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Cultura Pop

American Spring: a mulher e a cunhada de Brian Wilson, produzidas pelo próprio

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De vez em quando, no auge dos Beach Boys – ou em alguns momentos de baixa – Brian Wilson se afastava do grupo. O que levava até pessoas bem próximas dele a forçarem a barra para ele não perder o foco. E qualquer pessoa que via de perto o que rolava nos Beach Boys e na vida íntima de Brian sabia que a perda de foco ali significava depressão, mergulho nas drogas, sumiço da família – enfim, tudo de ruim.

American Spring: a mulher e a cunhada de Brian Wilson, produzidas pelo próprioNuma dessas vezes em que Brian mandou o foco nos BB ir passear, ele acabou se dedicando bastante a um projeto novo. Era o disco de um grupo chamado Spring, formado por sua esposa Marilyn e sua cunhada Diane. É a dupla da foto que você vê aí do lado. Lá em cima, elas aparecem ao lado do produtor Brian.

As duas vinham de um girl group chamado The Honeys, e quando adotaram o nome Spring (um dos vários nomes que Wilson pensava para seus inúmeros projetos na época) se deram mal: já tinha uma banda britânica com esse nome. Recorreram à saída mais viável numa confusão dessas: adotaram o nome American Spring. O álbum epônimo da dupla saiu em julho de 1972. Foi reeditado diversas vezes em CD, com bônus tracks. E virou um item bastante cultuado por fãs de Brian e dos Beach Boys.

Olha ele aí embaixo. Apesar de Wilson ter produzido parte do disco, o repertório não era totalmente tomado por músicas dele. Tinha até regravações dos Carpenters (Superstar), Carole King (Now that everything’s been said) e Shirelles (Mama said).

A psicodélica Sweet mountain, de Wilson e David Sandler, é a música que você vai querer ouvir em repeat.

Se você está acostumado com a ideia de um Brian Wilson malucão, fora de órbita e dominado pelas drogas, as coisas andavam mudadas para ele na época do American Spring. Em 1969, uns anos antes – o próprio compositor lembra disso na biografia Eu sou Brian Wilson, escrita ao lado de Bern Greenman – ele tinha resolvido montar a Radiant Radish, uma loja de produtos naturais em Hollywood. Não deu muito certo, já que Brian não se encontrou como empreendedor. No máximo aprendeu a usar uma máquina registradora e pronto. Mas acabou fazendo uma música, H.E.L.P. is on the way, que terminava até com um micro-jingle da loja.

Na época do disco, ele continuava “agitado” (palavra do próprio), fazendo milhões de coisas ao mesmo tempo. Tomou conta de boa parte da produção de American Spring ao lado de David Sandler e Stephen Desper – este último, o cara que inventou e patenteou uma espécie de pré-surround chamado Spatializer. O disco foi gravado no estúdio de Wilson e, quando o patrão não podia estar no local, era Stephen que tocava os trabalhos. A turma de músicos incluía gente dos Beach Boys, como Carl Wilson, Mike Love e Al Jardine, tocando nas faixas.

Vale dizer que American Spring tomou tanto o tempo de Wilson que ele acabou não ficando muito presente na gravação de Carl and the Passions – So Tough, disco dos Beach Boys que sairia também em 1972. Deixou a liderança toda na mão de Carl Wilson, fez poucas músicas e pouco apareceu no estúdio. Os Beach Boys nunca tiveram dilemas em usar músicos de estúdio, e Carl botou integrantes de uma banda sul-africana chamada The Flame para tocar no álbum, substituindo os integrantes que estavam desfalcados (Dennis Wilson, baterista do grupo, machucou a mão quando resolveu socar uma vidraça em casa).

E é isso. Já que você chegou até aqui, pega esse áudio de show dos Beach Boys de 1972.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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