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Butthole Surfers ganham redescoberta e lançamento de disco engavetado desde 1998

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RESUMO: Butthole Surfers ressurgem: After the astronaut, disco engavetado dos anos 1990, ganha lançamento após vários anos, reacendendo debate sobre fase pop e raízes experimentais.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução Bandcamp

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Se você estranha quando vê uma artista maldita como Ethel Cain lotando espaços e virando inspiração até mesmo pra gente do pop, é porque não lembra de quando os Butthole Surfers, uma banda norte-americana altamente excêntrica e fora de qualquer padrão inimaginável, assinaram com a Capitol e fizeram sucesso com uma música chamada Pepper, que chegou ao primeiro lugar da parada Modern Rock da Billboard. Electriclarryland (1996), segundo álbum da banda na major – em cuja capa havia o desenho de um coitado com um lápis enfiado no ouvido – trazia essa faixa, e ficou na posição 31 da parada Billboard 200.

Agora corta para 1998: a banda tinha terminado de gravar After the astronaut, disco que se seguiria a Larryland, ainda na Capitol. O disco estava pronto, com capa e tudo, e cópias promocionais já haviam sido enviadas para jornalistas. Só que After foi engavetado: uns dizem que por conta da Capitol, que não enxergou hit nenhum ali – mas há suspeitas de que a própria banda tenha odiado o resultado e cancelado o lançamento (!).

Seja lá o que tenha havido, After ficou inédito, mas em 2001, já contratados pela Hollywood Records, selo ligado à Disney, os BS lançaram Weird revolution. Tido como o “disco pop” do disco, Weird trazia uma mistura de música eletrônica, indie dance, psicodelia, rap, britpop, stoner rock e estranhices a la Beck, que não caiu bem pra ninguém – mas que tem importância histórica por ter sido o último disco do grupo. Para aumentar a zona, havia Kid Rock escrevendo o refrão da confusa The shame of life, e um hit que lembrava mais Happy Mondays e Spin Doctors (!) do que Butthole Surfers: o rap rock Dracula from Houston.

E aí que o mundo capotou para os Butthole Surfers: ganharam um doc chamado The hole truth and nothing butt, e em setembro do ano passado fizeram sua primeira apresentação em oito anos durante a exibição do filme num festival. Human cannonball, uma música de 1987 (do disco Locust abortion technician) foi tocada em um dos últimos episódios da série Stranger things. E chegou um novo tempo para After the astronaut, que após vários anos de pirataria desenfreada ganha seu primeiro lançamento oficial em 26 de junho, pelo selo Sunset Blvd. O trip hop psicodélico de Jet fighter, primeiro single, já ganhou até clipe – a música volta numa versão bem mais ousada e podre do que a que acabou saindo em Weird revolution. Compare as duas aí.

Paul Leary, guitarrista do grupo, conta que Weird veio das modificações que a Hollywood Records quis fazer no disco. Já o baterista King Coffey diz que a visão inicial para o After the astronaut era bem diferente, porque parecia que a banda estava voltando às raízes, trabalhando sem se preocupar com execução em rádio, mas usando todos os novos recursos que tinham à disposição.

Isso fica claro em After the astronaut – aliás, se você não quiser esperar o disco sair, dá pra baixar no bom e velho Soulseek. Já Weird revolution, de fato, soava como aquele rock mainstream “estranho” que fez sucesso no fim dos anos 1990 (Smash Mouth, Cake, a transformação dos anarcopunks do Chumbawamba em banda pop) e afastou vários fãs. Agora é redescobrir.

E abaixo, você confere a lista de faixas e a capa do disco.

01 Weird revolution
02 Intelligent guy
03 Jet fighter
04 Mexico
05 Imbuya
06 Venus
07 The last astronaut
08 Yentel
09 Junkie Jenny in gaytown
10 They came in
11 I don’t have a problem
12 Turkey and dressing

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Projeto Disconcertos convida a atriz Carol Castro para recordar o impacto de “Nevermind”, do Nirvana

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Projeto Disconcertos convida a atriz Carol Castro para recordar o impacto de "Nevermind", do Nirvana

Nevermind, do Nirvana, foi o primeiro “clássico do rock” conhecido muita gente – e foi o primeiro disco que uma galera enorme que hoje está entre os 40 e 50 anos conheceu antes de ser um clássico, e acompanhou a mudança de status dia após dia. A atriz Carol Castro (a Clarice Dourado da novela Garota do momento) é uma dessas pessoas que têm vários fotogramas na memória sobre a ascensão do grupo de Kurt Cobain, e sobre como a música do Nirvana serviu de acolhimento.

Carol vai falar de algumas dessas memórias na próxima edição da série Disconcertos, aqui no Rio. Vai rolar na próxima quarta-feira (25), às 19h, no Futuros – Arte e Tecnologia (Flamengo, Zona Sul carioca). “Quando conheci o álbum Nevermind, foi como um acolhimento, uma sensação de pertencimento, porque tinha essa sensação de que eu não fazia muito parte do todo”, conta ela.

“Quando ouvia a voz rouca do Kurt, quando ele cantava calmo, quando gritava, quando ouvia o baixo, o solo de guitarra, eu me sentia pertencendo. E logo em seguida ele morreu. Foi como um soco no estômago. Um vazio. Eu fiquei muito revoltada. Poxa, agora que eu conheci, me identifiquei, ele morre?”, recorda Carol.

O projeto tem idealização e apresentação de um fã muito especial do Nirvana – ninguém menos quem o roteirista e escritor Dodô Azevedo, que conheceu Kurt Cobain pessoalmente e foi próximo dele. “Essa edição do Disconcertos será especial porque Carol e eu temos uma história muito próxima com o Kurt Cobain. Como jornalista, eu o entrevistei em 1993 no Brasil e me tornei amigo de trocar correspondências escritas à mão”, conta.

“E ela, por ser fã de Kurt Cobain desde a tenra juventude. Em 1993, ela era uma adolescente que vestia camisa de flanela por causa do Kurt. E de certa forma, nós dois compartilhamos a mesma visão que ele tinha do mundo”, afirma Dodô.

E se você está no Rio, vale ficar de olho no projeto Disconcertos: Dodô sempre recebe um convidado para falar de um disco importante em sua vida.Já passaram pelo Futuros – Arte e Tecnologia o produtor musical e artístico Barral Lima (que falou sobre Sol de primavera, disco de Beto Guedes), a jornalista e escritora Ana Paula Araújo (sobre The immaculate collection, de Madonna), o historiador e escritor Luiz Antonio Simas (sobre Axé, de Candeia), a poeta, psicanalista e filósofa Viviane Mosé (sobre Fa-Tal, Gal a todo vapor, disco ao vivo de Gal Costa) o diretor de cinema Daniel Gonçalves (sobre Xuxa 5, de Xuxa).

Serviço: Disconcertos
Dodô Azevedo recebe a atriz Carol Castro
Data: 25 de março (quarta-feira)
Horário: 19h
Local: Futuros – Arte e Tecnologia
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro
Capacidade máxima: 80 lugares
Entrada franca

Fotos: Reprodução (Nirvana) e Beatriz Damy / Globo (Carol Castro)

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Jovem Dionisio tem novidades, Afghan Whigs também, e Varanda tenta arrumar nova vocalista em clipe (!)

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Jovem Dionisio (Foto: Fernando Mendes / Divulgação)

A banda curitibana Jovem Dionisio (vista aí em cima em foto de Fernando Mendes) vai soltando as peças do quebra-cabeça antes do disco inteiro aparecer. Depois do single Melhor resposta, chegam agora duas novas faixas de Migalhas, o proximo álbum: Faz tanto tempo e Saídas, lançadas no dia 18 e já dando uma ideia mais clara do caminho do álbum – previsto para 1º de abril.

Se você faz parte da turma que só conhece o hit Acorda Pedrinho, vai se surpreender muito com a beleza e o clima introspectivo das novas músicas: Faz tanto tempo vai aos poucos e tem cordas que puxam um clima mais emotivo, além de surpresinhas escondidas na melodia.

Saídas tem outro pique e tem linhas vocais que sugerem algo de trap e funk – mas tudo misturado com uma melodia que lembra bossa nova e soul. Essa música inclusive ganhou uma versão ao vivo no YouTube, em clima bem mais despojado que na gravação de estúdio.

Um outro detalhe sobre o álbum que está vindo aí é que Bernardo Pasquali (voz), Rafael Dunajski Mendes “Fufa” (guitarra), Gustavo Karam “Karam” (baixo), Bernardo Hey “Ber Hey” (teclado) e Gabriel Dunajski Mendes “Mendão” (bateria) aproveitaram o lançamento do single duplo para revelar a capa de Migalhas (veja abaixo).

E amanhã, sexta, dia 20, a banda faz um show gratuito às 20h na Rua XV (vinte, enfim), em Curitiba, em frente ao Palácio Avenida, já divulgando o álbum. Uma surpresa para os fãs que o grupo conquistou em sua terra natal.

Capa do disco Migalhas, da banda Jovem Dionisio

***

Pulando do alt pop nacional para o indie rock clássico dos Estados Unidos: Afghan Whigs voltaram nesta quinta (19) com sua primeira música autoral inédita em quatro anos. Desde o disco How do you burn, de 2022, não saía nada realmente novo deles, embora Greg Dulli e seus camaradas tenham lançado em dezembro um single com covers do Poliça (Fake like) e do Still Corners (Downtown).

A música nova é House of I, mixada e produzida por Dulli ao lado de Christopher Thorn em Nova Orleans e Joshua Tree. “Estávamos procurando por uma música animada e sentimos que encontramos aqui”, conta o músico. House of I é sim, uma música alegre – mas antes de tudo é um som pesado e grudento, que deve tanto a Joy Division quanto a Rolling Stones.

***
E a poucos dias de tocar no Lollapalooza Brasil (sobem ao palco montado no Autódromo de Interlagos no sábado), a banda mineira Varanda lança o clipe da faixa Não me – uma das músicas lançadas no EP Rebarba, do ano passado. Perto de “um show muito importante” (como a banda costumava brincar nas redes sociais), o Varanda fez ontem uma nota oficial em seu instagram para avisar que… hoje ao meio-dia faria uma nota oficial (!) sobre o futuro do grupo.

A tal nota é o lançamento do clipe de Não me, que traz a banda escolhendo uma vocalista para o lugar da titular Amélia do Carmo – e a música-teste é a ótima valsa-blues lançada pelo grupo no EP. A própria Amélia (que por acaso dirigiu o clipe) participa do teste, disfarçada, o que rende umas risadas. Veja tudo aí e divirta-se.

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Death Cab For Cutie larga major, abraça indie e volta com novo single

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Death Cab for Cutie (Foto: Shervin Lainez / Divulgação)

O Death Cab For Cutie voltou, no começo do ano, às suas raízes independentes. Depois de duas décadas e seis álbuns com a Atlantic, a banda – que nunca deixou de ser uma força musical indie, mesmo presente no elenco de uma das maiores gravadoras do mundo – decidiu largar tudo e assinar contrato com a ANTI- Records, uma subsidiária da Epitaph com pegada, digamos, diferente.

A tal “diferença”: nomes como Snocaps, Lido Pimienta e Waxahatchee, que unem garage rock, country, soft rock e estiilos afins, pertencem ao elenco da ANTI-, que é um selinho muitas vezes bem mais “ilustre”, em termos de prestígio e até de números, do que a própria nave-mãe. Mas enfim, I built you a tower, próximo disco do Death Cab, sai em 5 de junho – e, na frente, saem o single e o clipe de Riptides.

Dá para perceber o estilo explosivo e cheio de texturas do produtor John Congleton na gravação + mixagem do single – tem algum peso, além de clima pós-punk atualizado e maquínico, soando como um The Police robótico em alguns momentos. Benjamin Gibbard, o vocalista, contou que a faixa fala “sobre o desafio de lidar com lutas pessoais enquanto o mundo ao nosso redor vivencia tragédias e perdas em uma escala inimaginável. E como, quando esses dois elementos se entrelaçam em nossa psique, a sensação é de completa paralisia”.

I built foi gravado durante três semanas no estúdio de Congleton em Los Angeles, o Animal Rites – os integrantes da banda fizeram também gravações em suas casas em Seattle, Bellingham, Los Angeles e Portland. Jason Lester dirigiu o clipe de Riptides, que você vê abaixo.

Foto: Shervin Lainez / Divulgação

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