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Projeto Disconcertos convida a atriz Carol Castro para recordar o impacto de “Nevermind”, do Nirvana

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Projeto Disconcertos convida a atriz Carol Castro para recordar o impacto de "Nevermind", do Nirvana

Nevermind, do Nirvana, foi o primeiro “clássico do rock” conhecido muita gente – e foi o primeiro disco que uma galera enorme que hoje está entre os 40 e 50 anos conheceu antes de ser um clássico, e acompanhou a mudança de status dia após dia. A atriz Carol Castro (a Clarice Dourado da novela Garota do momento) é uma dessas pessoas que têm vários fotogramas na memória sobre a ascensão do grupo de Kurt Cobain, e sobre como a música do Nirvana serviu de acolhimento.

Carol vai falar de algumas dessas memórias na próxima edição da série Disconcertos, aqui no Rio. Vai rolar na próxima quarta-feira (25), às 19h, no Futuros – Arte e Tecnologia (Flamengo, Zona Sul carioca). “Quando conheci o álbum Nevermind, foi como um acolhimento, uma sensação de pertencimento, porque tinha essa sensação de que eu não fazia muito parte do todo”, conta ela.

“Quando ouvia a voz rouca do Kurt, quando ele cantava calmo, quando gritava, quando ouvia o baixo, o solo de guitarra, eu me sentia pertencendo. E logo em seguida ele morreu. Foi como um soco no estômago. Um vazio. Eu fiquei muito revoltada. Poxa, agora que eu conheci, me identifiquei, ele morre?”, recorda Carol.

O projeto tem idealização e apresentação de um fã muito especial do Nirvana – ninguém menos quem o roteirista e escritor Dodô Azevedo, que conheceu Kurt Cobain pessoalmente e foi próximo dele. “Essa edição do Disconcertos será especial porque Carol e eu temos uma história muito próxima com o Kurt Cobain. Como jornalista, eu o entrevistei em 1993 no Brasil e me tornei amigo de trocar correspondências escritas à mão”, conta.

“E ela, por ser fã de Kurt Cobain desde a tenra juventude. Em 1993, ela era uma adolescente que vestia camisa de flanela por causa do Kurt. E de certa forma, nós dois compartilhamos a mesma visão que ele tinha do mundo”, afirma Dodô.

E se você está no Rio, vale ficar de olho no projeto Disconcertos: Dodô sempre recebe um convidado para falar de um disco importante em sua vida.Já passaram pelo Futuros – Arte e Tecnologia o produtor musical e artístico Barral Lima (que falou sobre Sol de primavera, disco de Beto Guedes), a jornalista e escritora Ana Paula Araújo (sobre The immaculate collection, de Madonna), o historiador e escritor Luiz Antonio Simas (sobre Axé, de Candeia), a poeta, psicanalista e filósofa Viviane Mosé (sobre Fa-Tal, Gal a todo vapor, disco ao vivo de Gal Costa) o diretor de cinema Daniel Gonçalves (sobre Xuxa 5, de Xuxa).

Serviço: Disconcertos
Dodô Azevedo recebe a atriz Carol Castro
Data: 25 de março (quarta-feira)
Horário: 19h
Local: Futuros – Arte e Tecnologia
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro
Capacidade máxima: 80 lugares
Entrada franca

Fotos: Reprodução (Nirvana) e Beatriz Damy / Globo (Carol Castro)

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Angine de Poitrine vai ao Jools Holland e deixa Shania Twain babando

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Angine de Poitrine vai ao Jools Holland e deixa Shania Twain babando

Cansado / cansada do Angine de Poitrine? Pois pode se preparar, porque agora ninguém segura o Patati Patatá microtonal: a dupla esteve no programa musical britânico Later… With Jools Holland, na edição que foi ao ar neste domingo (21). Foi a primeira aparição dos dois em TV no Reino Unido, por sinal.

O duo, que mistura psicodelia, microtonalidade e math rock (e que, você deve saber, virou assunto de mesa de boteco após uma apresentação na rádio estadunidense KEXP, que foi lançada em vídeo no YouTube), tocou ao vivo duas músicas de seu mais recente álbum, Vol. II: Fabienk e Sarniez. Nós resenhamos Vol. II aqui.

No mesmo programa se apresentaram Sam Smith, Arlo Parks e Shania Twain – aquela do hit Man! (I feel like a woman). Shania tirou até uma foto com a dupla. A Billboard do Canadá chamou o encontro da dupla e da cantora de “o crossover canadense do ano” (tanto ela quanto os dois músicos são de lá).

Shania disse nas redes sociais que adorou encontrar a dupla. “Meu filho Eja me apresentou a eles, então imagine minha empolgação quando descobri que estávamos no mesmo episódio de Later…!”, afirmou. Ela também adorou o cabelo “loiro” de Jhn de Poitrine. “Estou com tanta inveja do cabelo deles”, disse. “E cada um deles tem 300 anos”, acrescentou Holland. “333!”, corrigiu Khn.

 

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O “sunshine psych” do Moon Construction Kit em mais um single, “Down the West Coast”

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Moon Construction Kit (Foto: Divulgação)

“Com Down the West Coast, eu realmente queria prestar homenagem àquela fase específica dos Beach Boys entre 1967 e 1971. Um tipo de música que soa como uma jornada barroca banhada de sol. Combinamos instrumentos de sopro inspirados nos anos 1950 com uma estrutura orquestral de chamber pop para criar um som que depende tanto dos arranjos quanto da atmosfera”, conta Olivier Cornu, o responsável pelo projeto psicodélico Moon Construction Kit, que vem de Lausanne, na Suíça.

Ele fala sobre o novo single do MCK, bastante psicodélico, e baseado tanto em guitarras tranquilas quanto em clia próximo do shoegaze. E o som de Down the West Coast tem tudo a ver com um detalhe pouco recordado dos Beach Boys: a banda é tida como a inauguradora do shoegaze (!), graças a uma canção do disco Sunflower (1971), All I wanna do. Uma parceria dos “inimigos íntimos” Brian Wilson e Mike Love produzida com uso ostensivo de overdubs e efeitos especiais de eco nos vocais.

  • E teve Mike D e Kim Gordon na TV: nomões do alternativo na telinha

Na música nova do Moon Construction Kit, flautas, synths, guitarras e beats eletrônicos tranquilos constroem algo que alude tanto a Jesus and Mary Chain e Tame Impala, quanto aos Beach Boys. “Conforme o ouvinte mergulha em um caleidoscópio sonoro, o vocal principal surge adornado por harmonias luminosas e cuidadosamente construídas, equilibrando o etéreo e o estranhamente familiar”, conta o músico no release, deixando claro também que a ideia é soar bastante hipnótico.

Oliver estreou o Moon Construction Kit em 2022 com um EP epônimo e vem desde então desenvolvendo um estilo que chama de sunshine psych: uma psicodelia que dá o efeito de você olhar para o sol, direto, sem proteção nos olhos – ou que dá o efeito de uma caminhada doidona pela praia. Em 6 de março, já havia saído um outro single do projeto, Snake charmer.

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E teve Mike D e Kim Gordon na TV: nomões do alternativo na telinha

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E teve Mike D e Kim Gordon na TV: nomões do alternativo na telinha

Nos últimos dias, dois reis do som alternativo norte-americano invadiram a televisão para mostrar seus trabalhos novos: Mike D, ex-Beastie Boys, foi ao Later with… Jools Holland, e Kim Gordon, ex-Sonic Youth, esteve no programa de Jimmy Fallon.

Quem segue esses programas no Brasil, já teve altas surpresas assistindo aos números musicais, mas foi renovador poder ver Mike mostrando as ruidosas Switch up e What we got – a primeira, mais eletrônica, a segunda, mais garageira e distorcida. A passagem pelo programa marcou uma rara aparição televisiva de um músico que, desde o fim dos Beastie Boys após a morte de Adam Yauch em 2012, tem mantido uma carreira relativamente discreta. Mike vai estrear carreira solo com o álbum Thank you, em 28 de agosto.

Na apresentação, os integrantes da banda de Mike estavam todos com agasalhos esportivos vermelhos – uma lembrança da época do disco Hello nasty, lançado pelos Beastie Boys em 1998. Aos 60, Mike mantém a voz e o pique, e no show televisivo, ele subiu ao palco com a banda Very Nice Person, grupo liderado por seus filhos, Skyler Diamond e Davis Diamond – pelo que ele mesmo disse a Jools, foi justamente trabalhar com seus filhos que animou Mike. Ou melhor, Mike D 5D, que é o codinome adotado por ele.

O projeto novo nasceu justamente dessas sessões caseiras que acabaram virando músicas, shows pequenos e depois um álbum inteiro. Falando com Jools, Mike também disse ter ficado muito tempo sem conseguir fazer música após a perda de Yauch, que foi “devastadora”.

Olha Mike aí.

Já Kim Gordon apareceu em um ambiente bem diferente. A cantora, baixista e artista visual levou seu som experimental ao programa de Jimmy Fallon, um espaço normalmente associado apresentações mais acessíveis. A presença de Gordon chamou atenção justamente por esse contraste. Seu trabalho recente continua explorando ruídos, texturas eletrônicas e estruturas pouco convencionais, herdeiras diretas do espírito de ruptura que marcou a trajetória do Sonic Youth. Play me, seu novo solo, já é bem conhecido (foi resenhado inclusive neste site). Mas se bobear, era novidade pra muita gente que via o programa.

A apresentação dela teve caráter histórico: em 1994, ela se apresentou no Late show de David Letterman – descalça e grávida, ela tocou Bull in the heather com o Sonic Youth, usando a camisa do astro do time de basquete New York Knicks, John Starks. Hoje vivendo em Los Angeles, ela tocou no programa de Fallon na quarta-feira, dia em que os Knicks conquistaram seu primeiro título da NBA em 53 anos.

Dessa vez, ela foi tocou a faixa-título de Play me, e aproveitou a ocasião para relembrar sua apresentação no programa de Letterman: foi com uma roupa inspirada no visual de Jalen Brunson, fera dos Knicks.

E olha ela aí no David Letterman.

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