Cultura Pop
Death: “Metal da morte” trintão e insano

Até 1987 já existia muita coisa BEM pesada em heavy metal. Bandas como Mercyful Fate e Venom consolidaram o metal 100% focado em demônios. Antes disso, diatribes demoníacas podiam ser encontrada em discos de Black Sabbath, Coven, Black Widow etc. E artistas como Alice Cooper chocaram geral com um imaginário bizarro, herdado de filmes de terror. “Scream bloody gore”, primeiro álbum da banda americana Death, que chega aos 30 anos dia 25 de maio, abusou da casca-grossisse e é até hoje chamado de “primeiro disco do death metal”.
O repertório do vocalista e guitarrista Chuck Schuldiner incluía canções com nomes BEM bizarros, como “Denial of life” (“Negação da vida”), “Regurgigated guts” (“Entranhas vomitadas”), “Baptized in blood” (“Batizado em sangue”). Tudo muito, mas muito pesado, rápido, cheio de letras escrotas e ofensivas, e com uma berraria infernal nos vocais que anima fãs até hoje. Se você nunca ouviu e tá a fim de encarar, olha aí.
Sim, fã que é fã bate cabeça e berra junto.

No ano passado, o disco foi reeditado numa edição comemorativa (e adiantada) de 30 anos que fez muito fã quebrar o porquinho. Um youtubber do metal fez um unboxing. Olha aí.
Hoje, a maior polêmica entre fãs de heavy metal é se a estreia do Death é realmente o primeiro disco de death metal – tem quem faça a divisão do cargo com “Seven churches”, estreia do Possessed (1985). Na época, a polêmica era outra: a banda recebeu muitas críticas negativas por conta de seu disco de estreia (havia críticos e fãs que preferiam a banda ANTES de gravar um disco, quando tinham só uma demo). A Decibel Magazine resgatou ano passado um material que ficou de fora do livro “Choosing death – The improbable history of death metal and grindcore”, de Albert Mudrian, e apurou que até o ex-empresário do Death, Eric Greif, deu risada quando viu a capa de “Scream bloody gore”. E que a gravadora não queria lançar o disco por achar aquio tudo tosco demais.
“Recebi o LP do Death como um promo da gravadora e ri um pouco, falei ‘uau, isso é brutal!’, mas nem sequer ouvi”, contou. “Até o cara que assinou com eles para a gravadora Combat, o ex-diretor de A&R Steve Sinclair, achava que eles eram uma piada. Ele só assinou por insistência do (jornalista e divulgador da gravadora) Don Kaye”.
Sinclair não perdeu a oportunidade de fazer graça e tascou um “esse disco é uma insanidade de Don Kaye” na ficha técnica. Schuldiner, líder do grupo, deixou passar mas ficou puto. E vale dizer que o músico, morto em 2001 após batalhar contra um câncer, nunca nem sequer viu o disco ser reeditado pela gravadora. Ele saiu em edição normal em CD pela Relativity e, no ano passado, a Relapse deu ao álbum o tratamento de luxo que você viu acima.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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