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Cultura Pop

Brian Eno peladão

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Brian Eno peladão

Em 1974, Brian Eno era apenas um cara magricelo, que tinha iniciado uma carreira de cantor-compositor solo e produtor, recém-deixara o valoroso posto de tecladista do Roxy Music e – rapaz! – vangloriava-se de ter pego mais mulheres que o cantor do Roxy, Bryan Ferry. Se você não conhece nem mesmo o clássico disco Here come the Warm Jets, primeiro solo de Brian, lançado naquele ano, vá ouvir já. Volta aqui depois.

A demanda nessa época por, digamos, trabalhos artísticos de Brian Eno era tão grande que, conta-se, o músico posou como veio ao mundo para uma revista bem inusitada que chegara no mercado. Em outubro de 1973 uma das grandes novidades nas bancas era uma publicação chamada Viva, editada por Bob Guccione (Penthouse) e que entrava no ainda incipiente negócio de revistas liberais para mulheres – liderado pela Playgirl, da Playboy. Era, nas palavras de Guccione, uma publicação para a mulher “luxuriosa, real, infatigável, pé no chão, atraente, brilhante, sexy e intransigente” dos anos 1970.

Brian Eno peladão

Viva trazia resenhas, matérias sobre comportamento, sexualidade, feminismo e… fotos de homens em poses sensuais. Ou de casais dando aquela aproximada básica na cama. Olha aí em cima algumas capas da revista – que durou até 1980 nas bancas.

A tal história de que Brian Eno teria posado peladão para a Viva foi lembrada tem um tempinho pelo próprio músico, em sua conta no Twitter. E é uma história mais enrolada e cheia de furos do que se pode imaginar.

Primeiro porque essas fotos sequer foram publicadas na revista. O que se sabe do assunto é basicamente esse artigo que Brian compartilhou aí em cima, e que saiu na Creem de dezembro de 1974, e que foi escrito por Kathy Miller. Eno: Nu e neurótico dá conta de que Brian foi ser entrevistado para a publicação e Simon Puxley, assessor de imprensa dele, sugeriu que seu pupilo fizesse “fotos de teste ” para a revista. O único problema é que Eno não queria fazer fotos sem roupa com um fotógrafo homem. “Não poderia fazer isso, seria muito embaraçoso”, disse, antes de completar que, mesmo assim, milhares de pessoas já o tinham visto peladão.

Aqui você confere o artigo todo em inglês. Para as fãs de Eno vão aí algumas ideias do que poderiam ter sido as tais fotos: 1) Puxley deixou claro que a Viva não queria mostrar as partes pudendas do músico; 2) Eno teria sido clicado tocando um copo de vinho branco “decadentemente” e “chamando uma garota ao telefone enquanto estava nua”; 3) Declarou coisas como “estou muito satisfeito comigo mesmo… Exceto pelos meus joelhos. Eles não vão me rejeitar por meus joelhos, vão? Sim, meus joelhos e meus pés. Eu odeio meus pés”.

No final, Eno preferiu deixar as fotos pra lá e ainda teria dito ao fotógrafo que “se essas imagens chegarem em uma revista gay, vou quebrar os seus óculos!”.

“Nossa, eu estava doida (o) para ver Brian Eno pelado, não acredito que perdi meu tempo lendo isso”. Foi mal. Já que você chegou até aqui, pega aí Floating in sequence, piratão de Eno feito com gravações da BBC.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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