Cultura Pop
A história do pop segundo o Top Of The Pops, em vários documentários

Deve ter passado despercebido pra muita gente. Mas soltaram no YouTube vários episódios de uma série, feita por volta de 2013, mostrando a história da música pop ano após ano, a partir da trajetória do Top of the pops, um dos programas mais célebres de música da emissora britânica BBC, ano após ano. Achar todos os episódios é quase uma tarefa de esconde-esconde, mas alguns deles (e alguns dos melhores, diga-se) estão aí.
Se você está pensando que o Top of the pops foi marcado em 1977 por punk e nada mais que isso, pode tirar o cavalinho da chuva: havia muito pop que no Brasil tocaria em rádio AM, muita disco music, pelo menos um grupo revivalista do doo wop e do rock dos anos 1950 (os Darts). E David Bowie lançando Heroes. E muitas coreografias malucas (das dançarinas do programa, um troço imitado aqui no Brasil pelos primeiros clipes do Fantástico). E muitos sintetizadores, que invadiram a disco music. Lá pelas tantas, tem os Stranglers, punks com algo mais (teclados, influências de valsa e rock progressivo), que tiveram a lasciva Peaches proibida pela BBC. E o Jam lançando In the city.
Alguns dos programas mais recentes são bem interessantes. O de 1999, que abre ao som de Pretty fly for a white guy, do Offspring, recorda toda a incerteza que rolava naquele fim de década e de século, com pessoas se perguntando se estavam realmente preparadas para o ano 2000, além daquela maluquice de bug do milênio. Um grupo que aparece no especial virou sensação na Inglaterra mas não se tornou um enorme sucesso nos EUA (e nem no Brasil): é o Steps, que conquistou as paradas britânicas com uma versão de Tragedy, dos Bee Gees. A releitura ganhou uma coreografia-meme que pegou mais do que praga de piolho em creche, com as pessoas balançando os braços e levando às mãos à cabeça (em “desespero”) na hora do refrão.
O programa de 1991 abre com Smells like teen spirit, do Nirvana, mas faz questão de recordar que o ano não foi só de grunge: teve muita dance music, a cultura das raves, Faith No More, Massive Attack, Iron Maiden (Bring your daughter… to the slaughter). O ano começou com o veterano Cliff Richard brilhando com Saviour’s day (single lançado no fim de 1990 e que liderou as paradas), com Vanilla Ice raspando o crédito com Ice ice baby.
Seal, que participou do primeiro Top of the pops de 1991 com Crazy, recorda que seu sucesso não foi à toa: num ano em que rolava guerra no Golfo Pérsico e até mesmo o Papa conversava com a União Soviética e o mundo se acostumava com várias novidades políticas, havia caos o suficiente para todo mundo querer ouvir uma canção que falava em “nunca vamos sobreviver, a menos que fiquemos um pouco loucos”. O cantor também aproveita para louvar (muito) seu produtor Trevor Horn e a esposa dele, Jill Sinclair, sócios do selo ZTT.
Os episódios, vale informar, estão sem legendas (o cara que pôs no ar não fez questão nem de colocar as legendas em inglês). Se resolver encarar, aproveite para conhecer também um pouco sobre como o Top of the pops era feito: muitas vezes eram equipes bem pequenas que colocavam o programa no ar e a figura do produtor era apenas uma formalidade que era cumprida por uma pessoa, depois por outra, por outra, etc.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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