foot mostra o lado Lou Reed do grupo – sim, poderia estar em Loaded, do Velvet Underground. Cities on flame with rock and roll era o hino hard rock que marcou o começo do BÖC (cujos primeiros discos, com capas em preto e branco, são chamados de “fase em preto e branco”, pelos fãs antigos). Já Workshop of the telescopes e Stairway to the stars resolviam a mania da banda com temas espaciais e misteriosos (a primeira é uma das melhores faixas do começo do Blue Öyster Cult).

Pouco lembrado no Brasil, o Blue Öyster Cult vendeu cerca de 25 milhões de discos ao longo de sua trajetória. E se você não percebeu, entre idas e vindas, o grupo existe até hoje, tem dois integrantes da época do primeiro álbum (Bloom e Buck Dharma) e lançou disco em tempos pandêmicos, The symbol remains (2020). E permanece como uma das bandas mais desafiadoras dos anos 1970.

 

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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