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“Produto do grito”: Marcelo Lobato transforma berro do parto em reflexão sobre desigualdade

RESUMO: Em Produto do grito, o ex-O Rappa Marcelo Lobato, em parceria com o irmão Marcos, usa o primeiro grito de um bebê como metáfora para falar de pertencimento, desigualdade, conflitos e condição humana.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Rodrigo Ferraz / Divulgação
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Produto do grito é o novo single do ex-O Rappa Marcelo Lobato, que parte de uma imagem bastante simples — o primeiro grito de um bebê ao nascer — para chegar a uma questão bem menos simples: o que aconteceu com a ideia de que, apesar de todas as nossas diferenças, começamos mais ou menos do mesmo lugar?
A música tem composição de Marcelo e letra de Marcos Lobato e dá continuidade a uma fase do trabalho do artista que já passou pelo cotidiano urbano, em Intervalo entre carros, e pela condição humana, em Gênero humano. Aqui, o nascimento vira uma espécie de metáfora para falar de pertencimento, desigualdade e conflitos.
“Estamos todos no mesmo sopro, no mesmo barco e saímos, supostamente, do mesmo ninho. Somos projeção desse mesmo ninho, ou seja o útero”, explica Marcos. Só que sair desse “ninho” não é exatamente uma experiência tranquila. O grito do recém-nascido aparece na música como o primeiro contato com um mundo que ninguém controla. “Gritamos em desespero porque fomos cuspidos e projetados em um mundo caótico, inaudito, novo e imprevisível, cada um com suas características, habilidades e deficiências”, diz o letrista.
A partir daí, Produto do grito amplia a metáfora para a vida em sociedade. Todos partem de uma condição humana semelhante, mas acabam disputando espaço, recursos e poder. “Deveríamos formar juntos uma sociedade gregária e colaborativa, mas seguimos disputando comida, terra e posição de destaque”, afirma Marcos.
A música, porém, não termina exatamente no pessimismo. Se o nascimento representa uma experiência comum, talvez essa origem compartilhada também possa servir para lembrar que as diferenças não precisam necessariamente resultar em conflito. “Fomos todos obrigados a desapegar do calor do ventre e lançados ao frio, ao calor e ao vento. Apesar disso, podemos ser o fim da discórdia. Podemos superar nossas diferenças”, completa.
Produzida no Estúdio Jimo, Produto do grito mantém a mistura de timbres e a experimentação que vêm marcando o trabalho solo de Marcelo Lobato. É uma música que prefere levantar uma questão a entregar uma resposta pronta — começando pelo momento em que, literalmente, todo mundo entra no mundo gritando.
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Oasis confirma Live ’27 com shows na Europa e Estados Unidos; Manchester terá 11 datas

A espera acabou: o Oasis anunciou nesta segunda (14) as primeiras datas da Live ’27, nova série de shows da banda para 2027. O grupo vai passar por Inglaterra, Escócia, Irlanda, Alemanha, Holanda, França, Espanha, Itália e Estados Unidos. E não haverá venda geral de ingressos: quem quiser tentar comprar uma entrada terá que fazer um registro no site oficial da banda até 17 de setembro.
O anúncio chega dois anos depois da Live ’25, a turnê que marcou a volta dos irmãos Gallagher aos palcos depois de mais de 15 anos separados. A reunião rapidamente ganhou proporções gigantescas e transformou a volta do Oasis em um dos maiores acontecimentos do rock dos últimos anos. Agora, a banda já está solta a continuação.
O Oasis vinha alimentando a expectativa nas últimas semanas com pequenos vídeos e pistas sobre os países que entrariam na rota. Na quinta-feira passada, a banda ainda repetiu um dos truques usados durante a turnê anterior: um espetáculo de drones nos arredores do Etihad Stadium, em Manchester, casa do Manchester City e time de coração de Liam e Noel Gallagher.
A mensagem exibida no céu anunciava que as datas seriam reveladas nesta segunda-feira, ao meio-dia no horário de Brasília. E foi o que aconteceu. Entre os planos estão novas passagens por grandes espaços britânicos. Knebworth aparece novamente na história (falamos que a banda poderia passar pela região). O Etihad Stadium já tem onze datas anunciadas.
Na semana passada chegou oficialmente aos cinemas o filme Oasis: Live ’25 – Don’t look back in anger, que acompanha a história da reunião e registra momentos da turnê de retorno. O material inclui imagens dos shows realizados em São Paulo, que também fizeram parte da gigantesca volta da banda.
Ainda não há datas anunciadas para o Brasil nesta primeira leva. Por enquanto, o recado do Oasis é outro: a reunião não foi apenas uma temporada de nostalgia. Dois anos depois de voltar aos palcos, a banda já está preparando mais uma rodada de shows.
E, considerando a quantidade de estádios envolvida, parece que ainda tem bastante gente querendo cantar Oasis!
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Stephen Morris fala sobre doença que o afastou do New Order: “É bastante séria”

RESUMO: Stephen Morris, baterista do New Order, prefere não dar o nome, mas diz ter se afastado da banda por causa de uma enfermidade “bastante séria” e que “não é algo para o qual alguém vá encontrar uma cura”.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Num papo recente com a Rolling Stone, Stephen Morris, baterista do New Order, abriu mais ou menos o jogo sobre os problemas de saúde que afastaram a ele e a esposa Gillian Gilbert dos shows da banda. Ele não falou o nome da doença, mas disse ser uma enfermidade “bastante séria”.
Stephen e a esposa recentemente tentaram ir a Nova York para conferir a exposição do baú do vocalista do Joy Division, Ian Curtis (a mostra Ian Curtis: Insight, da qual falamos aqui). Mas o baterista disse que a visita de dois dias “terminou em desastre”. “Não posso dizer que as coisas vão melhorar, porque não vão”, acrescentou.
Quando perguntado se espera voltar a tocar com a banda algum dia, Morris respondeu: “Não sei. Eu realmente não quero me alongar sobre o que é essa doença, mas é bem séria. Não é algo para o qual alguém vá encontrar uma cura”, disse. Morris também afirmou que pode, talvez, fazer shows perto de casa, já que continua próximo de Sumner, Phil Cunningham e Tom Chapman. “Eu realmente não consigo ficar sem fazer música”, disse. “Se fosse um show aqui perto, tenho certeza de que tudo daria certo”.
Stephen acabou falando também sobre seu ex-colega de banda Peter Hook, brigadíssimo com todo mundo do New Order – e que segue tocando material do NO e do Joy Division com o projeto The Light. Será que pode haver uma reconciliação? “Não sei. Dizem que a vida é muito curta”, respondeu Morris, que comentou também que, se o New Order gravasse novamente com Hook, a música provavelmente teria “uma longa introdução”. Morris também afirmou que Hook é “uma pessoa bastante raivosa” e disse achar que o baixista “não parecia feliz no New Order e não parece feliz tocando músicas do New Order”.
O New Order abre a tour sul-americana com dois shows em São Paulo nos dias 23 e 25 de novembro, antes de seguir para o Chile, Argentina, Peru e Colômbia. Stephen e Gillian ficam de fora – e sabe-se lá se irão conseguir ir à cerimônia de indução do Joy Division e do New Order ao Rock & Roll Hall of Fame, em 14 de novembro, em Los Angeles. As duas bandas serão homenageadas juntas, com Ian Curtis, Gilbert, Peter Hook , Morris e Bernard Sumner nomeados como membros da turma.
Uma novidade do JD que tá chegando aí é a caixa Eternal (Live), contendo praticamente tudo que existe de gravações da banda ao vivo. São 16 álbuns ao vivo completos, distribuídos em 14 CDs, além de dois DVDs (e você achando que o formato já tinha acabado…).
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ExoEsqueleto retoma carreira unindo ijexá, afrobeat e rock em “Ifé”

RESUMO: Após oito anos sem lançar material novo, a baiana ExoEsqueleto volta com Ifé, faixa inspirada na paternidade que mistura ijexá, afrobeat e rock e marca o primeiro clipe da banda.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Vitor Charotta / Divulgação
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A banda baiana ExoEsqueleto voltou a lançar material novo com Ifé, primeiro single do grupo desde 2018. A faixa também ganhou o primeiro videoclipe da carreira do quarteto, formado em Salvador por André Dias (guitarra e voz), Cadinho Almeida (baixo), Heverton Diodé (percussão) e Renato Almeida (bateria).
Composta em 2015 (tem até um vídeo gravado há nove anos, da banda tocando a faixa, no YouTube), Ifé foi inspirada na notícia de que Renato teria um filho. O nome Ifé vem do iorubá e significa amor. “A letra é como eu imagino ser a construção de um amor por um filho: começa com a preocupação com as mudanças que virão a seguir e termina com o amor consumado, a criança nascida, a vida acontecendo”, explica André Dias.
A música mistura ijexá, afrobeat e rock, combinação que já aparece na trajetória da banda. O registro foi produzido, mixado e masterizado por André T., que também participa da gravação nos teclados. Conhecido pelo trabalho com nomes como Pitty, Cascadura e Vivendo do Ócio, o produtor ajudou a organizar a mistura de ritmos e peso da faixa.
Formada em 2012, a ExoEsqueleto reúne integrantes que passaram por bandas como Headfones e Sine Qua Non. O grupo trabalha com referências de stoner rock, blues, ritmos afro-brasileiros e música negra, além de elementos experimentais. E Ifé marca a retomada da banda após um período de hiato.
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