Cultura Pop
O pior pesadelo de vários famosos

Criador do jornal Screw e da revista Bitch, o pornógrafo vintage Al Goldstein pôs também nas bancas, em 1976, a revista National Screw. A publicação durou cinco edições e fazia uma salada editorial que incluía mulheres peladas, textos novos de William Burroughs e reportagens meio malucas.

Numa delas, o jornalista Jeff Goldberg passou a mão no telefone e ligou para uma série de famosos para perguntar a todos qual era o maior pesadelo da vida deles. Pega aí as cinco respostas mais absurdas, viajantes ou imbecis mesmo (você confere todas as páginas da publicação aqui).
“Esse sonho aconteceu na véspera do bicentenário, em 3 de julho. Chamo isso de Loucura Bicentenária. De repente eu me tornei consciente de mim mesmo fazendo qualquer coisa. No começo eu pensei que estava num avião, mas não era um avião porque estava no chão. Só que havia assentos em fileiras que deixavam o local parecido com um avião e havia aeromoças. E os passageiros eram todos os músicos com quem eu já toquei em qualquer banda ou sessão de estúdio. Todo mundo estava fazendo sexo com a aeromoça, menos eu. Todo mundo estava recebendo comida, exceto eu. Eu disse: ‘Onde está minha comida?’ A comissária disse: “Desculpe, acabamos’. Mas ninguém me perguntou se eu queria comida.
Levantei-me e saí da embarcação e tive que descer em um porão para chegar à rua. Eu me vi cercado por prédios altos e tive uma sensação de mau presságio. Os edifícios parecem estar oscilando. Eu olhei para cima e para a frente eu vi uma colina lisa e redonda. Havia arquibancadas embutidas nas encostas e no topo da colina havia um caminhão de transporte de cinco andares, cheio de carros americanos novos e reluzentes. Havia fogos de artifício no ar e luzes vermelhas, brancas e azuis iluminando o caminhão por trás.
De repente, uma vela romana foi atirada no ar e, quando explodiu, surgiu toda a Declaração de Independência. Tornei-me consciente das arquibancadas novamente, cheias de pessoas. De repente, uma vela romana foi atirada no ar e, quando explodiu, produziu toda a Declaração de Independência. Tornei-me consciente das arquibancadas novamente, cheias de pessoas De repente, uma vela romana foi atirada no ar e, quando explodiu, produziu toda a Declaração de Independência (…) Os homens usavam roupas brancas de amianto. O jogo estava sendo atingido pelos foguetes. Quando um dos competidores foi atingido, os homens de terno branco se apressaram e colocaram o vencedor em uma maca e colocaram a pessoa danificada no carro novo que ele havia ganhado. Os vencedores ficaram muito felizes” (Ronnie Montrose, guitarrista e líder da banda Montrose).
“Recebi um prêmio da Academia mas desisti porque não achei nenhum índio para recebê-lo para mim” (o cineasta Gerard Damiano fazendo uma referência – bastante cruel, por sinal – a Marlon Brando, que não foi receber o Oscar por O poderoso chefão, mas mandou a garota apache Sacheen Littlefeather recebê-lo em seu lugar).
“Sonhei com isso ontem de noite. Ambiente: um apartamento meu de Nova York no futuro, e apenas um banheiro. Uma área de estar sem teto, onde se podia ver o céu. Personagens: muitos indetermináveis, também David Bowie, Angela e Zooey. Hora: Natal. Localização: quente. Ação: Zooey está colocando as coisas na minha boca e levantando o meu vestido para mostrar meu c… David acenando com a mão e acendendo uma árvore de Natal do outro lado da sala. Pequenas luzes brancas. Ele surpreende a multidão com sua nova tecnologia que ele obviamente trouxe de algum lugar mais avançado.
Mais tarde, estamos conversando em grupo em dois sofás de frente para o teto aberto, quando de repente um enorme escudo vermelho aparece no céu. Dentro do escudo há um relógio branco sem números e mãos brancas (…). Tenho a sensação de que David está controlando esses fenômenos. David está fumando haxixe e passando para seus amigos. Ele não passa para mim ou meus amigos.
Estou espantado com as coisas incríveis que estou vendo, ainda mais porque não estou fumando o hash e, portanto, percebo que elas estão realmente acontecendo como eu as vejo. No entanto, anseio por ficar doidona para que eu possa ver tudo que os doidões veem. Eu decido que vou pegar um pouco de hash da geladeira e fumá-lo no banheiro. Antes de sair do sofá, o escudo vermelho em torno do relógio desaparece e se transforma em pessoas dançando em um círculo em torno do relógio. Antes que eu possa reconhecer qualquer um deles, eles se transformam em personagens de Walt Disney: Alice no País das Maravilhas, Branca de Neve e os Sete Anões. E eles continuam dançando o tempo todo” (Cherry Vanilla, atriz e cantora – o Zooey citado aí por ela era o filho de David Bowie, Duncan Jones, uma criança – ! – na época).
“Não me lembro de sonho nenhum” (Ron Galella, fotógrafo).
“Sonhei que eu estava no Titanic e ele estava afundando. Lembro que todo mundo estava em estado de pânico e muitas pessoas já estavam na água. Havia vários botes salva-vidas apinhados de gente, com todo mundo apertado neles feito sardinha em lata. Estava nadando em direção a um objeto quando acordei” (Gorilla Monsoon, lutador).
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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