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Carlinhos Carneiro transforma “Tony Ramos” em som com cara de anos 1990

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Carlinhos Carneiro (Foto: Gabriel Not / Divulgação)

RESUMO: Carlinhos Carneiro resgata Tony Ramos em versão de estúdio inspirada nos anos 1990 e no Jon Spencer Blues Explosion, agora como parte de sua carreira solo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Not / Divulgação

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Última faixa a entrar no álbum Hotel Ritz, lançado por Carlinhos Carneiro no ano passado ao lado da banda Os Excelents Animais, Tony Ramos acabou entrando no disco só em versão ao vivo. Pra quem sentia falta de uma versão em estúdio, o músico gaúcho, criador da banda Bidê Ou Balde, decidiu entregar a leitura feita entre-quatro-paredes da faixa, em clima rocker tramado por ele ao lado dos parceiros de estrada Mauricio Chaise, Fu_k the Zeitgeist, Lucas Juswiak e Guilherme Schwertner.

Quem escutou a música no álbum, lembra: Carlinhos dá uma zoada no fato da Globo sempre usar Tony Ramos para simultaneamente representar o brasileiro comum, mas também fazer de tudo um pouco – se você assiste novelas, já viu Tony interpretar gregos, italianos, pai, filho, avô, neto. Aquela coisa da grande mídia, que cria um monte de dilemas de representação identitária na TV (tipo a novela O Clone, em que o núcleo marroquino era composto basicamente de atores com sobrenomes italianos, de Giardini a Sabatella, ou as milhões de vezes em que atores das mais variadas origens interpretaram asiáticos na TV).

  • Resenhamos Hotel Ritz, de Carlinhos Carneiro e os Os Excelents Animais, aqui.

“Tony Ramos tinha sido a última que a gente incluiu no Hotel Ritz, fizemos questão de colocar ela como bônus no disco, com aquela barulheira e emoção necessárias de uma música ao vivo. Disso, sentimos falta de uma versão de estúdio, então eu e o Fu_k the Zeitgeist juntamos a gurizada com algumas participações especiais nos refrões, trazendo uma sonoridade bem mais popzera, puxando um som dos anos 90, em um modelo mais curto, como se fosse um Jon Spencer Blues Explosion dos dias de hoje”, conta Carlinhos.

Uma outra novidade que Tony Ramos traz ao universo de Carlinhos é que daqui pra frente, ele está 100% em carreira solo. Ou seja: projetos antigos como Bife Simples, Império da Lã e até Bidê ou Balde vão ficar de lado, porque o foco é na carreira solo, e não em identidades “cada vez mais confusas e tentaculosas”, como diz o texto de lançamento da nova música. Vêm mais novidades aí.

Confira as duas versões de Tony Ramos abaixo.

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Gillian Gilbert (New Order): “Stephen Morris está bem. Sou eu que estou com câncer”

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New Order (Foto: Divulgação)

RESUMO: Após uma entrevista de Stephen Morris gerar confusão sobre seu estado de saúde, Gillian Gilbert esclarece que é ela quem enfrenta um câncer e pede privacidade durante o tratamento.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Aparentemente rolou uma baita confusão (ou sei lá o que) no papo de Stephen Morris, baterista do New Order, com a Rolling Stone, na semana passada. O músico explicou que provavelmente não compareceria à cerimônia de entrada da banda para o Rock and Roll Hall Of Fame nem participaria da próxima turnê sul-americana do New Order, porque estava “com um pequeno problema de saúde no momento, que me impede de sair do país por muito tempo”, disse. “Não quero me alongar sobre qual é essa doença, mas é bastante séria. Não é algo para o qual alguém vá encontrar uma cura”.

Só que, em um novo comunicado do New Order, a tecladista Gillian Gilbert – esposa de Stephen há 32 anos e membro original da banda – revelou que, na verdade, é ela quem está com o problema de saúde. “Agradeço a todos que entraram em contato após a recente entrevista de Stephen à Rolling Stone“, escreveu Gillian. “Ficamos incrivelmente comovidos com todas as palavras gentis e votos de melhoras. Gostaria de esclarecer um mal-entendido ocorrido durante a entrevista, na qual alguns comentários foram mal interpretados, levando as pessoas a acreditarem que Stephen está gravemente doente. Felizmente, ele está bem. Na verdade, sou eu quem, como muitas outras pessoas, está convivendo com o câncer”.

“Entendemos perfeitamente como o mal-entendido surgiu e simplesmente queríamos garantir que a informação correta fosse compartilhada. Somos imensamente gratos pela gentileza e apoio de todos e agradeceríamos a privacidade enquanto continuo meu tratamento”, concluiu ela.

  • Mais Joy Division e New Order no Pop Fantasma aqui e aqui.

A notícia de um problema de saúde afetando um membro do New Order surgiu no final de junho, quando a banda anunciou que Stephen Morris e Gillian Gilbert ficariam de fora da próxima turnê pela América do Sul, que passa por SP – e que da formação original, estaria apenas Bernard Sumner, cantor e guitarrista. O ex-baixista Peter Hook aproveitou para alfinetar Stephen, dizendo que havia ouvido falar que ele e a esposa haviam saído da banda (e não haviam apenas “se afastado”, como estavam falando). “Então agora o Barney é o New Order. O que é bem interessante. Ele até já agendou um show no Chile, onde vai se apresentar como o único membro do New Order, o que é muita hipocrisia”, falou ao NME.

Hook também é o único integrante original do New Order e do Joy Division a já avisar que irá à cerimônia de entrada das duas bandas no Rock And Roll Hall Of Fame, em novembro. “Eles não disseram se vão participar; para ser honesto, não faço ideia. Eu vou, com certeza. Estou ansioso”, diz Hook, que está animadaço de verdade para bater um papo com os irmãos Gallagher, do Oasis, e disse que na ocasião pode até atuar como baixista do grupo. “Eles são fãs assumidos de Joy Division/New Order, da Hacienda, de Madchester, de tudo isso. É absolutamente maravilhoso fazer parte da vida deles dessa forma. Vai saber: eu posso estar no Oasis naquela noite (da cerimônia de indução)“.

E é isso. Força para Gillian e Stephen.

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[The] Music of Sound transforma gentileza em dream pop cinematográfico

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[The] Music of Sound - Foto: Divulgação

RESUMO: O grupo britânico-indiano [The] Music of Sound cruza dream pop, eletrônica e texturas cinematográficas em Shimmer, single sobre empatia, união e resistência à intolerância.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Shimmer é uma música sobre escolher a gentileza em meio a um mundo marcado por medo, ódio e divisão. O novo single do grupo britânico-indiano [The] Music of Sound foi lançado em 7 de agosto e reúne dream pop, eletrônica e elementos de composição cinematográfica em uma faixa de atmosfera ampla.

Formado em Londres por Sherin (voz), Aniya (voz, teclados), Neil March (piano, backing vocals) e Elena Trent (flauta), o grupo combina diferentes gerações e experiências musicais. Sherin, cantora de origem sul-indiana, divide os vocais com a flauta de Elena e o piano de Neil, criando uma sonoridade que passa por camadas eletrônicas, harmonias e texturas mais etéreas. Shimmer mantém essa combinação, mas coloca no centro uma mensagem de união diante da intolerância.

“Queríamos que a música transmitisse uma mensagem clara de esperança e de crença na bondade e na união, em vez do ódio e da divisão. Há uma frase que diz ‘os covardes vitimizam, mas os corajosos são sempre gentis’, que resume o que sentimos”, diz Sherin. Nomes como Beach House, Saint Etienne, Chromatics e Future Islands costumam ser citados quando o assunto são músicas como Shimmer.

A faixa foi gravada pelo próprio trio e masterizada por Mark L. Beazley. A letra parte de temas que aparecem também em outros trabalhos do grupo, como identidade, empatia, antifascismo e convivência entre diferentes culturas.

A formação atual começou a tomar forma em 2024, quando Sherin se mudou para o Reino Unido para seguir carreira musical. Ela conheceu Neil March na faculdade de música ICMP, em Londres, e passou a integrar o projeto ao lado da flautista Elena.

March havia criado [The] Music of Sound originalmente para uma apresentação no palco do programa BBC Introducing no festival Latitude, e o projeto passou por diferentes fases até chegar à atual combinação de dream pop e música eletrônica.

Antes de Shimmer, o grupo lançou os singles Tyche, Paradigm e Ebbw vale. Segundo o grupo, a nova faixa dá continuidade a essa pesquisa sonora, mas aposta em uma abordagem mais direta sobre os conflitos sociais contemporâneos. E em 9 de outubro, por sua vez, sai Danger danger, a música mais política que a banda já fez, segundo eles próprios.

“Foi uma decisão deliberada escrever uma música que não deixasse dúvidas sobre o que pensamos da extrema-direita e de todos os covardes na mídia e na política que lhes dão voz”, anuncia Sherin.

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Angine de Poitrine tem música nova. E apresenta o som no programa de Jimmy Fallon

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Angine de Poitrine tem música nova. E apresenta o som no programa de Jimmy Fallon

RESUMO: O duo francês Angine de Poitrine estreia na TV americana no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon com Zugzegk, faixa inédita, dançante, experimental e bem-humorada.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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De saco cheio do Angine de Poitrine? Poxa, mas logo agora que o Google criou até uma página especial pra eles (busque o nome deles lá pra ver o que acontece)… E logo agora que a banda apareceu até no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon – foi nesta segunda (14), marcando a estreia do duo na TV dos EUA.

A banda foi lá com suas roupas de sempre, apresentar uma música nova, Zugzegk – que é a primeira canção da banda a surgir após o disco Vol. II, e não saiu ainda nas plataformas ou em formato físico. Detalhe que, como bem resumiu o site Rocksound.tv, agora não tem mais volta: a música é bem dançante, experimental e bem humorada (ao que parece, “zugzegk” é uma referência ao ruído feito quando a gente solta catarro – pelo menos tem gente comentando isso por aí, e foi o ruído que Jimmy fez quando apresentou o som).

Depois da performance, Jimmy Fallon foi até o palco para cumprimentar a dupla, e no papo, os brincaram dizendo que não eram deste planeta, por causa do figurino usado por eles.

E aí, curtiu a nova do Angine?

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