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E a música nova do Modest Mouse?

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Modest Mouse (Foto: Divulgação)

E eis que o Modest Mouse volta – mas daquele jeito: uma volta rápida, meio torta e com um certo gosto amargo. O grupo lançou o single Look how far…, primeira música inédita desde o álbum The golden casket, de 2021. A faixa já vinha aparecendo em alguns shows recentes, mas agora ganha versão oficial. Por sinal, uma música curta e urgente, com menos de dois minutos, e letra quase declamada.

A gravação traz um detalhe curioso na formação: a bateria é de Janet Weiss, conhecida por seu trabalho no Sleater-Kinney e atualmente no Quasi. A presença dela dá à música um ritmo nervoso e preciso, enquanto Isaac Brock conduz a faixa com seu habitual sarcasmo.

A letra parece um recado muito bem dado a pessoas que se acham ungidas por algum poder divino: “Você disse que é parente de antigos reis ou czares / por que você não constrói uma máquina do tempo e mostra a eles o quanto você caiu? / veja o quão longe chegamos / meu deus, somos tão burros”.

O lançamento novo tem peso simbólico: a banda completa três décadas de discos em 2026. Desde o começo com This is a long drive for someone with nothing to think about, em 1996, até a popularidade indie alcançada com o álbum Good news for people who love bad news (2004), o Modest Mouse atravessou várias fases sem perder o gosto pelo desconforto e pela ironia.

Look how far…
parece lembrar exatamente disso — uma banda veterana que continua olhando para o mundo com o mesmo olhar meio torto de sempre. Pode ser que 2026 veja brotar mais lançamentos do grupo. Talvez, quem sabe.

Foto: Divulgação

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Hoobastank volta ao Brasil para seis shows

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Hoobastank - Foto: Divulgação

RESUMO: Hoobastank volta ao Brasil em novembro para seis shows, incluindo uma apresentação em São Paulo, trazendo hits como The reason e novidades como o single How do you sleep?, lançado em 2026.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Hoobastank volta ao Brasil em novembro para seis apresentações, incluindo o retorno a São Paulo quase 11 anos depois da primeira passagem da banda pelo país. O grupo californiano, conhecido pelo sucesso mundial de The reason, chega após participações no Rock in Rio Lisboa e no Vans Warped Tour, nos Estados Unidos.

A turnê começa em 1º de novembro, no Somos Rock Festival, em Vila Velha (ES), e passa por Belo Horizonte (Mister Rock, 2/11), Curitiba (Tork n’ Roll, 4/11), Campinas (MultiArena, 6/11), São Paulo (Terra SP, 7/11) e Nova Iguaçu (Rock Festival, 8/11). O show paulistano também terá apresentações de Di Ferrero e Dead Fish.

Aléxia será a convidada das cinco primeiras datas, com exceção do festival em Nova Iguaçu. A cantora, que lançou em 2026 o álbum Garra, vem de uma sequência de apresentações que inclui o João Rock, em Ribeirão Preto.

Formado em 1994, em Agoura Hills, na Califórnia, o Hoobastank chega ao Brasil com Doug Robb (vocais), Dan Estrin (guitarra), Chris Hesse (bateria) e Jesse Charland (baixo). A banda ganhou projeção internacional no começo dos anos 2000 com uma mistura de rock alternativo, pós-grunge e refrões melódicos.

O álbum Hoobastank, lançado em 2001, apresentou músicas como Crawling in the dark, Running away e Remember me, mas foi com The reason, de 2003, que o grupo alcançou seu maior sucesso. Produzido por Howard Benson, o disco chegou ao terceiro lugar da Billboard 200 e teve a faixa-título como um dos grandes hits do rock dos anos 2000.

Mais de 20 anos depois, a faixa continua encontrando novos públicos. The reason ultrapassou 1,5 bilhão de reproduções no Spotify e voltou a circular na cultura pop em momentos como a tendência #NotAPerfectPerson, no TikTok, e a presença na série Treta, da Netflix.

“Todos os dias, somos marcados em vídeos de pessoas fazendo versões da música. É incrível”, afirmou Dan Estrin sobre a permanência da faixa no cotidiano dos fãs.

Em 2026, o Hoobastank também apresentou uma nova música: How do you sleep?, primeiro lançamento inédito desde Push pull, de 2018. A faixa marcou o reencontro da banda com Howard Benson, produtor de Hoobastank e The reason, e foi apresentada ao vivo durante o Vans Warped Tour, em Washington, D.C.

“É bom voltar a lançar música nova. É como se uma válvula de pressão criativa tivesse sido aberta”, afirmou Doug Robb sobre o momento atual do grupo.

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SERVIÇO

Hoobastank em Vila Velha/ES
Data: 1/11, domingo
Evento: Somos Rock Festival
Local e endereço: ainda não divulgados oficialmente para a edição de 2026
Artista convidada: Aléxia
Ingresso aqui.

Hoobastank em Belo Horizonte/MG
Data: 2/11, segunda-feira
Local: Mister Rock
Endereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte/MG
Artista convidada: Aléxia
Ingresso aqui.

Hoobastank em Curitiba/PR
Data: 4/11, quarta-feira
Local: Tork n’ Roll
Endereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Rebouças, Curitiba/PR
Artista convidada: Aléxia
Ingresso aqui.

Hoobastank em Campinas/SP
Data: 6/11, sexta-feira
Local: MultiArena
Endereço: Avenida Dr. Antônio Carlos Couto de Barros, 2156, Jardim Conceição, Sousas, Campinas/SP
Ingresso aqui.
Artista convidada: Aléxia

Hoobastank em São Paulo/SP
Data: 7/11, sábado
Local: Terra SP
Endereço: Avenida Salim Antônio Curiati, 160, Campo Grande, São Paulo/SP
Artistas convidados: Aléxia + Di Ferrero + Dead Fish
Ingresso aqui.

Hoobastank em Nova Iguaçu/RJ
Data: 8/11, domingo
Cidade: Nova Iguaçu/RJ
Evento: Rock Festival
Local e endereço: ainda não divulgados oficialmente para a edição de 2026
Ingresso: em breve

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Mike Joyce e Stephen Street vão celebrar os 40 anos de “The queen is dead”, dos Smiths

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Mike Joyce e Stephen Street vão celebrar os 40 anos de “The Queen Is Dead”, dos Smiths

RESUMO: Mike Joyce, baterista dos Smiths, e Stephen Street, engenheiro de som de The queen is dead, celebram os 40 anos do clássico álbum com uma série de encontros no Reino Unido sobre gravações, histórias e bastidores do disco.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Um dos discos mais importantes do rock britânico vai ganhar uma comemoração diferente. Mike Joyce, baterista dos Smiths, e Stephen Street, engenheiro de som de The queen is dead, anunciaram uma série de encontros pelo Reino Unido para marcar os 40 anos do terceiro álbum da banda, lançado em 16 de junho de 1986.

A proposta é revisitar o disco faixa por faixa, com Joyce e Street (que aparece denominado como co-produtor no material da tour) contando histórias das gravações, detalhes do processo de produção e lembranças das sessões que deram origem a um dos trabalhos mais influentes da música britânica. Os eventos também terão imagens raras de arquivo, objetos ligados à produção do álbum, sessões de perguntas dos fãs e autógrafos.

A turnê começa em 1º de outubro, em Stockton, e passa por cidades como Manchester, Liverpool, Sheffield e Edimburgo, antes de terminar em 5 de dezembro, no Kings Place, em Londres.

Apesar de Mike Joyce ser o único integrante dos Smiths envolvido na celebração, Stephen Street tem uma ligação importante com a história da banda. Além de The queen is dead, o músico, técnico de som e produtor trabalhou posteriormente com nomes como Blur e The Cranberries.

A homenagem também evidencia a distância cada vez maior entre os integrantes remanescentes do grupo. O guitarrista Johnny Marr, que tá vindo ao Brasil, já afirmou diversas vezes que não tem interesse em uma reunião dos Smiths, enquanto a relação com Morrissey continua marcada por conflitos públicos. Nos últimos meses, os dois voltaram a trocar declarações sobre a trajetória da banda e suas diferenças pessoais. Joyce chegou a comentar que o ex-cantor da banda “parece muito irritado com muitas coisas”.

Com a morte do baixista Andy Rourke, em 2023, uma volta dos Smiths se tornou ainda mais improvável. A turnê de Joyce e Street surge, então, como uma oportunidade rara de revisitar The queen is dead a partir do olhar de quem esteve diretamente envolvido em sua criação.

E olha aí o cronograma da tour.

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Malvisto e SHFR adiantam álbum colaborativo com singles e convidados

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Malvisto e SHFR - Foto: Nicolas Moura / Divulgação

RESENHA: Malvisto e SHFR apresentam Não me deixe só, segundo single de Vantagens de um céu nublado, álbum colaborativo que mistura rock, hip hop e dub em canções sobre afetos, perdas e transformações.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Nicolas Moura / Divulgação

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Malvisto e SHFR seguem revelando aos poucos o universo de Vantagens de um céu nublado, álbum colaborativo previsto para setembro. Depois de apresentar Fuja, a dupla agora lança Não me deixe só, segundo single do projeto, desta vez com participação da cantora Angelís.

Se Fuja falava da necessidade de romper com caminhos impostos e escapar de um sistema que parece decidir o futuro antes mesmo das escolhas serem feitas, Não me deixe só muda o foco para os afetos. A nova faixa acompanha uma relação que nunca termina de fato, mas também nunca encontra um ponto de estabilidade, vivendo entre despedidas, lembranças e tentativas de fazer algo permanecer.

  • Yu Musick celebra a transformação no single Des-rat

Musicalmente, o disco também vai mostrando suas diferentes facetas. Fuja, que contou com Ricardo Paes (da banda Naimaculada), mistura rock, hip hop e dub em um ambiente sombrio, reforçado pelo clipe em preto e branco dirigido por Cainã Tavares. Já Não me deixe só aposta em grooves mais marcantes e uma atmosfera melancólica e cinematográfica, aproximando referências que vão de Little Simz e Maria Beraldo a Blur e Jeff Buckley.

A participação de Angelís amplia esse clima de incerteza, somando uma segunda voz a uma música que trata do desejo de manter vínculos mesmo quando tudo parece passageiro. Já Ricardo Paes trouxe peso a Fuja, reforçando o caráter coletivo de uma faixa inspirada pela cena independente paulistana que se formou em torno da casa de shows A Porta Maldita.

Produzido entre São Paulo, Maceió, Porto Alegre e Barcelona, Vantagens de um céu nublado vem sendo apresentado como um álbum que cruza diferentes linguagens musicais para falar de temas como deslocamento, amor, perda e transformação. Pelos dois primeiros singles, fica claro que Malvisto e SHFR preferem explorar esses assuntos por caminhos bastante diferentes, sem abrir mão de uma identidade comum.

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