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Sepultura volta com single novo. Franciscos lança live session. Terminal Guadalupe comemora prêmio com clipe.

RESUMO: Sepultura anuncia EP e lança música nova, The place. Franciscos põe live session no YouTube com o repertório do primeiro álbum. Terminal Guadalupe anuncia novo disco e solta vídeo comemorativo.
Texto: Ricardo Schott – Foto Sepultura: Stephanie Veronezzi / Divulgação
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A semana foi tão cheia de notícias que até o Sepultura, que anunciou o fim das atividades, voltou com música nova. Bom, vale dizer que isso já estava previsto no cronograma do grupo, que está na turnê final, Celebrating life through death, e havia anunciado um EP de inéditas antes do último adeus.
A faixa se chama The place e abre os trabalhos de The cloud of unknowing, o tal EP de despedida que chega em 24 de abril, com quatro músicas. O single já está nas plataformas e antecipa o tom do encerramento: pesado, político e emocional. Segundo Derrick Green, a letra fala sobre imigração, frustração e a transformação de insegurança em raiva.
“Essa música trata de imigrantes que vieram para um lugar em busca de refúgio e para começar uma nova vida. Uma vez assimilados por uma falsa sensação de segurança e propaganda implacável, eles começaram a agir contra o que odiavam em si mesmos. A transição começa a escapar do ódio próprio e da agressividade contra pessoas que acreditavam nas mesmas ideias. Sinto que a letra realmente acompanha as transições da música. Começando com decepção e chegando à raiva”, esclarece Green.
O EP tem, pela ordem, as faixas All souls rising, Beyond the dream, Sacred books e o single The place. Na formação, Derrick Green (vocais), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Jr (baixo) e Greyson Nekrutman (bateria). A capa de The cloud of unknowing você confere abaixo, e o lyric video de The place vem em seguida.

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A banda Franciscos colocou no ar, no YouTube, o show de lançamento de seu primeiro álbum, Tudo que eu carrego (que por sinal, a gente resenhou aqui). Gravado no Teatro de Bolso Professora Terezinha Silva, em Itapeva (SP), o vídeo traz o repertório do disco na íntegra, em cerca de 34 minutos, apostando na ideia de álbum como experiência contínua – algo que anda raro na era das faixas soltas.
Com direção e produção assinadas pelo próprio grupo, o registro alterna momentos de catarse coletiva e passagens mais intimistas. O lançamento também marca um novo passo: Vinicius Oliveira (voz), Rodolfo Braga (guitarra), Thalles Macedo (baixo) e Guilherme Gonçalves (bateria) querem ampliar a circulação do show e apresentar o trabalho em palcos pelo país.
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Quem anda na maior felicidade é o pessoal da banda curitibana Terminal Guadalupe. Depois de ter o disco Serenata de amor próprio eleito um dos 100 melhores de 2025 pela APCA, o grupo agora apresenta uma versão ao vivo da faixa Calma, de Serenata… (álbum que por sinal foi resenhado pela gente aqui).
O vídeo abre a nova temporada do programa Tenda, transmitido pelo canal do Studio Tenda no YouTube. No palco, Dary Jr. (voz e guitarra) e Allan Yokohama (guitarra e vocal) e lideram a formação ao lado de Bruno Sguissardi (guitarra), Rodrigo Panzone (baixo) e Ivan Rodrigues (bateria), ampliando a força de uma música que já era destaque no álbum.
Reativada em 2022 após 15 anos parada, a Terminal Guadalupe consolida a volta com energia renovada e moral em alta no circuito independente. Tem até disco novo já programado para 2026: Senso de urgência (nome provisório), com gravações caseiras. Três músicas, Acabou, Cristão, esposo, pai e patriota e Não falha um já foram lançadas pela conta Brasil Fora da Caverna no Instagram.
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Daft Punk: clipe novo e mais novidades do que nos tempos de dupla

RESUMO: Mesmo separados, o Daft Punk segue ativo: relançamentos, Fortnite e clipe novo de Human after all com cenas dp filme Electroma.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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Tem aquela banda que existe há trocentos anos e nunca mudou sua formação (poucas, entre elas os Paralamas do Sucesso). Tem aquela banda que existe há menos tempo e já não tem nem sequer uma unidade de integrante da formação original. E tem aquela banda que acabou e continua “na ativa”: o duo de música eletrônica Daft Punk é um bom exemplo. A dupla se separou há cinco anos, mas nesse tempo, o número de novidades vindas dos dois tem sido bem mais frequente do que os discos inéditos que saíam quando o DP oficialmente existia.
Em 2023 saiu a versão “drumless” do clássico álbum Random access memories (2013, resenhada pela gente aqui). Em 2025, duas novas: o Daft Punk adentrou no universo do game Fortnite e lançou uma coleção de remixes do álbum Human after all (2005) em vinil para comemorar o 20º aniversário do disco. Entre os artistas que remixaram as músicas, Justice, Soulwax, Basement Jaxx, Erol Alkan e Juan Maclean (detalhe: Human é o terceiro álbum de estúdio deles, e o duo demoraria oito – oi-to! – anos para lançar um novo álbum, justamente Random access memories).
E agora tem mais novidade: cinco anos após anunciar a separação, Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo lançaram um novo clipe para o single Human after all, com cenas de Electroma, filme de ficção científica da dupla, de 2006. O clipe foi editado por Cédric Hervet. No vídeo, a dupla circula por estradas e desertos numa Ferrari e vai parar numa cidadezinha onde a população inteira usa capacetes como os deles – até mesmo as crianças (!).
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Mike Ness vence o câncer e Social Distortion volta com single, clipe e álbum novo

RESUMO: Social Distortion anuncia Born to kill após 15 anos; disco cita ídolos do rock e marca recomeço de Mike Ness após batalha contra o câncer.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Jonathan Weiner / Divulgação
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O Social Distortion, banda punk californiana que iniciou sua trajetória em 1978, desenvolveu uma receita sonora que viraria mania depois da onda emo: guitarras pesadas, letras e vocais emocionados, clima sombrio-agressivo-esperançoso e… referências de glam rock e country. O grupo do cantor Mike Ness sempre esteve mais para um tubarão da onda cowpunk (cowboy + punk, a tal mescla com o country) do que para uma banda emo – e vale lembrar o começo deles foi bem focado no hardcore, estileira geral da estreia Mommy’s little monster (1983).
A novidade é que, depois de 15 anos sem um álbum de estúdio, o Social Distortion volta mirando alto. Born to kill, novo disco, que sai em 8 de maio de 2026 pela Epitaph Records, é um verdadeiro manifesto sonoro. A faixa-título cita canções e discos de Lou Reed (“Rock ’n’ Roll Animal gonna come your way!”) e Iggy Pop & Stooges (“The agenda is yeah to Search and Destroy”). E algumas faixas depois tem Partners in crime, que faz o mesmo com David Bowie (“It’s a Rock ’n’ Roll Suicide!”).
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O álbum tem produção de Mike Ness e Dave Sardy, e participações especiais de Benmont Tench (Tom Petty and The Heartbreakers) e da cantora country Lucinda Williams, além de arte de capa feita por Ness e Shepard Fairey. No repertório, há também faixas como Tonight e The way things were, planejadas pela banda como momentos de emoção dentro do disco Born to kill é também um recomeço, já que se trata do primeiro lançamento de estúdio desde a recuperação de Mike Ness após uma batalha contra o câncer de amígdala.
“Eu tinha medo de não sobreviver. Já passei por momentos difíceis na minha vida, em situações perigosas, como você pode imaginar, mas nada parecido com isso”, disse Ness em 2025 no evento de natal da rádio KROQ, segundo o site Blabbermouth. “Minha voz está mais forte do que nunca. Cada show é ótimo porque estou cantando como se não houvesse amanhã”, continuou ele, que falou também sobre o que enfrentou na batalha.
“Tive que reaprender a comer, engolir – tudo. Quer dizer, eles entraram lá – mandaram um robô. Eu o chamo de Ike, o robô. Ele desceu e removeu minha amígdala e o tumor. E então, na segunda parte da cirurgia, eles cortaram meu pescoço e removeram os gânglios linfáticos. Então eu não conseguia comer. Quer dizer, saí da cirurgia com um dreno e uma sonda de alimentação”, disse.
Você confere a capa do álbum e o clipe de Born to kill abaixo.

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A banda preferida da sua banda vem ao Brasil: Redd Kross faz show em SP em junho

RESUMO: Redd Kross vem ao Brasil para show no Cine Joia pelo In-Edit e exibição de documentário, celebrando 45 anos de carreira cult – com direito a debate com o grupo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Dee Dee Kohl / Divulgação
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Dizem por aí que o saudoso Jeff Beck era o “guitarrista dos guitarristas”. Enfim, o músico que não era tão famoso, mas que era prestigiado por vários músicos conhecidos, inclusive o seu guitarrista preferido.
O Redd Kross, por sua vez, é a banda preferida da sua banda preferida: o Nirvana adorava, vários grupos dos anos 1980 e 1990 adoravam, mas nunca chegou a ser um grupo de enorme sucesso mundial. E olha que eles chegaram a ser uma das promessas indies da Atlantic, em 1990, antes mesmo de Kurt Cobain e seus colegas deflagarem uma corrida das grandes gravadoras aos catálogos de pequenos selos.
Quem tem entre 40 e 50 anos lembra pelo menos de Jimmy’s fantasy, clipe glam e zoeiro exibido à beça pela MTV no começo dos anos 1990 – a faixa era um dos singles do quarto disco da banda californiana, Phaaseshifter (1993). O grupo criado pelos irmãos Jeff (voz, guitarra) e Steven McDonald (voz, baixo), que começou no fim de 1979, é responsável por uma excelente transição entre o punk e sons mais melódicos, que ajuou a montar a norma culta do power pop moderno: ágil, pesado, referenciado em glam rock e Ramones, e com tendências à zoação.
Por sinal, o grupo iniciou carreira fazendo hardcore e usando o nome de Red Cross mesmo – tudo por causa da famosa cena do filme O exorcista, em que a personagem Regan MacNeil (Linda Blair) se masturba com um crucufixo. Adotaram mais um “d” no Red e trocaram o “c” de Cross por um “k” após serem gentilmente interpelados pelo comitê internacional da Cruz Vermelha norte-americana. O disco mais recente, intitulado apenas Redd Kross (2024, conhecido também como The Redd album por causa da capa vermelha), ganhou resenha nossa aqui. Vale destacar que hoje a banda é completada pelo baterista Dale Crover e pelo guitarrista Jason Shapiro – e que Dale e Steven McDonald também tocam no Melvins.
E a notícia de verdade é que o Redd Kross tá vindo aí. O festival de documentários de música In-Edit Brasil vai comemorar 18 edições, vai dividir a festa com a loja de discos London Calling (que faz 40 anos) e o evento vai ter show deles, em noite histórica no dia 26 de junho no Cine Joia, em São Paulo. Tem mais aniversário na parada: os 45 anos de carreira do grupo, comemorados em 2024, também ganham festa por aqui. O evento é uma realização da Maraty.
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Um dia antes, 25 de junho, às 20h, o In-Edit Brasil exibe o documentário Born innocent: The Redd Kross story com a presença da banda para um debate com o público. O local será anunciado em breve. O filme percorre a trajetória da banda desde os ensaios adolescentes em Hawthorne até o status de heróis cult do rock alternativo, reunindo imagens raras, bastidores intensos e depoimentos de artistas impactados por sua obra.
Não é só o Redd Kross que sobe ao palco: AlphaWhores (Panamá) e Twinpines (Brasil), duas bandas ligadas ao espírito sonoro deles – variando entre stoner e garage rock – abrem a noite. E a DJ Flavia Durante, especializadíssima em música latina e indie rock (e sons indie em geral) vai fazer a discotecagem da festa, que não tem hora pra acabar.
SERVIÇO
Redd Kross primeira vez no Brasil
Celebração: 26 anos do In-Edit Brasil e 40 anos da London Calling Discos
Data: 26 de junho de 2026 (sexta-feira)
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade (São Paulo/SP)
Abertura da casa: 19h | Início dos shows: 20h
Line-up
Redd Kross (EUA)
Alphawhores (Panamá)
Twinpines (Brasil)
Discotecagem: DJ Flavia Durante
Ingressos
Venda online: fastix.com.br/events/red-kross
Ponto de venda físico: Loja 255 (Galeria do Rock/SP). Pagamento via Pix
Classificação etária: 18 anos
Realização: Maraty
Exibição do documentário Born innocent: The Redd Kross story
Data: 25 de junho de 2026 (quinta-feira)
Local: em breve
Horário: 20h
Sessão seguida de debate com a banda
Sinopse: Uma homenagem vibrante aos irmãos Jeff e Steve McDonald, fundadores do Redd Kross, uma das bandas mais singulares e influentes do rock americano nas últimas quatro décadas. Um turbilhão colorido e juvenil que mistura garage punk, glam, power pop e metal com ingenuidade, obstinação e escapadas extravagantes. Um universo próprio, um gênero em si, reverenciado por integrantes de Sonic Youth, L7, Black Flag, Melvins e Sebadoh, que lhes declaram amor eterno.
Com: Jeff McDonald, Steve McDonald, Kim Gordon, Thurston Moore, Mark Arm, Lou Barlow, Keith Morris, Donita Sparks, Jennifer Finch, Buzz Osborne, Dale Crover.
Direção: Andrew Reich | 2022 | Estados Unidos | 84 min
Realização: In-Edit Brasil


































