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Cultura Pop

The Frogs: “Rearviewmirror”, do Pearl Jam, virando canção de ninar

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Em 1995, numa época em que o Pearl Jam era mais caracterizado por sumiços da mídia, brigas com a Ticketmaster e uma e outra crise do cantor Eddie Vedder, o grupo resolveu homenagear uns chapas: o grupo malucão The Frogs. Lançou o single de Immortality, em formato vinil, trazendo no lado B uma releitura de Rearviewmirror, música do segundo disco, Vs (1993). Só que a releitura era feita pelo The Frogs e em nada lembrava o original.

O grupo de Milwaukee, Wisconsin, dividido pelos irmãos Jimmy e Dennis Flemion, usou só instrumentos acústicos e transformou a música num número extremamente calmo, quase em clima de canção de ninar. Os Frogs estavam bastante próximos dos grunges naquele momento. Tinham aberto shows do Pearl Jam em 1993 – pessoas que foram às apresentações recordam do grupo ter sido vaiadíssimo, já que queriam mesmo era o PJ logo no palco. E chegaram a presentear Kurt Cobain com uma fita pornô bastante estranha, Toy porno, só com action figures envolvidos em atos sexuais (você já leu sobre isso aqui).

Quase uma atualização extremamente punk dos grupos de comedy rock dos anos 1970 (Flo & Eddie, Spinal Tap, Cheech & Chong), os Frogs pegaram tão pesado em piadas escrotas que acabaram conquistando poucos fãs. E em vários momentos frustraram os próprios admiradores. Surgiram no fim dos anos 1980 com dois discos bem diferentes um do outro, e lançados com poucos meses de diferença. O primeiro, The Frogs (1988), era de synth pop com letras cruas. O segundo, It’s only right and natural (1989) era basicamente um disco conceitual sobre homossexualidade, em que a banda (que não era formada por homossexuais, ao que se sabe) se autoproclamava “os reis de um novo movimento de supremacia gay”.

A imprensa gay da época recebeu o disco com reservas – teve quem achasse engraçado, teve quem se indignasse. Já o programa cristão The 700 club classificou o grupo como uma das provas de que Satã domina o mercado da música.

Em 2011, o grupo foi convidado pelo Animal Collective para tocar o disco na íntegra no festival All Tomorrow Parties. Alguns momentos desse show estão no YouTube.

Os Frogs estão hoje apenas na mão de Jimmy. Seu irmão Dennis morreu afogado em 2012, após dois dias de busca por ele ou por seu cadáver. Gerald Cosloy, do selo Matador, o último com o qual a banda teve contrato, definiu o músico como “uma das pessoas mais engraçadas que eu já conheci”. Chegou a ser anunciado um documentário sobre a banda, que até o momento não saiu.

Abaixo, você confere Jimmy num dos shows de “volta” do nome Frogs, no ano passado.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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