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Angine de Poitrine tem música nova. E apresenta o som no programa de Jimmy Fallon

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Angine de Poitrine tem música nova. E apresenta o som no programa de Jimmy Fallon

RESUMO: O duo francês Angine de Poitrine estreia na TV americana no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon com Zugzegk, faixa inédita, dançante, experimental e bem-humorada.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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De saco cheio do Angine de Poitrine? Poxa, mas logo agora que o Google criou até uma página especial pra eles (busque o nome deles lá pra ver o que acontece)… E logo agora que a banda apareceu até no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon – foi nesta segunda (14), marcando a estreia do duo na TV dos EUA.

A banda foi lá com suas roupas de sempre, apresentar uma música nova, Zugzegk – que é a primeira canção da banda a surgir após o disco Vol. II, e não saiu ainda nas plataformas ou em formato físico. Detalhe que, como bem resumiu o site Rocksound.tv, agora não tem mais volta: a música é bem dançante, experimental e bem humorada (ao que parece, “zugzegk” é uma referência ao ruído feito quando a gente solta catarro – pelo menos tem gente comentando isso por aí, e foi o ruído que Jimmy fez quando apresentou o som).

Depois da performance, Jimmy Fallon foi até o palco para cumprimentar a dupla, e no papo, os brincaram dizendo que não eram deste planeta, por causa do figurino usado por eles.

E aí, curtiu a nova do Angine?

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Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Gaê transforma a espera num filme musicado, no single “Antecipações”

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RESUMO: Preparando disco solo após mais de oito anos de trabalho na cena independente paulista, Gaê lança single Antecipações e transforma a espera por um encontro num filme musicado.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Côrtes e Isabela Etchenique / Divulgação

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“É quase como adentrar o universo de um filme”, diz Gaê sobre Antecipações, single que transforma o desejo antes de um encontro em uma espécie de narrativa sonora. A faixa é a primeira amostra do álbum de estreia da cantora, compositora e multi-instrumentista paulistana, previsto para setembro – e que ela prepara após mais de oito anos de atuação na cena independente de São Paulo.

A música parte justamente desse momento em que a experiência ainda não aconteceu, mas já existe na imaginação. À medida que os instrumentos entram, a canção muda de atmosfera e cria diferentes “cenas cinematográficas”, como descreve Gaê. O arranjo reúne trombones de Antônio Neves, baixo de Marcelo Cabral e sintetizadores de Jonas Sá.

Produzida por Biel Basile, d’O Terno, e Sessa, Antecipações foi gravada em fita, com violão, bateria e baixo registrados ao vivo na mesma sala. Parte das vozes também veio dessas sessões. A escolha por manter a interação entre os músicos ajuda a dar à faixa um caráter orgânico, mesmo quando sintetizadores e outras camadas entram na construção.

O resultado aproxima a canção brasileira de uma produção mais contemporânea, sem esconder referências à Tropicália e a outras tradições da música nacional. Em vez de separar composição, arranjo e produção, Gaê trabalha essas etapas como partes de uma mesma construção. A faixa cresce a partir disso: o que começa como uma ideia de desejo vai ganhando corpo conforme baixo, metais, bateria, violão, voz e elementos eletrônicos ocupam seus espaços.

E Antecipações tá aí.

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Dona Helena ironiza a meritocracia no post-rock de “Seu Antônio S/A”

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Dona Helena ironiza a meritocracia no post-rock de “Seu Antônio S/A”

RESUMO: Em Seu Antônio S/A, o trio de Guarulhos Dona Helena transforma a história de um trabalhador endividado em crítica à meritocracia, misturando post-rock, pós-punk e stoner no quarto single do EP Ergam os cálices.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Meritocracia, é? A banda Dona Helena, de Guarulhos (SP), tem algumas coisas a dizer sobre isso com o single Seu Antônio S/A, que une estilos como post-rock, pós-punk e até stoner, para contar a história de um trabalhador idoso que jamais conseguiu juntar grana pra comprar uma casa, e que está cheio de dívidas.

Na letra, Seu Antônio ainda precisa resolver um outro problema: escapar de pessoas que vêm aporrinhar seu saco perguntando porque é que ele não estudou, investiu ou montou um empresa. “A música traduz o esgotamento mental em som: começa com uma tensão arrastada e melancólica na praça e evolui para uma explosão caótica e barulhenta de guitarras saturadas quando o personagem, levado ao limite, resolve incendiar a prefeitura local”, avisa a banda.

“Nosso som é feito de vibração, tensão e euforia. Seu Antônio S/A condensa tudo isso na letra e na dinâmica instrumental. É a música perfeita para abrir os caminhos da van na estrada e mostrar a força do nosso show para novos públicos”, destacam Vitu Lopes (voz e guitarra), Joãozinho (baixo) e Luiz Moreira (bateria).

Seu Antônio S/A é o quarto single do EP Ergam os cálices, previsto para novembro. Antes haviam saído as músicas São Paulo, Cegos do que vimos e Baião (Agro é tech). E com a nova música, o trio anuncia sua primeira turnê interestadual, passando pelo interior de SP e por cidades do Rio.

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“Produto do grito”: Marcelo Lobato transforma berro do parto em reflexão sobre desigualdade

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Marcelo Lobato - Foto: Rodrigo Ferraz / Divulgação

RESUMO: Em Produto do grito, o ex-O Rappa Marcelo Lobato, em parceria com o irmão Marcos, usa o primeiro grito de um bebê como metáfora para falar de pertencimento, desigualdade, conflitos e condição humana.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Rodrigo Ferraz / Divulgação

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Produto do grito é o novo single do ex-O Rappa Marcelo Lobato, que parte de uma imagem bastante simples — o primeiro grito de um bebê ao nascer — para chegar a uma questão bem menos simples: o que aconteceu com a ideia de que, apesar de todas as nossas diferenças, começamos mais ou menos do mesmo lugar?

A música tem composição de Marcelo e letra de Marcos Lobato e dá continuidade a uma fase do trabalho do artista que já passou pelo cotidiano urbano, em Intervalo entre carros, e pela condição humana, em Gênero humano. Aqui, o nascimento vira uma espécie de metáfora para falar de pertencimento, desigualdade e conflitos.

“Estamos todos no mesmo sopro, no mesmo barco e saímos, supostamente, do mesmo ninho. Somos projeção desse mesmo ninho, ou seja o útero”, explica Marcos. Só que sair desse “ninho” não é exatamente uma experiência tranquila. O grito do recém-nascido aparece na música como o primeiro contato com um mundo que ninguém controla. “Gritamos em desespero porque fomos cuspidos e projetados em um mundo caótico, inaudito, novo e imprevisível, cada um com suas características, habilidades e deficiências”, diz o letrista.

A partir daí, Produto do grito amplia a metáfora para a vida em sociedade. Todos partem de uma condição humana semelhante, mas acabam disputando espaço, recursos e poder. “Deveríamos formar juntos uma sociedade gregária e colaborativa, mas seguimos disputando comida, terra e posição de destaque”, afirma Marcos.

A música, porém, não termina exatamente no pessimismo. Se o nascimento representa uma experiência comum, talvez essa origem compartilhada também possa servir para lembrar que as diferenças não precisam necessariamente resultar em conflito. “Fomos todos obrigados a desapegar do calor do ventre e lançados ao frio, ao calor e ao vento. Apesar disso, podemos ser o fim da discórdia. Podemos superar nossas diferenças”, completa.

Produzida no Estúdio Jimo, Produto do grito mantém a mistura de timbres e a experimentação que vêm marcando o trabalho solo de Marcelo Lobato. É uma música que prefere levantar uma questão a entregar uma resposta pronta — começando pelo momento em que, literalmente, todo mundo entra no mundo gritando.

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