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Cultura Pop

Ué, a capa do Houses Of The Holy tá banida do Facebook?

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Tem um sujeito, criador de uma página do Led Zeppelin, afirmando que a capa do disco Houses of the holy, da banda britânica, está sendo censurada pelo Facebook. É a da foto acima.

O tal fã, Michelle Kaotic, em 24 de fevereiro de 2011, resolveu subir a capa do LP na rede social para apontar para um evento comemorativo do aniversário do disco. Na época, tudo bem, e a imagem foi subida sem problemas. Recentemente, Kaotic foi notificado de que o Facebook havia tirado o post do ar. Segundo o que o fã se lembra, a capa do disco – com suas onze imagens de crianças nuas, que se espalham pela capa e pela contracapa – havia caído na malha fina dos padrões da comunidade sobre nudez e imagens de teor sexual.

Ao site Loudersound, Kaotic disse que chegou a pensar que seu caso fosse isolado, mas não era. Ele descobriu vários fãs que também tinham postado a mesma imagem e tiveram a capa do disco censurada. Alguns deles ficaram banidos por vários dias. A atitude da rede fez com que um fã se mexesse e criasse uma petição online para que o Facebook parasse de censurar a imagem. Olha aí o link. 

(nota do POP FANTASMA: se você vê algo de sexy na capa desse disco, ou encara o layout do Houses of the holy com algum tipo de maldade, vá se tratar que você é doente)

O problema é que a petição deu mais galhos ainda. Kaotic aderiu de primeira hora ao abaixo-assinado, e decidiu divulgá-lo no Facebook. Não deu nem meia hora, mais uma notificação da rede social avisando-o de que tinha ferido os padrões da comunidade. Tudo porque (ora bolas) havia a capa do álbum no tal link, e ela apareceu no Facebook. Michelle fez outro post avisando da proibição e descobriu que vários outros fãs também tinham sido notificados.

“O link para a petição estava sendo removido por qualquer um que o compartilhasse. Tudo porque a imagem da miniatura era a capa do álbum. Pedi a integrantes da minha página que me enviassem mensagens dizendo que haviam recebido proibições de 24 horas. Alguns até receberam três dias”, afirmou ao Loudersound. Logo depois, ele descobriu que uma fã, também criadora de uma página, teve sua criação tirada do ar por ter postado a capa. Ainda que o Facebook permita o upload de imagens como “fotografias de pinturas, esculturas e outras artes que retratam figuras nuas”.

O Loudersound foi atrás da explicação e descobriu que, para banir crimes de pedofilia, as imagens de nudez são deduzidas a partir de uma porcentagem de pele exposta, e depois são relatadas a uma turma de moderadores. Que, conhecendo ou não Led Zeppelin e Houses of the holy, são obrigados a decidir em poucos segundos se uma imagem deve ou não ser banida.

Um detalhe é que capas como as de Nevermind, do Nirvana, já foram proibidas e depois liberadas – o que pode significar que a capa do Houses pode não representar tanta discussão assim em alguns anos. Kaotic jura que capas como Nothing’s shocking, estreia da banda Jane’s Addiction, com nudez explícita, pode ser compartilhada sem maiores problemas no Facebook.

Ué, a capa do Houses Of The Holy tá banida do Facebook?

“Se o Facebook quiser impor regras, ele deve fazê-lo para todos aqueles que falharem nos protocolos de padrões da comunidade, e não apenas em um álbum específico”, diz Kaotic.

“Como mãe e avó, eu certamente sou contra a pornografia infantil”, diz Jadwiga Petrykiewicz, criadora da tal página do Led Zeppelin que ficou fora do ar. “Mas quando se trata da capa do Houses of the holy do Led Zeppelin , os indivíduos precisam perceber que as pessoas que vivem naquela época pensam de maneira diferente do que a sociedade pensa hoje”.

Mais Led Zeppelin no POP FANTASMA aqui.
Mais Houses of the holy no POP FANTASMA aqui.

Mudaram umas coisas: esquece tudo, a capa do Houses of the holy não está mais banida fo Facebook

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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