Cultura Pop
A pior orquestra do mundo: Portsmouth Sinfonia

Após umas palestras na Portsmouth School of Art em 1970, o músico e maestro britânico Gavin Bryars teve a ideia genial. Por que não criar uma orquestra em que os músicos tocassem instrumentos diferentes dos que eles estavam acostumados a tocar? Ou cujos integrantes fossem não-músicos? Foi aí que nasceu a Portsmouth Sinfonia, mais conhecida como a pior orquestra do mundo.
A primeira formação da tal orquestra incluía 13 estudantes de música que mal sabiam pegar nos instrumentos direito. Com o tempo, o line-up foi sendo mudado e entraram músicos de verdade, mas que não tinham domínio algum sobre os instrumentos que usavam – era um oboísta tocando violino, uma violinista encarando a trompa e por aí ia. Os resultados eram… Bom, digamos que era uma comédia para quem via e para quem tocava. Essa galera, evidentemente, começou a chamar a atenção e a aparecer em reportagens de TV.
Olha só essa aparição deles na BBC em 28 de maio de 1974. A galera, no Royal Albert Hall, tentava soltar a franga na Aleluia de Handel. Poucos músicos conseguiam segurar o riso.
Lá pelos 13 segundos, aparece um sujeito parecido com Brian Eno.

Era o próprio. Brian já tinha lançado o primeiro disco solo, Here come the warm jets. E preparava o segundo, Taking tiger mountain (by strategy) para aquele mesmo ano.
Aliás, poucos dias depois dessa apresentação aí, Eno, Kevin Ayers, John Cale e Nico gravavam o disco ao vivo June 1, 1974 no Rainbow Theatre. Só fugindo um pouco do assunto.
A ligação de Eno com essa rapaziada foi além de uma aparição na TV. O então tecladista do Roxy Music produziu a estreia dessa turma em disco, Plays The Popular Classics, lançado pelo selo Transatlantic em 1973. Além de comandar o estúdio, o tecladista encarou o clarinete, sem nem sequer ter uma noção básica do instrumento.
Apesar do resultado ser bastante engraçado, não era pra rir. Bryars pedia que todo mundo desse tudo de si e fizesse o melhor. No texto da contracapa do LP, Eno ressaltava que a tendência era que a pior orquestra do mundo gerasse “uma situação musical extraordinária e única, onde os erros inevitáveis devem ser considerados como um elemento crucial da música”.
Os caras tocando Also sprach Zarathrustra. Virou quase uma trilha de terror.
Um ser humano botou o próprio gato de estimação para escutar essa versão. Coitado do bicho.
A abertura de William Tell, com Brian Eno sentando a mão no clarinete.
Convide os caras para tocarem Danúbio Azul no seu casamento.
O disco inteiro. De nada.
Via Open Culture
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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