Cultura Pop
A demo de 1993 do Blink-182 gravada no quarto de um dos músicos

Em 2010, numa seção chamada “o rock´n roll mata células cerebrais?”, o New Musical Express entrevistava roqueiros para saber se o uso ou abuso de substâncias havia levado algumas lembranças das mentes deles. No dia 26 de agosto daquele ano, Tom DeLonge, guitarrista do Blink-182, foi o entrevistado. E mostrou que já havia esquecido de coisas básicas como… a primeira demo da banda, Flyswatter, lançada em 1993 (o mês varia entre fevereiro e maio) por um selo bizarro criado pelo próprio grupo (a Fags in the Wilderness Records).
A revista perguntou sobre as duas covers que a banda gravara na demo, e Tom demonstrou ter esquecido de uma delas. “Não tenho certeza se eles realmente estavam lá, mas fizemos um cover de Freak scene, do Dinosaur Jr, e depois uma música do King Weasel”, contou. Na verdade, haviam sido a do Dinosaur Jr e The longest line, do NOFX, que o Blink tocava bastante em seus primeiros anos. “Na verdade me lembrei agora de tocar isso há vários anos, que música incrível”, disse.
Pois é, Flyswatter é bastante esquecida não apenas pela banda, mas até por alguns fãs – aliás é totalmente desconhecida de alguns admiradores mais recentes do Blink. Na época, a banda era um trio adolescente formado por Mark Hoppus (baixo e voz), Tom DeLonge e por um baterista que logo sairia, Scott Raynor. O grupo gravou, ao que consta, toda a demo no quarto de Scott, usando um aparelho rudimentar, e não houve nem sequer uma mixagem do material, que ficou disponível por relativamente pouco tempo. A qualidade de gravação, claro, não é nada boa. As canções de Flyswatter são bem mais deprê e inocentes que o normal do Blink – caso de músicas como Time e Reebok commercial. Há algumas tentativas de solo de guitarra.
A capa da demo foi desenhada pelo próprio Tom. O número de cópias varia. Há fontes que dizem que apenas 50 cópias foram feitas para serem dadas à família e aos amigos, tem gente que afirma que 80 fitas foram confeccionadas, e que esse número ainda chegaria a 300 cópias circulando por causa das regravações de fita para fita. O papo sobre “fitas originais” e “cópias” já ocupou espaço em alguns fóruns na internet.
A novidade é que um fã do Blink-182 que tem “mais de 25 anos de experiência em estúdio” remasterizou a demo e pôs no Bandcamp. O som original era uma meleca de verdade, mas melhorou bastante, ganhou peso e ficou pelo menos parecido com um disco gravado num estúdio de baixos recursos.
Tá aí (foto lá de cima: Kerry Key/Flickr)
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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