Cultura Pop
Disco maldito de Prince tá a venda por US$ 20 mil: uma cópia só

O que mais tem é história sobre (e desencadeada por) Black album, disco que Prince gravou e embalou para lançamento há trinta anos, mas não chegou às lojas. Conhecido como “a Bíblia do funk” e realizado numa época em que tinha muito fã do cantor achando que o som dele estava ficando muito mais próximo do rock, ele chegou a ser prensado em LP e teve quase todas as suas 500 mil cópias destruídas a mando do artista.
Entre as fofocas, estão a de que Prince teve uma “revelação espiritual”. E, a partir dela, passou a ver o disco como “maléfico”. No disco, Prince incorpora personagens. Um deles é Camille, alter-ego feminino sob cuja identidade tinha feito um disco em 1986, também engavetado – e que ele tomou como “força orientadora” do Black album. O outro é o de um sujeito que teria sido traído pela namorada com um sujeito chamado Bob George, um personagem fictício que “administra a carreira de Prince”. Foi daí que surgiu a faixa Bob George.
Há quem diga que o problema todo com o Black album surgiu porque a Warner, gravadora do baixinho, queria que o disco saísse com o nome dele na capa. E Prince, pretendendo fazer uma resposta funky ao White album dos Beatles, ficou puto. Seja como for, algumas cópias sobraram da destruição e foram dadas a algumas pessoas, entre executivos da Warner e radialistas. Outras circularam em lojas, trocando de mãos a peso de ouro. Numa dessas, o radialista carioca José Roberto Mahr conseguiu uma cópia em cassette do disco e tocou em seu programa Novas tendências, na Fluminense e na 89 FM. Por causa disso, vários fãs ligaram para as rádios pedindo cópias da fita e até a operação brasileira da Warner mandou seu departamento jurídico procurar as duas emissoras.

Na época, já preparando o disco Lovesexy – que saiu em 1988 e trazia uma música do Black album, When 2R in love – Prince saiu de seu casulo para se dizer bastante preocupado com o fato dos fãs estarem comprando cópias piratas de seu disco maldito. A ideia do cara: encartou uma mensagem EXTREMAMENTE secreta no clipe do single Alphabet street, em que se lia “por favor, não compre Black album. Desculpe”. Essa mensagem aparece assim que Prince segura uma bengala, logo no começo do vídeo, e tira o objeto de cena, e dura um pentelhésimo de segundo. O máximo que conseguimos captar da mensagem tá na foto aí em cima, e aparece aos 26, 27 segundos.
O conteúdo do Black album foi devidamente revelado ao público de Prince em 1994, quando saiu uma edição limitada em CD. Hoje, qualquer pessoa que tenha internet (duh) pode ouvir o disco, já que jogaram as músicas no YouTube – é a playlist aí de cima. Mas o originalzão de 1987 ainda chama a atenção. E tem uma (u-ma!) cópia à venda na loja do site Recordmecca. Olha aí.
O dono do site, Jeff Gold, era executivo da Warner e recebeu cinco cópias de um ex-colega de selo. Gold pôs três dessas cópias pra jogo e sobrou só uma. US$ 20 mil pagam tudo. E aí, vai nessa?
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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