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Destaque

Ultravox ao vivo em 1977: em breve nas plataformas

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Surgido pouco antes do punk estourar, o Ultravox costuma ser citado em livros de rock e música pop como banda de tecnopop, new wave e outros estilos musicais parecidos – tudo por causa de Vienna, seu disco de 1980. Só que a banda teve um começo de carreira formidável, com três discos pela Island, tão indefinidos quanto excelentes. Nessa época, o grupo londrino tinha na formação John Foxx (vocais e gaita), Billy Currie (teclados e violino), Stevie Shears (guitarra), Chris Cross (baixo) e Warren Cann (bateria).

Sob a liderança de John (que largou a banda em 1979 para iniciar carreira solo, dando lugar a Midge Ure), o grupo caiu dentro do pós-glam rock (em Ultravox!, estreia de 1977), partiu para uma fase punk que já resvalava nos sons eletrônicos (em Ha ha ha, também de 1977) e encarou na sequência uma fase new wave (Systems of romance, de 1978). Os discos dessa época, vale dizer, são controversos. A crítica não achou que o primeiro disco estava à altura da banda no palco, e localizou amadorismo no segundo álbum. As vendas foram desanimadoras o suficiente para a banda não conseguir renovar com a Island – Vienna saiu pela Chrysalis.

Tem uma recordação dessa fase prestes a chegar às plataformas. É o pacote Live at The Rainbow, 1977, gravado quando o Ultravox abriu para Eddie & The Hotrods no teatro londrino. A Island vai lançar uma série de áudios e vídeos da apresentação. A estreia rola às 20h do dia 15 (segunda), com um vídeo drop de I came back here to meet you. Na sequência, vão rolar vídeos e faixas restaurados semanalmente, e o lançamento de um EP completo em 19 de março.

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Algumas músicas desse EP já são conhecidas dos fãs nas versões ao vivo, como Modern love – que saiu num single especial em 1977, distribuído com as primeiras cópias de Ha ha ha. Duas músicas só aparecem em áudio, The wild, the beautiful e the damned e Dangerous rhythm. Olha a relação de músicas abaixo.

Vídeo: I came back here to meet you, Modern love, Slip away, TV orphans, I wont play your game, Wide boys, Saturday night in the city of dead
Vídeo e áudio: I came back here to meet you, Modern love, Slip away, TV orphans, I wont play your game, Wide boys, Saturday night in the city of dead, The wild, the beautiful and the damned, Dangerous rhythm

Epa, sem esquecer que ano passado teve edição comemorativa de 40 anos de Vienna, com vários bônus.

VEJA TAMBÉM NO POP FANTASMA:
– Lembra da curtíssima fase punk do Ultravox?
– Aquela vez em que (dizem) Jimmy Page ficou puto com Eddie and The Hot Rods

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Destaque

Dan Spitz: metaleiro relojoeiro

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Se você acompanha apenas superficialmente a carreira da banda de thrash metal Anthrax e sentia falta do guitarrista Dan Spitz, um dos fundadores, ele vai bem. O músico largou a banda em 1995, pouco antes do sétimo disco da banda, Stomp 442, lançado naquele ano. Voltaria depois, entre 2005 e 2007, mas entre as idas e as vindas, o guitarrista arrumou uma tarefa bem distante da música para fazer: ele se tornou relojoeiro (!).

A vida de Dan mudou bastante depois que o músico teve filhos em 1995, e começou a se questionar se queria mesmo aquela vida na estrada. “Fazíamos um álbum e fazíamos turnês por anos seguidos, e então começávamos o ciclo de novo – o tempo em casa não existia. É uma história que você vê em toda parte: tudo virou algo mundano e mais parecido com um trabalho. Eu precisava de uma pausa”, contou Spitz ao site Hodinkee.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Rockpop: rock (do metal ao punk) na TV alemã

Na época, lembrou-se da infância, quando ficava sentado com seu avô, relojoeiro, desmontando relógios Patek Philippe, daqueles cheios de pecinhas, molas e motores. “Minha habilidade mecânica vem de minha formação não tradicional. Meu quarto parecia uma pequena estação da NASA crescendo – toneladas de coisas. Eu estava sempre construindo e desmontando coisas durante toda a minha vida. Eu sou um solucionador de problemas no que diz respeito a coisas mecânicas e eletrônicas”, recordou no tal papo.

Spitz acabou no Programa de Treinamento e Educação de Relojoeiros da Suíça, o WOSTEP, onde basicamente passou a não fazer mais nada a não ser mexer em relógios horrivelmente difíceis o dia inteiro, aprender novas técnicas e tentar alcançar os alunos mais rápidos e mais ágeis da instituição.

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A música ainda estava no horizonte. Tanto que, trabalhando como relojoeiro em Genebra, pensou em largar tudo ao receber um telefonema do amigo Dave Mustaine (Megadeth) dizendo para ele esquecer aquela história e voltar para a música. Olhou para o lado e viu seu colega de bancada trabalhando num relógio super complexo e ouvindo Slayer.

O músico acha que existe uma correlação entre música e relojoaria. “Aprender a tocar uma guitarra de heavy metal é uma habilidade sem fim. É doloroso aprender. É isso que é legal. O mesmo para a relojoaria – é uma habilidade interminável de aprender”, conta ele. “Você tem que ser um artista para ser o melhor – seja na relojoaria ou na música. Você precisa fazer isso por amor”.

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Cinema

Bead game: desenho animado sobre agressividade

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Bead game: desenho animado sobre agressividade

Em 1977, o diretor de cinema Ishu Patel fez o curta-metragem de animação Bead game, que foi relançado recentemente pelo National Film Board of Canada.

Para mostrar como a agressividade pode chegar a níveis inimagináveis, ele criou uma animação que usa apenas contas coloridas, que ganham a forma de vários objetos, animais, pessoas e monstros – um lado sempre tentando derrotar o outro. E quando você nem imagina que a briga pode ficar maior ainda, ela fica.

Via Laughing Squid

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Cultura Pop

Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

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Bad Radio: no YouTube, a banda que Eddie Vedder teve antes do Pearl Jam

Em 1986, surgiu uma banda de rock chamada Bad Radio, em San Diego, Califórnia. Foi um grupo que fez vários shows, ganhou fãs e se notabilizou como uma boa banda de palco da região. Mas que se notabilizou mais ainda por ter tido ninguém menos que o futuro cantor do Pearl Jam, Eddie Vedder, nos vocais.

Eddie Vedder, que é lá mesmo de San Diego, aportou por lá em 1988 e ficou até 1990. Conseguiu fazer uma mudança geral no grupo, que tinha uma sonoridade bem mais new wave com a formação anterior, com Keith Wood nos vocais, Dave George na guitarra, Dave Silva no baixo e Joey Ponchetti na bateria. Wood saiu do grupo e com Vedder, a banda passou a ter uma cara bem mais funk metal, e mais adequada aos anos 1990.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Discos de 1991 #5: “Ten”, Pearl Jam

E essa introdução é só para avisar que jogaram no YouTube a última apresentação do Bad Radio com Vedder nos vocais. Rolou no dia 11 de fevereiro de 1990, pouco antes de Eddie se mandar para Seattle e virar o cantor de uma banda chamada Mookie Blaylock – que depois virou Pearl Jam. A gravação inclui as faixas What the funk, Answer, Crossroads, Just a book, Money, Homeless, Believe you me, What e Wast my days. O show foi dado no Bacchanal, em San Diego.

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Com a saída de Vedder, o Bad Radio ainda continuou um pouco com o próprio Keith Wood, de volta, nos vocais. Segundo uma matéria publicada pela Rolling Stone (e que tem detalhes contestados pelos ex-integrantes do Bad Radio), Vedder não foi apenas cantor da banda: ele virou assessor de imprensa, empresário, produtor e o que mais aparecesse. A lgumas testemunhas dizem que a banda não era favorável ao lado ativista de Eddie (que costumava dedicar músicas e shows aos sem-teto), o que ex-integrantes do Bad Radio negam (tem mais sobre isso aqui).

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