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Cultura Pop

Stuff: a vida louca de John Frusciante num curta-metragem

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Stuff: a vida louca de John Frusciante num curta-metragem

Em 1993, logo após sair pela primeira vez dos Red Hot Chili Peppers, o guitarrista John Frusciante (que, você deve saber, está de volta ao grupo) abriu as portas da sua casa para Gibby Haynes (vocalista do Butthole Surfers) e Johnny Depp (ator e músico, na época com a banda P.).

Os dois, com uma câmera bêbada e tremida na mão, entraram no local e realizaram Stuff, um curta-metragem que mostrava tudo o que havia na residência do músico nas colinas de Hollywood. No fim do filme, tem uma participação especial de ninguém menos que o guru do ácido, Timothy Leary, que posa como se fosse o analista de Frusciante, com o músico deitado num sofá.

O local estava em estado lastimável. Em 1992, Frusciante estava totalmente viciado em heroína e o estilo de vida do guitarrista era refletido em sua casa, cheia de lixo em todos os cantos e com marcas de sangue nas paredes do banheiro. O estado da moradia lembra muito a da casa de Vinnie Vincent, guitarrista do Kiss, quando desapareceu das vistas de todo o mundo (falamos disso aqui).

Bob Forrest, músico de bandas como Thelonious Monster e hoje conselheiro em programas de reabilitação, chegou a descrever a casa de Frusciante em sua autobiografia Running with monsters como “um local de festa que se transformou num esconderijo úmido. As paredes estavam cobertas de pichações. Os móveis foram danificados. Paredes e portas tinham buracos enormes e abertos. Havia uma corrente lá – más vibrações e degeneração. Estava fora de controle e era o tipo de lugar que poderia fazer com que os drogados mais difíceis empalidecessem e corressem na direção oposta”.

Stuff foi exibido numa estação de TV holandesa e deu pulga na cama dos fãs do músico – anos depois saiu em um VHS promo. O clima é, sim, bastante pesado. Mas vale ver e ficar de olho na trilha sonora, que adianta elementos do primeiro disco solo do músico, Niandra LaDes and Usually just a t-shirt, lançado em 1994. Untitled #2, música instrumental do álbum, aparece com um poema escrito e recitado pelo músico.

No YouTube, você acha uma versão do filme da maneira como ele foi exibido pela TV holandesa. Na abertura, um assustado John Frusciante faz a introdução.

Uma versão do mesmo filme com legendas em espanhol, e indicando cada música que entra na trilha. Cortaram a tal intro com Frusciante.

A deprê na qual Frusciante caiu nessa época, e que aumentou seu uso de heroína, ainda duraria um bom tempo. Mais ou menos na época de Stuff, Frusciante morou um tempo com ninguém menos que o ator River Phoenix, um de seus melhores amigos. Phoenix acabou morrendo de overdose após justamente um show da banda P., de Johnny Depp, em 31 de outubro de 1993. Frusciante foi se recuperando aos poucos, mas penou durante três anos escondido na tal casa que aparece em Stuff – e que depois acabou destruída num incêndio, que levou também sua coleção de guitarras vintage e várias gravações.

Veja também no POP FANTASMA:
– Aquela vez em que Anthony Kiedis tomou porrada de uma namorada em pleno palco
– O desenho rejeitado da Hipgnosis para os Red Hot Chili Peppers
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Jackofficers: house music podre com Gibby Haynes, dos Butthole Surfers

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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