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Cultura Pop

A BBC do País de Gales comemora 80 anos de John Cale

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John Cale malucão no palco cantando um clássico de Elvis

No Brasil, tem muitos artistas precisando do mesmo respeito que John Cale tem no País de Gales, onde nasceu. O ex-Velvet Underground completou 80 anos no dia 9 de março, e ganhou um especial de meia hora da BBC galesa, que já começa com os locutores lembrando da influência que Cale teve sobre inúmeros artistas, não apenas como compositor, mas também como produtor.

Cale mantém desde 1970 uma carreira solo absolutamente livre, trocando (ou sendo trocado) de gravadora quando necessário, e explorando abertamente todas as fronteiras da música, passando pelo rock, pelo bittersweet dos anos 1970 (Fear, seu álbum solo de 1974, é basicamente isso misturado ao tom pré-punk de quem tocou no Velvet), pela música orquestral e pelo experimentalismo.

Para quem estiver com o inglês mais ou menos em dia, Cale fala um pouco sobre a verdadeira confusão de idiomas que foi sua infância, com um pai que falava apenas inglês, uma mãe que falava apenas galês e uma avó materna que, na recordação dele, o detestava com todas as forças. O músico, quando criança, era obrigado a falar bem devagar com os pais (para que eles entendessem o que estava sendo dito) e muitas vezes o pai ou a mãe precisavam servir de mediadores naquela bagunça.

Em compensação, a mãe de John começou a ensinar piano a ele em casa – e a música parecia uma linguagem bem mais tranquila, e que ele poderia dominar. “Não havia verbos, nem nomes, e havia uma série de emoções diferentes e coisas diferentes que você poderia ocultar ali”, conta.

John começou a escutar compositores de vanguarda bem cedo – antes até de descobrir o rock – e isso foi criando uma obsessão enorme com inovação musical. No papo com a BBC ele recorda quando esteve na Universidade de Londres estudando música, uma experiência que ele define como “torturante”.

“Eles não entendiam o que eu fazia nem tinham interesse nenhum em John Cage ou algo do tipo”, recorda. Cale era campeão de impopularidade no curso: chegou a se apresentar tocando uma peça do experimentalista La Monte Young, mas ajoelhado na frente do piano e tocando as peças com os cotovelos (!). Cale recorda-se de ter ido a Nova York, onde conheceu seus futuros colegas de Velvet Underground, um dia depois de ter “sido tirado fora” do departamento de música.

Animou? Pega aí o áudio do papo – que sai do ar em alguns dias (ou seja: corra!).

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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