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Cultura Pop

Discos de 1991 #13: “Bandwagonesque”, Teenage Fanclub

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Discos de 1991 #13: “Bandwagonesque”, Teenage Fanclub

Norman Blake, Gerard Love, Brendan O’Hare e Raymond McGinley, conhecidos coletivamente em 1991 como Teenage Fanclub, levavam uma vida de lama na época em que Bandwagonesque, seu terceiro disco, estava sendo gravado. Despertar a atenção da crítica com A catholic education (1990) não havia adiantado muito, financeiramente falando: McGinley mal tinha grana para pegar o ônibus para ensaiar, Blake usava o colchão do quarto para forrar a van alugada com a qual a banda excursionava. Os donos da gravadora com a qual a banda havia acabado de assinar, a Creation, davam festas de arrepiar, mas ainda estavam pensando de onde iam tirar a grana para pagar o estúdio em que o quarteto fazia o disco (gravado em pouco mais de um mês, por sinal).

A banda escocesa havia tido um “teste” micado do segundo disco, com The king (1991), um álbum displicente e bêbado, perdido na rescisão do contrato da banda com a Matador, seu primeiro selo. Bandwagonesque acabou ganhando lançamento nos EUA pela Geffen, o que ajudou bastante na divulgação do disco, e na chegada á MTV do clipe de Star sign – canção psicodélica a la The Byrds, mas com glacê punk. Aliás, isso rolou inclusive na MTV Brasil, despertando as atenções de muitos fãs verde-e-amarelos e detonando uma ondinha de power pop que dura até hoje (mas infelizmente nunca chegou ao mainstream).

Bandwagonesque disputou as atenções da crítica pelo posto de “melhor disco de 1991” com Nevermind, do Nirvana. Até hoje é comum achar gente que gosta mesmo é do álbum da banda escocesa, além de pessoas que conseguem lembrar exatamente o que estavam fazendo quando viram o clipe de Star sign pela primeira vez. Os dois discos (o do TC e o do Nirvana) têm diferenças básicas: Butch Vig poliu bastante o som da banda americana, e os escoceses são orgulhosamente sujos. “Não havia muita gente na época fazendo discos pop melódicos que fossem meio desleixados também. Os vocais não são brilhantes, a execução está boa… Não foi arrumada como muitos discos são hoje em dia. O disco captura jovens tentando se encontrar.É isso que eu acho que as pessoas percebem”, contou Norman Blake.

O álbum arrumou uma encrenquinha bizarra assim que chegou às lojas: Gene Simmons (Kiss) mandou uma carta à Geffen avisando que tinha registrado o design de um saco de dinheiro igual ao da capa do disco (!). “Eu disse ao nosso advogado: ‘Podemos simplesmente mandar Gene se foder?’ Ele disse que não, então demos a ele $ 500 e um crédito”, contou McGinley. Resolvido. Quanto ao TC, a banda existe até hoje, gravou vários outros clássicos, e ainda deve boa parte de seu público á formidável coleção de canções de  Bandwagonesque.

Outros discos de 1991 aqui.
Tem conteúdo extra desta e de outras matérias do POP FANTASMA em nosso Instagram.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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