Cultura Pop
E o Old Grey Whistle Test, que completou 48 anos?

Dizem por aí que a música realmente famosa é aquela que é reconhecida pelos estratos mais populares com apenas uma menção – um refrão, um trecho assoviado, ou coisa do tipo. E foi por causa de uma velha piada a respeito disso, contada por compositores novaiorquinos (que dizia que uma música só era conhecida quando os porteiros velhos e grisalhos de Nova York a reconheciam por um assovio), que a BBC decidiu que seu novo programa musical, cuja primeira edição foi ao ar em 21 de setembro de 1971, se chamaria The Old Grey Whistle Test.
As lembranças desse primeiro dia de programa estão espalhadas por aí e já ressurgiram até em caixas de DVDs. Olha aí a apresentação do America que a BBC levou ao ar na noite de estreia.
Há dois anos, a própria BBC deu uma relembrada no primeiro dia da atração, num videozinho publicado no Twitter. A ideia do Old Grey era focar num público bem mais “adulto” que o da atração musical maior da emissora, o Top of the pops – que arrebanhava hordas de adolescentes graças às aparições de nomes do pop, gente do glam rock, etc.
#OTD 1971: The Old Grey Whistle Test first began. To pardon the pun, here is a whistle stop tour. pic.twitter.com/rExsYdpFp3
— BBC Archive (@BBCArchive) September 21, 2017
Tinha dois xarás no primeiro dia do Old grey: Alice Cooper foi lá mostrar sua Halloweed be my name, e uma cantora folk britânica chamada Alice Stuart foi apresentar seu hit Full time woman. Na época, essa cantora fazia bastante sucesso. O primeiro programa ainda tinha Lesley Duncan, Bob Dylan e até um vídeo de Jimi Hendrix tocando no festival de Monterey (aqui você confere todas as atrações das temporadas do programa, até o final).
Com o tempo, o Old grey foi acompanhando novas modas e manias da música pop, agendando apresentações de Bob Marley, Free, Siouxsie and the Banshees, Roxy Music, Randy Newman e vários outros. Olha aí o Roxy Music, uma das bandas preferidas do POP FANTASMA, com Ladytron em 1972.
O programa também apresentou shows inteiros de artistas como Queen e Emerson, Lake & Palmer.
https://www.youtube.com/watch?v=s4iJfbi6s3M
O primeiro apresentador do programa foi o jornalista de rock Richard Williams, mas “a cara” do programa durante os anos 1970 foi mesmo o radialista, apresentador e co-fundador da revista Time Out, Bob Harris. Depois, o Old grey teve à frente nomes como Annie Nightingale, Mark Ellen e Andy Kershaw.
Em 1983, o programa – que já não tinha mais a mesma audiência – mudou de nome para Whistle test. Olha aí o Run DMC lançando You’ll be illin’ em 1987 por lá. E o The Cult faturando com sua Love removal machine.
Em 1987, o programa acabou. Janet Street Porter, executiva de televisão havia anos, cuidava dos programas para jovens da BBC e degolou o Whistle test da programação. Mark Cooper, uma das cabeças da área de música na emissora, recordou que havia um senso geral de que música deveria ser apenas parte da agenda dos programas da BBC, e que a demanda era por atrações que utilizassem a música como pano de fundo para temáticas envolvendo comportamento, estilo de vida, etc. Na véspera do Ano Novo, rolou um último especial, que durou até as primeiras horas de 1988.
E se você fuçar no YouTube, encontra imagens do programa Old grey whistle test 2018, levado ao ar pela BBC em 23 de fevereiro do ano passado, e que revive um pouco da magia da atração com entrevistas e números musicais. Olha aí.
https://www.youtube.com/watch?v=w2XI48Ef0GM
Via BBC.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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