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Cultura Pop

Dogão no “Pânico”: uma das estreias musicais mais bizarras da história da TV no Brasil

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Se uma gravadora ou um produtor lança um artista como Dogão (lembra?) hoje em dia, possivelmente dá a maior merda. Primeiro porque em algumas entrevistas o produtor Rick Bonadio, lançador do projeto em 2004, reconheceu que hoje o público quer letras mais “contundentes”. E por acaso o Dogão, um artista virtual, era uma imitação brazuca do Gorillaz, com direito a clipes de desenho animado. E que lançava letras no estilo gangsta rap, com trocadilhos meio sexistas sobre o universo canino. O hit foi uma das músicas mais bizarras compostas na década passada, “Dogão é mau”.

Já que falamos no clipe, olha ele aí em cima. Se você nunca ouviu falar disso, vale lembrar que numa época em que streaming era coisa de outro mundo, YouTube não existia e música na web era sinônimo de torrent e Soulseek, essa canção bateu recordes de downloads de ringtones. Em 15 dias de abril de 2004 foram apurados mais de 15 mil downloads, o que indica que muita gente queria ouvir a música como toque de celular (e também não havia Whatsapp, as pessoas ligavam umas para as outras, etc). Combinando, a canção “Dogão é mau” tornou-se, na época, uma das mais pedidas em rádios de perfil pop como Transamérica e Jovem Pan.

Recordes em “ringstones”

Isso não importa: o que importa é que provavelmente nunca houve um lançamento de música na TV como o lançamento de “Dogão é mau” no “Pânico na TV”, comandado por Emilio Surita, em 2004, na Rede TV! Primeiro porque se a ideia era imitar o Gorillaz, passou longe: os produtores da música levaram ao palco um monte de atores fantasiados de animais, fazendo uma dancinha pra lá de esquisita.

Segundo porque ao final da apresentação, Emílio disse em alto e bom som que tinha achado tudo “uma porcaria”, deu vários esporros em Carioca e Ceará (o humorista, hoje no Multishow, estava no elenco do programa) e convidou uma das dançarinas da trupe de Dogão para virar Panicat.

Olha aí o vídeo da apresentação.

Em tempo: Dogão soltou em 2005 uma música satirizando o casamento de Ronaldo Fenômeno e Daniela Cicarelli, “Em algum lugar de Paris”, mas nunca mais lançou nada. Um detalhe interessante é que Dogão, mesmo sendo um projeto defunto, tem um canal no YouTube. Olha aí o outro vídeo que o personagem lançou na época, “Banho e tosa”.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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